Crônica de Chico Grill, publicada no site da agência Carta Maior, nesta segunda-feira, 30, afirma que a cobertura da mídida sobre o acidente com o Airbus 3054 da TAM “alcançou números estratosféricos (…), turbinada pelas lágrimas dos parentes das vítimas”.
“Se você tivesse um ente querido entre os mortos do avião da TAM, mediria conseqüências na hora de soltar os gritos de desespero? Se chegasse a câmera para registrar o seu choro convulsivo, e mostrasse a toda a nação o momento de maior fraqueza e desolação da sua vida…
O show da Grande Mídia alcançou números estratosféricos nos últimos dias, turbinado pelas lágrimas dos parentes dos mortos. A agonia em carne viva foi mostrada por ser um apelo necessário, ou tão somente porque esse tipo de imagem prende a atenção do espectador e rende uma fortuna no mercado midiático?!
Bonner nunca esteve tão bem vestido, nunca tão poderoso como durante o furo de reportagem Global apresentado por ele sobre as trapalhadas dos técnicos da TAM. Foi um momento de glória para a emissora. Apesar da evidente falha técnica, os informativos seguintes não se cansaram de mostrar as manifestações que associam o desastre às questões crônicas do transporte aéreo e, por conseguinte, ao governo Lula. Instigados pelos meios de comunicação, aqueles acostumados a perder horas nos aeroportos aproveitaram para juntar tudo num mesmo pacote de protesto.“
Leia o restante do texto aqui.
Posts de Julho, 2007
Carta Maior: O teatro do horror
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 11:19 pmEstudo europeu indica mais censura na internet
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 10:48 pmDa Agência Reuters
“A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) apresentou uma pesquisa intitulada “Governing the Internet” (Governando a Internet, em inglês) que aponta para um aumento de mecanismos censores no meio digital. Mais de 20 países empregam leis e medidas para suprimir oposição política e dificultar o acesso digital.
A tendência está concentrada em países como Cazaquistão e Geórgia. “Medidas recentes contra a liberdade de expressão na internet, tomadas por diversos países, servem como um amargo lembrete da facilidade com que alguns regimes, tanto democracias quanto ditaduras, buscam suprimir as formas de expressão que eles desaprovam ou simplesmente temem”, afirma o relatório da OSCE, que possui 212 páginas.“
Leia a íntegra aqui.
Lucro da CBS cai 48%
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 10:38 pmDa EFE
“O lucro da CBS, a rede de televisão com maior audiência nos Estados Unidos, caiu 48% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2006, informou hoje a empresa. O lucro líquido do grupo de televisão, rádio, veículos impressos e publicidade caiu a US$ 404 milhões, ou US$ 0,55 por ação, contra US$ 782 milhões, ou US$ 1,02 por título do segundo trimestre do ano passado.
Em 2006, o primeiro ano em que a companhia operou de modo independente de sua antiga matriz, a Viacom, a CBS vendeu a cadeia de parques de entretenimento Paramount Parks, o que, somado ao ganho tributário, aumentou seu lucro líquido no segundo trimestre em US$ 292 milhões.“
Leia o texto completo aqui.
Folha On-Line: News Corporation obtém apoio para comprar Dow Jones, diz jornal
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 10:25 pmÉ uma questão de tempo. O magnata da mídia, Rupert Murdoch, proprietário de empresas como a Fox Corporation e a BSkyB deve adquirir nos próximos dias a Dow Jones, editora financeira internacional com sede nos Estados Unidos.
Abaixo, notícia da Folha On-Line desta terça-feira, 31:
“O grupo de comunicação News Corporation –do magnata australiano dos meios de comunicação Rupert Murdoch– já conta com apoio suficiente para fechar o negócio de compra da americana Dow Jones, segundo o diário americano “The Wall Street Journal”.
Segundo o diário, de propriedade da Dow Jones, um fundo fiduciário chave da família Bancroft, com 9,1% das ações com direito a voto da Dow Jones, teria mudado de idéia e decidido aceitar a oferta da News Corp, de US$ 60 por ação –chegando a cerca de US$ 5 bilhões. A família Bancroft detém no total 64,2% das ações com direito a voto na empresa.“
Para ler a reportagem completa clique aqui.
Blog do Mino: Peles e Indiana Jones
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 10:05 pmDo Blog do Mino, desta segunda-feira, 30. Crítica cotidiana à Mídia:
“Leio na coluna de Monica Bergamo, entre atônito e perplexo, que a tevê Globo e a Bandeirantes recusam apoio ao movimento Cansei por perceberem ali o viés político, embora os organizadores afirmem o contrário. Se a informação for confirmada, não sei se conseguirei dormir em paz, ao cogitar do desapontamento do presidente da OAB paulista, certo D’Urso, e do Iconoclasta Mor, João Doria Jr. Há, porém, compensações. Por exemplo, o jornal O Globo e a Folha de S.Paulo já deram larga repercussão ao movimento. Aos seus lideres, permito-me fazer uma proposta, em perfeita sintonia com o apagão aéreo. Ou seja: sugiro que a Marcha da Indignação Cívica saia, a pé obviamente, no estilo da romaria a Santiago de Compostela, de São Paulo para Comandatuba, onde a manifestação atingiria seu ápice. Para a ocasião, as participantes do sexo feminino poderiam envergar suas peles – recomendável o ocelot – enquanto os cavalheiros estariam habilitados a envergar os trajes de Indiana Jones.“
Galvão Bueno e a Dança do Siri
In Uncategorized on 2007, 31 Julho at 7:49 pmRepercutiu na imprensa a narração que Galvão Bueno, da Rede Globo, fez na final do basquete masculino, pelos Jogos Pan-Americanos, no sábado, 28. Após a medalha de ouro do Brasil sobre Porto Rico, os jogadores brasileiros fizeram repetidamente a coreografia da “dança do siri” que ficou famosa com a dupla Vesgo e Ceará, do Pânico na TV, da Rede TV!. O vídeo já está disponível no YouTube.A foto da “dança” dos jogadores ganhou a capa da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 30. Na terça, 31, o assunto também foi tema da coluna “Outro Canal”, do jornalista Daniel Castro (exclusivo para assinantes):
“A Globo teve que engolir a ‘dança do siri’, criação do ‘Pânico na TV’, em comemorações no Pan. Primeiro, foi no handebol. Anteontem, foi a vez dos atletas do basquete. E Galvão Bueno não pôde disfarçar. Informou que os jogadores faziam a ‘dança do siri’.“
A coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, do Grupo Folha, também registra o assunto. Na internet, a Folha On-Line afirma que Galvão Bueno citou por duas vezes a dança do siri:
“A Globo declarou que o episódio ‘não é nada demais’ e que ‘não há o que repercutir’. Perguntada se não haverá nenhum procedimento interno a respeito desse episódio, a assessoria de imprensa informou que ‘não é que nada será feito, é que não há o que comentar’.“
A coluna Ooops!, do portal UOL, diz que, aparentemente, Galvão Bueno não sabia que a Globo tem tentado impedir que a dança do siri entre, legal ou ilegalmente, na programação da emissora.
“O crédito inocente aos criadores da coreografia causou mal-estar em alguns setores da Globo. Isso porque a emissora tem tentado se defender ao máximo da ‘dança’ desde que soube que os humoristas da Rede TV estariam oferecendo dinheiro para quem fizesse a dança aparecer na programação da Globo.“
Abril lança FizTV, canal pago interativo feito por internautas
In Uncategorized on 2007, 30 Julho at 1:04 amCom informações do Portal Imprensa:
O FIZ TV trará blocos de programação disponíveis nas praças São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Para que o vídeo seja veiculado, ele precisará passar por aprovação dos gerenciadores da TVA. Os materiais devem ser enviados para o site do canal e somente os assinantes poderão participar. “É uma nova experiência de fazer e ver TV. Além disso, será um meio de unir a Internet e a TV, já seguindo a tendência da convergência de meios”, afirma Alex Jucius, diretor de programação da TVA.“
Para conhecer o FIZ TV, clique aqui.
A Charge Proibida
In Uncategorized on 2007, 29 Julho at 11:43 pm
Do mineiro Duke, chargista do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Preste atenção na legenda, no alto do quadro: “Era para ‘O Tempo’, mas não pode sair”. O jornal mineiro proibiu. Dê uma olhada no Blog do Duke, tem muito mais lá.
TV Paga: Jogos Pan-Americanos alavancam audiência do SporTV; ESPN Brasil tem aumento de até 317%
In Uncategorized on 2007, 29 Julho at 10:50 pmDo Comunique-se:
“A audiência dos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro aumentou na TV paga nas últimas semanas, de acordo com uma medição do Ibope nas principais localidades do Brasil. Segundo o estudo, a SporTV é líder na TV por assinatura e registrou mais 17% de audiência nos primeiros dias da competição em relação aos Jogos Olímpicos em 2004, até então recorde histórico do canal.
A ESPN Brasil, que ficou em segundo lugar, teve um crescimento de audiência de 317% entre 6h e 18h e até 280% entre 18 e 1h em comparação à média do 1º semestre. A SporTV tem 23% mais audiência em relação ao segundo colocado entre 13 e 20/07, com 3,4 milhões de pessoas em média assistindo ao canal.“
Pan.com: As últimas da web
In Uncategorized on 2007, 29 Julho at 8:53 pmO Pan acabou e os principais portais de web do país noticiam assim o final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro 2007:
Estadão: Rio faz o melhor Pan, mas não garante Olimpíada
Folha On-line: Em casa, Brasil tem seu melhor desempenho em Pans
Globo.com: Despedida do Pan deixa no ar esperança para 2016
IG: Pan do Rio chega ao fim com festa no Maracanã
UOL: Após gafe, Odepa diz que Pan do Rio foi o melhor
Terra: Após 17 dias, Pan do Rio termina com novas vaias a Lula, funk e “ooiiiii”
Vôo 3054: O jornalismo colaborativo e a polêmica da "imagem montada" publicada pelo portal UOL
In Uncategorized on 2007, 29 Julho at 8:16 pm
O episódio provocou questionamentos sobre a eficácia do jornalismo colaborativo e despertou uma certa alegria vingativa nos coleguinhas cabeças-de-papéis que não acreditam que cada cidadão possa ser um repórter. Era possível sentir o clima de “Eu avisei! O público só faz besteira. Quem diz a verdade somos nós, jornalistas!”.“
Os parágrafos acima pertencem ao artigo “Jornalismo colaborativo funciona“, de Ana Maria Brambilla, editora assistente de conteúdo colaborativo na Editora Abril. Para lê-lo na íntegra, clique aqui. Também disponível no Comunique-se.
O fim do Pan na TV
In Uncategorized on 2007, 29 Julho at 6:08 pm
Fidel: (ao) vivo ou morto? II
In Uncategorized on 2007, 28 Julho at 11:39 pmCésar Tralli, na TV Globo, minutos atrás: “Tudo isso se deve a um boato de deserção de atletas”. Durante os Jogos Pan-Americanos a delegação cubana sofreu quatro deserções, informa a Globo.com.
Fidel: (ao) vivo ou morto?
In Uncategorized on 2007, 28 Julho at 11:33 pmAgora são 23h33min de sábado, 28 (informo antes do que o Blog do Noblat, yes!). Na TV, em meio à transmissão da final do vôlei masculino entre Brasil e Estados Unidos, pelos Jogos Pan-americanos, Galvão Bueno branda o retorno antecipado dos atletas cubanos (3º lugar, mas ausentes do pódio) à ilha de Cuba – com imagens ao vivo do embarque dos atletas no ônibus, rumo ao aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e com César Tralli in loco.
Aguardemos.
Outra vez, Mino
In Uncategorized on 2007, 28 Julho at 11:03 pmDo Blog do Mino Carta — fazer o que, de novo ele! — sobre a marcha contra Lula organizada pelo empresariado e com apoio do publicitário Nizan Guanaes. Ou seja, envolve a mídia, para variar… Segue o texto (para ler na íntegra, clique no link acima:
“A Marcha
Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos”. É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores.“
Carta Capital: crítica ao Governo, à Lula e à mídia
In Uncategorized on 2007, 28 Julho at 9:49 pm“Os quepes costumam criar embaraço entre os paisanos, quando não o temor. Reverencial. E falta nitidez quanto às idéias e aos sentimentos do presidente Lula. Neste momento, ele parece acuado diante da enésima campanha midiática, de sorte a animar este ou aquele articulista a zombar dele. Mas é inadmissível, no caso do primeiro mandatário, a prática do esporte preferido dos graúdos, o chute do cadáver.
CartaCapital declara sua perplexidade diante do comportamento presidencial, ao considerar dois fatos que se entrelaçam. Embora a mídia atinja a chamada classe média e os nababos, não chega ao povo. Os índices de popularidade do presidente são estáveis entre os brasileiros distantes do privilégio. Ou seja, a separação entre os dois Brasis se acentua, e bastaria a Lula ser presidente desta maioria para induzi-lo a uma ação mais determinada em busca de um país melhor.
Está para ser lançado um livro de Raymundo Faoro. É a reedição de textos já publicados, organizada e prefaciada por Fabio Konder Comparato. A República Inacabada. Análise implacável e brilhante da tragédia de um país que se pretendeu liberal sem sê-lo e pôs em prática a democracia sem povo. É o que os tradicionais donos do poder pretendem até hoje, tão bem representados pela mídia a seu serviço.
Registra Faoro o que escrevia Hipólito José da Costa, em 1811, ao sair do prelo o primeiro jornal brasileiro, Correio Braziliense, por ele fundado e impresso em Londres: “Ninguém deseja mais do que nós as reformas úteis; mas ninguém aborrece mais do que nós que estas reformas sejam feitas pelo povo; pois conhecemos as más conseqüências desse modo de reformar; desejamos as reformas, mas feitas pelo governo; e urgimos que o governo as deve fazer enquanto é tempo, para que se evite que sejam feitas pelo povo”.“
AS CAPAS DA SEMANA…
In Uncategorized on 2007, 28 Julho at 8:52 pmComunique-se: RCTV pode sair do ar novamente
In Uncategorized on 2007, 27 Julho at 12:29 pm“Autoridades venezuelanas exigiram que a Radio Caracas Televisión (RCTV) apresente seu registro como operador nacional de cabo perante a Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel). A exigência foi feita na quinta-feira (26/07) e, caso a empresa não se registre, pode sair do ar novamente – a RCTV não teve sua concessão de sinal aberto renovada pelo governo de Hugo Chávez.
Jesse Chacón, ministro das Telecomunicações, afirmou que a exigência está de acordo com a Lei de Responsabilidade Social para Rádio e TV que obriga que qualquer operadora de TV a cabo possa colocar a RCTV em sua grade. “Eles deveriam estar inscritos, e não foi respeitado o trâmite. A lei estabelece um prazo de cinco dias úteis para que respondam”, advertiu Chacón, que pediu aos operadores de cabo que comprovem que a empresa possui o registro e o enviem ao ministério o quanto antes.“
Leia reportagem completa no Comunique-se.
UM TAPA NO PAN
In Uncategorized on 2007, 27 Julho at 11:45 am
MPF questiona concessões de rádio e TV de deputados
In Uncategorized on 2007, 27 Julho at 11:28 amO Ministério Público Federal no Distrito Federal propôs, na última segunda-feira, 23, a anulação da renovação e concessão de outorga de seis empresas de rádio e TV de deputados e ex-deputados federais.
Para o MPF, houve favorecimento pessoal nas concessões, uma vez que os parlamentares, sócios das empresas, participaram das votações em que foram analisados e deferidos os pedidos de concessão e renovação dessas outorgas.
Conforme o Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), 51 dos 513 deputados em 2005 eram concessionários diretos de rádios e de TV. Desses, pelo menos 20 eram membros da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, responsável por analisar os pedidos na Câmara dos Deputados.
Os parlamentares utilizaram a função exercida na comissão para beneficiar, direta ou indiretamente, interesses pessoais relativos à renovação e concessão de serviços de radiodifusão. Eles eram sócios, cotistas ou diretores de empresas concessionárias do serviço de radiodifusão à época em que essas mesmas empresas tiveram os pedidos de renovação e concessão aprovados na comissão.
Além da suspensão imediata das concessões e da anulação definitiva das outorgas, as empresas podem ser condenadas a pagar multa por dano moral coletivo. Se condenados, os deputados podem ser processados por improbidade administrativa.
Veja lista dos parlamentares envolvidos:
1. Alagoas Rádio e Televisão (Maceió – AL); João Mendes (sem partido); sócio-diretor
2. Emissoras Reunidas (Caxias do Sul – RS); Nelson Proença (PPS-RS); sócio
3. Rádio Continental FM (Campinas – SP); Wanderval Santos (PL/SP); sócio
4. Rádio Renascença (Ribeirão Preto – SP); Corauci Sobrinho (PFL/SP); sócio
5. Sociedade Rádio Atalaia de Londrina (Londrina – PR); João Batista (PP/SP); sócio
Estudo afirma que mídia mundial não mantém transparência com o público
In Uncategorized on 2007, 27 Julho at 11:06 am“O International Center for Media and the Public Agenda (ICMPA) divulgou nesta semana um estudo sobre a transparência da mídia mundial. Em seu site, o instituto cita recentes escândalos extensamente abordados pela mídia como o do ex-assessor Lewis Libby e das empresas Enron e Arthur Andersen (investigadas por fraude em auditorias).“
Leia mais no site do Comunique-se.
Comunique-se: Carlos Latuff é ameaçado de prisão por charge sobre os Jogos Pan-americanos
In Uncategorized on 2007, 27 Julho at 10:41 amOuvido pela reportagem, o chargista criticou a cobertura da mídia no Pan e a situação. “Não tem ninguém na imprensa do Rio que faça uma cobertura crítica sobre o Pan. A liberdade de expressão é uma piada, não estou desenhando a Virgem Maria dando o c… Estou desenhando o Cauê, e ele foi alçado à categoria de santo. É o exemplo mais claro de que é perseguição política”, ressalta.“
Leia a reportagem completa no site do Comunique-se.
Blog do Mino: O ano que não faz calar
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 7:49 am“Clovis Rossi escreve hoje na Folha de S.Paulo: “Se um país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?” Sinto que o jornalista, seus parentes e seus colegas regozijaram-se com a imagem, e imaginei cento e oitenta milhões de brasileiros agarrados à cauda de um Airbus. Ainda assim, mesmo entregue ao mais empenhado e solidário esforço para apreciar a veia literária de Clovis Rossi, receio que país algum tenha condições de segurar um avião. O texto consta de um edificante apanhado elaborado pelo site da Carta Maior com o intuito de demonstrar a sanha golpista da mídia nativa, com o adendo da fala recente de um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, segundo quem, diante da conjuntura, “pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”. Até um paralelepípedo percebe a referência ao golpe de 1964. Sublinho que ontem, ao entrevistar Cassandra pelo telefone (atualmente ela mora em Corinto, deixou Tróia faz tempo), não me escapou toda a sua preocupação com a crise aérea e suas conseqüências. A filha de Priamo fareja clima de golpe, mas tendo a tomar os vaticínios de Cassandra como resultado do seu monumental mau-humor. De todo modo, o ministro do STM falava na entrega dos espadins aos alunos das academias militares, neste mês. E a estes disse que os tais cidadãos de bem, “vão se apresentar” e “aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”. Carta Maior não deixa de registrar editoriais do Globo e do Estadão, e, obviamente, a coluna de Dora Kramer. Textos que ecoam, sem surpresa para mim, páginas e pronunciamentos de quarenta e cinco, quarenta e quatro anos atrás. Aqui, no meu cantinho, resisto na crença de que os tempos mudaram. Acho que 1964, aquela tragédia, sem descurar de certos toques de comédia (o que torna o desastre ainda maior), hoje ficaria entre a farsa e a ópera bufa. Com a colaboração de scriptwriters extraordinariamente vocacionados para o gênero. Talhados à perfeição, graças a um misto de sabujismo, hipocrisia, ignorância e baixo Q.I.“
Leia este e outros textos de Mino Carta, em seu blog.
Leia reportagem de Carta Maior: “Mídia eleva tom contra Lula. Ministro do STM sugere golpe“.
P.H.Amorim: "Mídia leva Brasil à Venezuela"
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 7:25 amMais uma de Paulo Henrique Amorim em suas Máximas e Mínimas, no Conversa Afiada, do IG. Desta vez, a “venezualização” do Brasil pela mídia. Leia:
“. O golpe mediático está em curso.
. Consiste em associar o Presidente Lula ao desastre da TAM.
. Como se tentou fazer com a queda do avião da Gol, até que ficasse solarmente demonstrado que, se o transponder do Legacy estivesse ligado, não haveria choque.
. Ainda mais que a “crise” ou “apagão” aéreo tem a vantagem de fornecer matéria incandescente todo dia: todo dia, em qualquer aeroporto haverá uma manifestação, seja qual for, da “crise” ou do “apagão”.
. A mídia conservadora (e golpista) despiu-se do véu de objetividade, isenção ou respeito a qualquer código de ética profissional.
. A velha distinção entre “opinião” e “fato” foi para o beleleu.
. Até a previsão do tempo é editorializada.
. Agora vale tudo:
. informação em off, boato, dispensa de rechecagem, torcer o que os entrevistados dizem, omitir informações que não batem com a “linha justa”, destacar os inimigos do Governo (por exemplo, o Frei Betto), e deletar os que defendem o Governo.
. Isso é mais velho do que a Sé de Braga, dizia o meu avô.
. Da mesma forma, é assim no mundo inteiro.
. Só que em nenhuma democracia séria do mundo três jornais (a Veja é do Departamento das “ideologias exóticas”, como o fascismo) e uma rede de televisão têm o poder que têm no Brasil.
. Mas, não são só eles.
. Os filhos do Roberto Marinho, por exemplo, que não têm nome próprio.
.Estão a serviço de quem ?
. Da elite branca e racista (e também separatista, no caso da elite de São Paulo).
. Sabe-se que o Governo Lula não se defende da mídia.
. O primeiro ato do presidente Lula depois de eleito foi sentar-se na bancada do Jornal Nacional, ao lado de William Bonner e da Fátima Bernardes.
. O Presidente Lula pensou que ia “charmar” a Globo”.
. Deu no que deu.
. É provável que a mídia conservadora (e golpista) consiga levar o golpe até o fim.
. É essa a intenção, agora, explícita de uma mídia que funciona a “una sola voz”, como era na Venezuela – é o que lembra Renato Rovai, no livro “A mídia nas eleições de 2006”, organizado por Venicio A. de Lima.
. O golpe consiste em derrubar o Presidente Lula ou torná-lo impotente.
. De modo que a experiência de o Brasil eleger um presidente pobre, nordestino e de “esquerda” jamais se repita.
. A mídia conservadora (e golpista) quer levar o Brasil para a Venezuela.
. Foi o que eu disse, recentemente no dia 11 de junho deste ano, numa exposição que fiz aos jornalistas do Ultimo Segundo do iG:
. “A mídia se torna mais golpista a cada dia – especialmente depois da renovada virulência das Organizações Globo.
. A democracia brasileira não tem instituições para absorver isso com normalidade.
. Nem o Estado brasileiro se preparou para conviver e enfrentar, se for preciso, uma mídia golpista que intervém no processo político e nas instituições.
. A mídia conservadora e golpista vai levar o Brasil a um impasse político.
. O Brasil pode se tornar uma Venezuela.
. Com a ajuda dos jornalistas.”“
P.H.Amorim: "Serra produz reportagem do JN"
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 7:07 amNa coluna Máximas e Mínimas, publicada em seu site Conversa Afiada, no portal IG, nesta terça-feira, 24, o jornalista Paulo Henrique Amorim traça as relações entre a Rede Globo, o repórter Rodrigo Bocardi e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Amorim aponta Bocardi como o repórter de Serra dentro da Glabo.
Veja a relação traçada por Amorim entre a emissora, o repórter e o governador tucano:
“. As ligações “carnais”, como diria o Menem, entre o presidente eleito José Serra e a “praça” de São Paulo da Rede Globo permitem deduzir que a reportagem de Rodrigo Bocardi no Jornal Nacional desta terça-feira, dia 24, foi pautada pelo presidente eleito.
. Bocardi, desde o episódio da foto do dinheiro do delegado Bruno, tornou-se repórter do Jornal Nacional, uma espécie de “homem certo, no lugar certo”…
. Os serviços que Bocardi, então, prestou ao Cardeal Ratzinger da Globo, Ali Kamel, lhe renderam essa promoção.
. Nesta terça-feira, Bocardi voltou a território já antes explorado, inclusive aqui no Conversa Afiada. E que começou no blog de Fernando Rodrigues, no Uol.
. O IPT, de José Serra, analisou a pedido do Governo Federal o asfalto da pista principal de Congonhas, DEPOIS DA OBRA.
. E considerou que o asfalto é tão bom que está acima de padrões internacionais.
. Depois deste vazamento, que deve ter provocado uma fúria de vilão de filme de horror no presidente eleito, o IPT apresentou “um segundo laudo”, através de um editorialista do Estadão (logo do Estadão ?).
. O “segundo laudo” dizia que não dizia.
. Dizia que o asfalto é ótimo, mas o banheiro exala um odor insuportável. O café servido no embarque, em frente ao finger três é aguado…
. A reportagem de Bocardi vai pelo mesmo caminho: o asfalto é ótimo, mas o bebedouro não tem água …
. Bocardi, sempre no lugar certo e na hora certa, dá um destaque especial à investigação (?) da Polícia Civil de São Paulo.
. Pergunta-se – será que a Polícia Civil tem alguma dúvida de que o mordomo é o criminoso ?
. A Polícia Civil de São Paulo tem uma reputação exemplar: das 93 delegacias de São Paulo, 84 recebiam mesada dos donos de bingos …
. O que leva à conclusão de que o presidente eleito – com essa Polícia imaculada – resolveu montar uma investigação paralela – Serra-Rede Globo: eu e você, tudo a ver …
. Uma espécie de “Republica do Galeão” – aquela celebre “investigação” liderada por Carlos Lacerda e o Brigadeiro Delio Jardim de Mattos para depor Vargas. (*)
. A mesma investigação (?) da Polícia de Serra aparece com destaque na capa do UOL – outra sub-seção do Departamento de Imprensa e Propaganda de Serra (clique aqui).
. A “República de Congonhas” – sempre um aeroporto … – pode dar com os burros n’água, porém.
. Alguém já disse que a história se repete, frequentemente, como uma farsa…“
FATOR SARGENTO GARCIA
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 6:56 amFolha de S. Paulo: Jobim vai para pasta da Defesa
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 6:45 am“O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim (PMDB) aceitou na noite de ontem o convite para assumir o Ministério da Defesa em substituição a Waldir Pires (PT), desgastado por dez meses de crise aérea e pelo acidente com o Airbus-A320 da TAM que matou quase 200 pessoas na terça-feira da semana passada. O anúncio será feito hoje.“
Leia mais no Blog de Josias de Souza. Assinante Folha clique no link a seguir para ler reportagem de Renata Lo Prete.
A IMAGEM QUE VIRÁ…
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 6:38 am
A foto acima não é nova. Ela já foi publicada aqui no último dia 20, 72 horas (ok, muito tempo, admito!) após o acidente com o Airbus 3054 da TAM. Leia novo post em instantes.
Fora do Ar
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 5:01 amVeja.com: Jornalistas são presos com bomba falsa
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 4:52 am“Dois jornalistas britânicos foram detidos nesta terça-feira enquanto tentavam deixar uma falsa bomba em uma estação do metrô de Londres, de acordo com informações da polícia local e do jornal Daily Mirror, para o qual os dois trabalham. Segundo o tablóide, a intenção dos repórteres era testar a segurança do local. Eles foram presos na estação de Stonebridge Park, depois de chamarem a atenção de alguns funcionários, que os viram carregando um pacote suspeito perto da área de manutenção. Conforme a polícia, eles ainda não foram acusados de nenhum crime.“
Leia a notícia completa no site de Veja.
Ainda sobre ACM
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 4:37 amSempre é tempo…
Os dados a seguir estõ no artigo “Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) – Desaparece um símbolo do coronelismo eletrônico”, de Venício A. de Lima, publicado no site do Observatório da Imprensa, na internet.
“Levantamento feito em 2005 mostrou que cerca de 30% (65) das 217 emissoras baianas de rádio (AM e FM) e televisão eram controladas por políticos no exercício do mandato eleitoral. Desse total, 41 pertenciam a senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores; outras 24 a seus familiares – como pais, esposas, filhos e cunhados. A maioria dessas emissoras está localizada no interior do estado e são 34 rádios FM, 27 AM e quatro canais de televisão.
Mais recentemente, estudo “Rádios comunitárias: coronelismo eletrônico de novo tipo (1999-2004)” revelou que 55,9% (90) das 161 rádios comunitárias autorizadas pelo Ministério das Comunicações a funcionar na Bahia entre 1999 e 2004 são controladas por políticos. Vinte delas são controladas por políticos do DEM (ex-PFL), o partido de ACM.
O grupo de ACM controla a TV Bahia, que passou a ser afiliada da Rede Globo em 1987, substituindo a TV Aratu, a afiliada dos 18 anos anteriores. Especulou-se à época que a troca era a recompensa da Globo às pressões exercidas por ACM (então ministro das Comunicações do governo José Sarney) para forçar a mudança de controle da NEC do Brasil. Além da “cabeça-de-rede” regional em Salvador, o grupo controla seis retransmissoras espalhadas pelo estado, o jornal Correio da Bahia, a BahiaSat Comunicações e a Rádio Tropicalsat FM.“
Para ler todo o artigo, click aqui.
Vôo 3054: Artigo aponta "leviandade editorial" na cobertura de revistas semanais
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 4:20 amArtigo de Luciano Martins Costa, publicado no site do Observatório da Imprensa, nesta terça-feira, 24, critica duramente a cobertura dispensada pelas quatro principais revistas brasileiras semanais de informação, sobre o acidente com o Airbus 3054 da TAM.
Entre as críticas, a pressa das publicações em tirar conclusões apressadas da tragédia. Um dos trechos mais polêmicos classifica a cobertura como “leviandade editorial”. Nele, Costa diz:
“Todas as revistas, com exceção de CartaCapital, apostaram nas imagens fortes para impactar o leitor antes das informações técnicas e políticas sobres o acidente. CartaCapital e IstoÉ, provavelmente desfalcadas de profissionais em número suficiente para uma cobertura diferenciada, fazem a “cozinha” dos jornais e sites, recheando o material com muita opinião.
Nenhuma das semanais oferece uma contribuição relevante, além do que já haviam apresentado os jornais. Mas cabe a Veja a escolha mais desastrosa da semana: um destaque no rodapé das páginas 70 e 71 lança suspeitas sobre o piloto Henrique Stephanini Di Sacco, ao enfatizar a versão, não confirmada pela Gol e desmentida pela família, de que ele havia sido demitido da empresa apenas três meses depois de haver sido contratado, em setembro de 2001, por ter sido reprovado em teste no simulador de vôo.“
Leia a íntegra do texto aqui.
Blog do Noblat: PT ataca cobertura da imprensa
In Uncategorized on 2007, 25 Julho at 4:01 amPostado no Blog no Noblat, nesta terça-feira à noite. Para quem quiser ler na íntegra seguem links abaixo.
“De Ricardo Berzoini, presidente do PT, sobre o acidente da última terça com o Airbus 320 da TAM, em entrevista ao site do partido:
- São famílias que foram atingidas por um fato extremamente chocante e que abala qualquer pessoa e é natural que as pessoas reajam com indignação, principalmente quando alimentadas por um tipo de noticiário que visa a julgar antes de investigar, a tirar conclusões sem ter sequer elementos para tanto. Acredito que tenha havido, sim, um açodamento por parte de setores da mídia na busca da identificação de culpados.
Comunique-se: Jornalista da Folha é preso em área do acidente
In Uncategorized on 2007, 23 Julho at 7:51 pmA Globo e a Globo
In Uncategorized on 2007, 23 Julho at 7:28 pm“A GLOBO E AS TELES
O plim-plim de antes e o plim-plim de hoje
Por Daniel Florêncio em 17/7/2007
É inegável a contribuição da Rede Globo para a cultura brasileira. A hegemonia do canal na TV brasileira não veio a troco de nada. O alto investimento em talento nacional, em autores nacionais, em músicos e em produções brasileiras foi o que garantiu por décadas a fio a manutenção e uma produção de conteúdo brasileiros que pudessem fazer frente à poderosa competição norte-americana.
Creio não ser exagero dizer que, graças à Globo, somos hoje menos “colonizados” do que seríamos sem ela. O profissionalismo, a criatividade e a originalidade da Globo e de seus profissionais, quando contraposto ao dito “instinto” de Sílvio Santos e seu SBT (que nada mais faz que copiar formatos de programas popularescos norte-americanos ou preencher sua grade com enlatados norte-americanos) deixam claro o porquê da preferência dos espectadores pela Globo e o porquê de sua liderança desde praticamente a sua criação.
A Globo é hoje a empresa que coleciona os melhores profissionais. Os melhores roteiristas, diretores, câmeras, técnicos de som, iluminadores, atores e por aí vai… O fruto do trabalho desses profissionais rendeu as novelas, as séries, telejornais e programas de auditório que fizeram e ainda fazem parte do imaginário coletivo brasileiro.
Intervenções que não são segredo
Obrigado, TV Globo. Este obrigado é sincero. É tão sincero que esse foi o tema de um dos papers do meu mestrado na University of Westminster. Ganhei nota máxima. Distinction. Os ingleses adoraram a idéia desse baluarte da defesa da cultura brasileira, sustentado no profissionalismo e no investimento no talento nacional.
Mas o mundo gira. Os tempos mudam. Novas tecnologias surgem. E o que foi bom para o Brasil por décadas, hoje já se mostra limitador, antiquado e incoerente com o estágio democrático e de desenvolvimento em que o país se encontra.
Toda a qualidade do investimento dos idealizadores da TV Globo garantiu-lhe a confiança dos telespectadores. Confiança essa que, em se tratando de um meio de comunicação de massa, transforma-se instantaneamente em poder. Poder esse que, ao longo de sua existência, foi e ainda é utilizada para moldar a opinião pública através de seus telejornais. Poder esse que torna o canal capaz de influenciar eleições presidenciais e que faz de seus donos não apenas empresários de comunicação, mas agentes políticos no país. Não são segredo para ninguém todas as intervenções da Globo nos processos democráticos no Brasil:
- A hesitação em cobrir o movimento das Diretas Já.
- A edição do debate presidencial de 1989 entre Collor e Lula.
- As fotos do dinheiro no Jornal Nacional às vésperas da eleição de 2002.
E por aí vai…
Novas vozes, novas perspectivas
A Globo, para levar adiante seus interesses e fazer política, passou a abusar da confiança de seus telespectadores, os quais, crendo na isenção e qualidade de tudo que se vê ali naquela tela, não percebem as nuances dos interesses por trás do jornalismo produzido pela emissora.
Acontece que o país vive um momento único… Novas forças políticas e culturais estão em profusão e aquele único baluarte da cultura que a Globo sempre se orgulhou de ser não é mais suficiente para abraçar as diversas vozes, manifestações culturais e pontos de vista existentes no país… Novos profissionais, roteiristas, atores, jornalistas, diretores, representantes dessas novas perspectivas de Brasil estão por aí (ou pelo exterior) sem caber na estrutura da Globo e à procura de espaço.
Aí apareceram as empresas de telefonia e seu interesse em atingir novos mercados. Desde a privatização do sistema telefônico e a chegada de novas tecnologias, uma tal de IPTV (tecnologia para distribuição de conteúdo audiovisual através das estruturas instaladas de telefonia) apareceu e despertou o interesse dos grandes grupos telefônicos em distribuir um sinal de TV. Isso significaria uma profusão de novos provedores de TV por assinatura, mas uma TV por assinatura mais acessível. E com isto, novos canais e mais espaço para produção de conteúdo. O espaço necessário para novas vozes, novas perspectivas, e para esses profissionais.
Briga mesquinha
Mas, quem disse que a Globo iria ceder seu espaço tão facilmente assim? A entrada de novos agentes, não significaria apenas perda de mercado e de receita, mas também de influência.
E é novamente utilizando-se da confiança, reputação e influência construída ao longo de sua história, (e que ela não deseja perder) que a Globo tenta bloquear o processo de entrada das teles no mercado que por tantos anos dominou triunfante. O lobby da Globo no Congresso, que já conseguiu bloquear a regionalização da produção – que já conseguiu segurar o modelo de TV digital para o padrão que a interessava, dentre outras coisas –, agora tenta impedir que seja criada legislação para que as empresas de telefonia entrem no seu mercado.
Mas a reserva de mercado que a Globo tenta manter não é qualquer reserva de mercado: é o mercado de cultura, informação, entretenimento. É o que abastece o imaginário popular do brasileiro e forma a identidade do país e de seus habitantes. E se a Globo já foi o baluarte da cultura e identidade nacional, a briga mesquinha que hoje ela trava no Congresso para impedir a democratização da mídia, a difusão de novas vozes e perspectivas, apenas demonstra que ela já não mais está preparada para o Brasil que desponta à sua frente. Um Brasil que não cabe apenas na tela da Globo.“
Deu na Folha
In Uncategorized on 2007, 22 Julho at 8:55 pmDo ombudsman da Folha de São Paulo, Mário Magalhães, na terça-feira, 17:
“O filho de FHC
MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br
Na pág. A4, a Folha publica declarações do governador Roberto Requião sobre o filho de Fernando Henrique Cardoso fruto de relação extraconjugal do ex-presidente.“
Carta Capital: A mídia aproveita-se da fogueira
In Uncategorized on 2007, 22 Julho at 6:54 pmEstá em Carta Capital desta semana: todos estão contra o governo; a tragédia com o Airbus da TAM só serviu para mais um ataque à Lula e os que o cercam. Ok. A constatação do jornalista Mino Carta, autor do texto e editor-chefe da revista é questionável.
Você pode ou não concordar com o Mino. Eu, em parte, concordo; em parte, discordo. É preciso apurar o envolvimento de todos — TAM, Airbus, controladores de vôo, Governo, Oposição — para só então punir e execrar em praça pública os responsáveis pela tragédia que fez o país refletir sua estrutura. Mas exigir, questionar, debater os assuntos no qual a nação está envolta é o papel da imprensa.
Opiniões a parte, o mais interessante do texto vem em sua segunda metade. Vale a pena lê-lo na íntegra para tirarmos, cada um, as nossas conclusões. Assim como na vida, na mídia também existem casos e “casos”.
Segue a íntegra do texto:
“Como sempre, todos contra o governo, na busca sôfrega de uma crise. Tudo serve, até a tragédia de Congonhas
Um colunista da Folha de S.Paulo afirma na primeira página que o “nome certo” da tragédia de Congonhas “é crime”. E o criminoso? Obviamente, trata-se do governo do ex-metalúrgico alçado a uma função superior às suas forças.
Creio que, antes de um julgamento final, seria oportuno apurar com precisão as causas do acidente, como de resto convém à prática do melhor jornalismo. Mesmo assim o colunista propõe a seguinte manchete: “Governo assassina mais de 200 pessoas”.
É inegável, isto sim, a omissão governista em relação à insegurança do Aeroporto de Congonhas. Todos o sabemos mal situado e pessimamente usado. Em outros países, aeroportos como o paulistano ou foram suprimidos ou destinados a operações de porte restrito.
Se Congonhas, pelo caminho oposto, cresceu em pretensão e alcance, isto se deve, em primeiro lugar, ao lobby das companhias aéreas, à prepotência da Infraero e à condescendência da Anac que não encontraram a devida resistência do governo, quando não a firme intervenção para pôr as coisas no lugar certo.
Reconheça-se que Lula tem sido leniente em relação a interesses diversos que não coincidem em absoluto com aqueles do País e do seu povo. A capa de CartaCapital da semana passada aponta omissões e concessões recentes. Não sei porém se a indignação do colunista da Folha seria igual se, nas mesmas circunstâncias, o presidente fosse algum tucano DOCG (denominação de origem controlada e garantida). Digamos, Fernando Henrique, ou, melhor ainda, José Serra. Tudo serve na busca sôfrega de uma crise.
Neste rumo a mídia malha a situação e poupa a oposição, com empenho e desfaçatez dignos da medalha de ouro, recordista mundial. E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.
O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio.
Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Mais um rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra.
A pergunta de Requião deixa os credenciados do comitê entre atônitos e perplexos. Alguém balbucia que a comparação não cabe, os casos são diferentes. Impávido, o governador ergue o sobrolho e clama: “Por quê?” Logo explica: “Quem sustentou o filho do ex-presidente foi, desde o nascimento, uma empresa privada, a Globo da família Marinho”.
A bem da tranqüilidade familiar de FHC, e do seu desempenho na Presidência, Miriam Dutra e seu filho foram enviados ao exterior, no resguardo. Consta que voltaram para o País faz pouco tempo. Fez-se o silêncio no comitê, e o governador se foi, a dar risadas.
Agora, sou eu quem pergunta: alguém leu, ou ouviu, relato desse episódio? E então, volto à carga: qual é o país do mundo que se diz democrático, e goza de liberdade de expressão, onde um governador de estado, ou qualquer figura pública importante, fala de um ex-presidente da República igual a Requião, diante de uma matilha de perdigueiros da informação, e a mídia fecha-se em copas? Não conheço outro, além do Brazil-zil-zil.“
O PAN NA TV
In Uncategorized on 2007, 22 Julho at 5:14 pmREVISTAS SEMANAIS
In Uncategorized on 2007, 21 Julho at 6:45 pmA tragédia com o vôo 3054 da TAM é o assunto de capa das principais revistas semanais que chegam às bancas neste sábado, 21. Atente-se e Boa leitura! (Atualizado às 17h37min de domingo, 22)
Acesse Carta Capital.
Mídia foi contra Lula em 2006, mostra livro
In Uncategorized on 2007, 21 Julho at 6:26 pm
“Aí, o Sérgio Amadeu conclui o seguinte: é exatamente aí que está a importância da rede na política. Ela serviu para a organização das forças, das lideranças de opinião, da articulação de pessoas politicamente ativas nos seguimentos médios”, disse Lima
Zé Dirceu: "ACM marcou sua época"
In Uncategorized on 2007, 21 Julho at 5:26 pmComo ocorre desde a época em que deixou Brasília, em meio ao escândalo do Mensalão, José Dirceu não perdeu a opostunidade de opinar em seu blog sobre a origem do poder de Antônio Carlos Magalhães. A título de curiosidade, vale dar uma olhada. Revela um pouco mais sobre o velho ACM – nada de novo, no entato!
O FIM DE UMA ERA, do Blog do Zé Dirceu
“Faleceu ontem o senador Antonio Carlos Magalhães que, durante 50 anos, participou intensamente da vida política do país. Foi deputado estadual, deputado federal, prefeito biônico de Salvador, três vezes governador da Bahia, duas delas biônicas, presidente de estatal e ministro de Estado. Como senador teve que renunciar ao mandato para evitar ser cassado, acusado de violar o painel eletrônico do Senado na votação da cassação do então senador Luiz Estevão, mas foi reconduzido na eleição seguinte com uma votação expressiva.
Essa vitória, no entanto, foi seu canto do cisne.
Depois disso, seus candidatos perderam as eleições para aprefeitura de Salvador, em 2004, e para o governo do Estado, em 2006. Sem governo, o carlismo já definhava. Com o desaparecimento de seu idealizador e líder, na verdade, chefe, talvez um dos últimos chefes da política brasileira, desaparecerá também.
Mas deixou uma profunda marca na Bahia. Sua ascensão e consolidação como poderoso chefe político se deu não apenas com os governos e as obras durante a ditadura em Salvador e na Bahia, mas com a ocupação de todos os espaços políticos do governo federal e o uso declarado da máquina do Estado e o controle sobre os outros poderes – Legislativo, Judiciário e, principalmente, a mídia. Construiu, também, um arco de empresas que prestavam serviços e construíam obras para prefeituras, o estado da Bahia e para o governo federal. Ou seja, o que podemos chamar a modernização da oligarquia nordestina, depois renovada em outros estados do Nordeste na base do modelo carlista.
Político competente e hábil, administrador e bom de voto, mesmo levando em conta o uso da máquina pública e o poder da mídia, ACM marcou sua época.
Por telegrama, transmiti meus pêsames e condolências à família.“
Mino Carta: "ACM foi um modelo de oligarca, intérprete perfeito de nossa história medieval, ainda em pleno andamento"
In Uncategorized on 2007, 21 Julho at 5:10 pmSobre ACM, no Blog do Mino
“Conheci Antonio Carlos Magalhães nos começos dos anos 70, e tive com ele uma relação de mais de 30 anos, a seu modo muito singular. Em visita à Editora Abril, então ancorada às margens do Tietê, ACM fez questão de conhecer o diretor de redação de Veja. Foi muito cordial. Fora prefeito nomeado de Salvador e há pouco tempo a ditadura militar o alçara à governança do seu estado. Dois, ou três anos depois, quando eu ainda dirigia Veja, fui dar uma palestra em um convescote de jornalistas em Salvador. Pronunciei as coisas de sempre, e como sempre destinadas a irritar os donos do poder. Nem por isso, o governador deixou de me convidar para um jantar em família no Palácio da Ondina, residencial oficial no topo de um morro. Como da vez anterior, muito afável e disposto a ouvir as minhas criticas. Sem pestanejar. Pouco tempo depois, sai de Veja, em beneficio da chantagem que o então ministro da Justiça (Justiça?), Armando Falcão, exercia há tempo sobre a Editora Abril. Aprovaria um empréstimo de 50 milhões de dólares da Caixa Econômica Federal à editora, desde que eu fosse demitido. Preferi me demitir. Enquanto o governador nomeado de São Paulo, Paulo Egydio Martins, escondia-se para evitar qualquer contato comigo, ACM ligou e me convidou para seguir para a Bahia, para assumir o controle da operação que visava a criação de um jornal. Carlista, obviamente. Declinei, mas não me envergonho de dizer que fiquei tocado, embora identificasse no gesto o desafio do mandatário da capitania hereditária. Oito anos após, ao se formar a chamada Aliança Democrática e foi lançada a candidatura de Tancredo Neves às indiretas, fui ancora de um programa na TV Record, então de propriedade da família Machado de Carvalho. Chamava-se “Jogo de Carta”, e ali, por mais de uma hora, entrevistei ACM, que figurava entre os cabos eleitorais de Tancredo. Mais um galope do tempo, e eis que o programa começa a desagradar o governo Sarney. O presidente não se dá bem com criticas, e seu ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, inaugura uma temporada de pressões sobre Paulinho Machado de Carvalho, no comando da Record. É crise arrastada, que atinge o ponto de ruptura no momento da demissão de Dílson Funaro do ministério da Fazenda, primeiro terço de 1987. Prevista a saída do ministro em uma segunda, sei de tudo na sexta anterior, graças a um informante especial, o professor Luis Gonzaga Belluzzo, assessor de Funaro, com quem janto naquele dia. Combinamos uma gravação do meu programa na tarde de domingo, iria ao ar na noite de segunda, quando a demissão já estaria consumada. A gravação se deu, convoquei Luis Nassif para colaborar na tarefa. O suave professor não é de fazer estardalhaço e muito menos fofocas, disse algo, com comedimento, sobre as interferências do genro de Sarney, Jorge Murad, e da filha Roseana, coisa pouca, a bem da verdade, a despeito de entrelinhas mais ricas para bons entendedores. A demissão ocorreu dentro da programação, e na noite de segunda o “Jogo de Cartas” foi transmitido após o fato consumado. Naquele tempo, eu dirigia a revista Senhor, na Editora Três, e ao chegar de manhã à redação fui alvejado por um telefonema de Ulysses Guimarães. Estava muito agitado, disse, em tom insolitamente alterado: “Que vocês inventaram ontem a noite, o Planalto está em polvorosa”. Expliquei. Pediu-me uma cópia do tape. A agitação alcançou a Record. Fui claro com Paulinho Machado de Carvalho: “O próximo programa é com prefeitos do interior de São Paulo, mas o outro é com o Brizola”. O primeiro não deu problemas, está claro. Por ocasião do segundo, ao chegar o engenheiro Leonel percebi a inquietação geral. Uma equipe de censores estava de prontidão atrás dos vidros de uma salinha de controle. O programa foi ao ar às 2,30 da manhã, depois de um filme interminável que vagamente evocava as aventuras submarinas do capitão Nemo. De manhã fui à Record e disse ao Paulinho: “Olha, estou fora, mas entendo seus problemas com o ACM, e nós vamos ficar amigos”. Somos até hoje. Paulinho lançou um livro de memórias, recentemente, e eu entrei na fila dos autógrafos. Dedicou-me uma frase afetuosa, com referência às malvadezas daquele tempo. ACM ganhou mais uma parada, Sarney perdeu um crítico. Levei na esportiva, sou sincero. E em relação ao imperador da Bahia passei a me portar pragmaticamente. Sem panos quentes e sem rancores vãos. De sorte que, quando ele se tornou o condestável da candidatura de Fernando Henrique Cardoso em 1994, fui entrevistá-lo em Salvador, juntamente com Bob Fernandes. Foi a capa da segunda edição de CartaCapital, então ainda mensal. Estive em Salvador faz dias, ouvi de opositores ferrenhos de ACM: “Foi a melhor entrevista do homem”. Anos após, a mesma CartaCapital publicou mais de uma reportagem sobre as malvadezas de Toninho, mas só nos tempos da chamada crise do mensalão ele agrediu a mim e a revista de maneiras diversas e sempre injuriosas. Como se sabe, a morte não falha. Não me regozijo com esta, no entanto. Sei apenas que ACM foi um modelo de oligarca, intérprete perfeito de nossa história medieval, ainda em pleno andamento.”
Comunique-se: Morre senador, repórter e fonte ACM
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 9:42 pmPor Tiago Cordeiro, do Comunique-se
“Há três tipos de repórteres: o que quer dinheiro, o que quer notícia e o que quer emprego. O correto é não dar dinheiro a quem quer notícia, notícia a quem quer emprego e emprego a quem quer dinheiro”. O senador Antônio Carlos Magalhães negou por muito tempo que fosse o criador da frase, mas depois de sua morte, nesta sexta-feira (20/07), o jornalista Ancelmo Gois informou que ACM lhe confirmou a autoria. O senador baiano morreu às 11h40, em São Paulo.
Ele foi repórter precocemente aos 16 anos, no jornal O Estado da Bahia, em 1945, época em que a questão do diploma ainda não dividia a classe. Posteriormente, abandonou a prática do jornalismo para se formar em medicina. Deixou a prática, mas não o jornalismo de lado. Eleito deputado estadual em 1954, ele se tornaria anos depois a melhor fonte de informação segundo os próprios jornalistas.
O mérito foi estipulado a partir do livro “Manual da Fonte – Como Lidar com Jornalistas”, escrito por Geraldo Sobreira. “Ouvi da maioria dos repórteres e editores de política dos principais jornais e revistas brasileiros que Antônio Carlos Magalhães era uma das melhores ‘fontes’. Ele havia deixado o Ministério das Comunicações e era, mais uma vez, governador da Bahia”, descreve Sobreira. A entrevista com a fonte durou uma hora, preenchendo os dois lados da fita do gravador do repórter.
Fechamento“A sexta-feira é o dia do fechamento das revistas e das edições de fim de semana dos jornais. É o dia em que os repórteres e os editores mais telefonam para checar noticias e saber de novidades. Antes de fechar uma matéria da revista ou do jornal de fim de semana, eles ligam para três ou quatro fontes para checar as informações. Eles não se valem somente de uma fonte, falam com três ou quatro. Algumas fontes são procuradas mais nas sextas-feiras exatamente para isso, para checar informações. Isso também acontece na quarta e na quinta-feira”, afirmou ACM durante o depoimento.
O jornalista João Santana Filho descreve ACM como uma “fonte-editor”, não apenas repassava informações importantes como também sabia distinguir quais eram mais pertinentes para cada veículo. “Aprenda a escolher a notícia para a coluna A, para a coluna B, para a coluna C. A notícia que não deve ser de coluna, você dá para o repórter político. Saiba que aquela deve ser do JB, aquela do Estadão, aquela é no estilo da Folha, aquela, do Globo”, chegou a afirmar o senador. Apesar da experiência como fonte, o político foi denunciado por grampear ilegalmente o telefone do deputado Geddel Vieira Lima. Luiz Cláudio Cunha e Weiller Diniz, da IstoÉ, quebraram o off e denunciaram o senador para não compactuarem com o crime.
Relações
Além de ser repórter e fonte, a relação de ACM com a mídia se estendeu ao Ministério das Comunicações. Embora sempre tenha negado, viveu com as acusações de que sua pasta distribuiu concessões de rádio e TV a políticos para garantir a extensão do mandato do então presidente José Sarney para cinco anos. Embora atribuísse a posse aos filhos, ACM controlava a TV Bahia, afiliada da TV Globo, e do jornal O Correio da Bahia, em nome de seu filho senador Antonio Carlos Peixoto Magalhães Junior.
Com mais de meio século de vida política, o senador morreu por falência múltipla de órgãos, causada pela insuficiência cardíaca, no Instituto de Coração. Aos 79 anos, o senador foi hospitalizado diversas vezes em 2007. No ano passado conheceu a terceira derrota de sua carreira pública ao ver seu grupo político ser derrotado nas eleições para o governo da Bahia.
Pronunciamento de Lula na TV sobre o acidente do Airbus da TAM
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 9:30 pmTrês dias após o acidente com o Airbus 3054 da TAM, na terça-feira, 17, em Congonhas, Lula falou em rede nacional de rádio e televisão.
Abaixo, a íntegra do pronunciamento:
“Minhas amigas e meus amigos,
Nós, brasileiros, estamos vivendo dias muito tristes, sob o impacto do acidente com o avião da TAM, em congonhas, que ceifou a vida de tantos compatriotas. Estamos todos, homens e mulheres, de Norte a Sul do Brasil, com o coração sangrando.
Sei que nada iguala o sofrimento das famílias que perderam seus entes queridos no acidente, mas, em nome dos brasileiros e brasileiras, quero dizer que sentimos suas perdas como se fossem nossas.
Choramos e nos revoltamos junto com vocês. Não conseguimos aceitar a tragédia. E eu, pessoalmente, sofro como pai, como esposo e como presidente. Acima de qualquer outra consideração, é hora de dar todo carinho e apoio às mães, aos pais, aos filhos, aos parentes e aos amigos dos passageiros e tripulantes do vôo 3054 e dos funcionários da TAM que morreram na tragédia. Que nosso carinho e nossa solidariedade possam ajudar a aliviar a dor irreparável que estão sentindo.
Nada que se possa fazer trará de volta aqueles que amamos e perdemos, mas quero que todos saibam que o governo está fazendo e fará o possível e o impossível para apurar as causas do acidente. A Aeronáutica já iniciou as investigações. Por determinação minha, a Polícia Federal também está trabalhando no caso. Todas as hipóteses serão examinadas.
Não se pode condenar ou absolver quem quer que seja com base em opiniões apressadas. Não se deve abandonar nenhuma linha de investigação por antecipação. Estou seguro de que, em breve, o País terá as informações que precisa e merece.
Como presidente, quero garantir às famílias que, além da apuração rigorosa dos fatos, estamos tomando todas as providências ao nosso alcance para diminuir os riscos de novas tragédias. É dentro desse compromisso que anuncio à nação algumas decisões tomadas hoje pelo Conselho de Aviação Civil:
1 – Mudança do perfil operacional do Aeroporto de Congonhas, com diminuição do número de vôos e restrição ao peso das aeronaves. Embora Congonhas atenda a todas as normas internacionais de segurança, isso não basta. Como o Aeroporto foi cercado por todos os lados, pela cidade de São Paulo, ele precisa obedecer a medidas de segurança ainda mais severas. Congonhas deve ser um aeroporto voltado para a aviação regional e ponte aérea. Não pode mais ser um ponto de distribuição de vôos, conexões e escalas, como vinha acontecendo. Essa missão na área de São Paulo deverá ser atribuída a Guarulhos e Viracopos.
2 – Fortalecimento da Agência Nacional da Aviação Civil, a Anac, para que atue mais efetivamente em defesa dos interesses dos usuários do sistema nacional.
3 – Intensificação das medidas de modernização do controle de tráfego aéreo.
4 – Definição, em 90 dias, do local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo.
5 – Exigência de que as companhias aéreas tenham sempre, de sobreaviso, em regime de contingência, aeronaves e tripulações para ser acionadas em caso de necessidade.
Meus amigos e minhas amigas,
No momento em que anuncio estas medidas, peço serenidade a todos os brasileiros. Nosso sistema aéreo, apesar dos investimentos que fizemos na expansão e na modernização de quase todos os aeroportos brasileiros, passa por dificuldades. E seu maior problema hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas. E é isso que precisamos resolver imediatamente. O nivel de segurança do nosso sistema aéreo é compatível com todos os padrões internacionais. Não podemos perder isso de vista.
Meus amigos e minhas amigas,
Na apuração dos fatos, estamos trabalhando com rigor e serenidade, sem precipitações. Rigor para conhecer a verdade. Serenidade para não cometer injustiças. Da mesma forma que não podemos ficar impassíveis perante a dor e os riscos à segurança dos brasileiros, não podemos tomar atitudes precipitadas.
Com as medidas que anuncio hoje e com outras providências que o governo irá tomar nos próximos dias, tenho certeza de que o nosso sistema aéreo voltará a se adequar às necessidades do País. Quero expressar, em nome de todo o povo brasileiro, meus agradecimentos aos bombeiros, à polícia, à Defesa Civil e aos funcionários do Instituto Médico Legal de São Paulo, que vêm trabalhando duramente nos últimos dias.
Encerro falando especialmente ao coração dos brasileiros que perderam entes queridos na tragédia. Sei que não há palavras para confortá-los nesta hora. Peço a Deus que dê força a todos vocês para superar o sofrimento.
Que Deus nos abençoe a todos. Boa noite.”
PSDB pede demissão de assessor da Presidência
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 9:21 pmAssim como o DEM, o PSDB divulgou nota sobre a reação do assessor de Lula que ontem, 20, comemorou com gestos obscenos ao assistir a notícia do “Jornal Nacional” de que o Airbus da TAM que caiu com 186 pessoas a bordo, já apresentava problemas desde sábado, 14.
Veja a íntegra da nota:
“Demissão. Não há outra coisa a fazer com o ministro Marco Aurélio Garcia. Os gestos obscenos foram a primeira manifestação pública do governo do presidente Lula a respeito da tragédia que enlutou não só as famílias dos mortos mas todos os brasileiros, cidadãos honestos e que têm dignidade e sentimentos (à exceção parece, pelo comportamento de Marco Aurélio, de alguns habitantes eventuais do Palácio do Planalto).
O país já conhecia, desde Waldomiro Diniz, mensalão, sanguessugas, aloprados e lambaris ingênuos que comem iscas de tubarões, o jeito lulo-petista de governar (?) o país. Mas era tudo a portas-fechadas. A obscenidade do ministro Marco Aurélio Garcia escancara, numa janela que dá frente para os poderes Legislativo e Judiciário, na praça onde o povo brasileiro já comemorou tantas vitórias, todo o seu despreparo pessoal que o desqualifica como homem público e resume o comportamento do governo comandado pelo presidente Lula.
Não há desculpa que justifique a cena. Não há atitude que redima o desrespeito com uma Nação inteira. Demissão imediata do ministro é o mínimo que o presidente Lula pode fazer para mostrar que ainda temos governo.
Antonio Carlos Pannunzio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados
Brasília, 20 de julho de 2007″
Carta Maior: Com ACM, morre o coronelismo?
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 9:11 pmCom a morte de Antonio Carlos Magalhães, que já foi chamado de tudo, de Toninho Malvadeza a Condestável da Nova República, desaparece um dos mais expressivos herdeiros do estilo coronelista de exercer o poder.
Flávio Aguiar – Carta Maior
SÃO PAULO – Antonio Carlos Magalhães não era um coronel tradicional. Seu poder não vinha, originalmente, da posse da terra. Era ligado a impérios da comunicação e aos centros urbanos. Mas tinha o estilo dos velhos coronéis, talvez mais do que ninguém. Sua morte, aos 79 anos, é mais um sinal dos tempos, de que pelo menos na política institucional este estilo vem definhando, substituído por outros tipos de conluio e dominação.
O coronelismo possuía duas características fundamentais: o mandonismo (que podia ou não se aliar ao carisma) pessoal e a agregação tribal. Antonio Carlos Magalhães praticava as duas, e tinha carisma pessoal na Bahia, sem dúvida. Foi partícipe de uma tragédia política e familiar: a morte do filho Luís Eduardo Magalhães, na casa dos quarenta, que era para ser o grande sucessor “moderno” do patriarca. O deputado federal ACM Neto e o filho do velho senador, que o substituirá na tribuna, ainda não estão à altura de serem considerados de fato “sucessores” de ACM, embora sejam seus herdeiros políticos mais próximos.
O poder dos coronéis, que começou a medrar no Brasil graças à herança colonial e à formação da Guarda Nacional no Império, afirmou-se por completo com a Proclamação da República. Foi estilo político dominante até 1930, quando Vargas, centralizador em todos os seus estilos de governo, tanto o autoritário quanto o popular, fez seu alcance e poder declinar graças à ampliação (antes do Estado Novo) do poder de voto das massas urbanas (inclusive as mulheres) e sua política de industrialização.
Por isso nunca foi perdoado pelos velhos coronéis, nem por seus herdeiros “modernos”, os oligarcas da imprensa brasileira, onde se reproduzia o estilo coronel de viver em política: mandonismo, tribalismo, reconhecimento de sua própria casta como a única preparada para exercer (ou poder falar para e do) poder.
O golpe de 1964 criou uma esdrúxula mas compreensível aliança política que fez remanescer, transformado, o estilo coronel de fazer política. Os golpistas, tanto os militares quanto os modernos empresários e tecnocratas dos centros urbanos do país, aliaram-se aos remanescentes do coronelismo nordestino. E num primeiro momento foram unanimemente apoiados pela imprensa de espírito oligarca. Assim, se a classe dos velhos coronéis já era quase parte da história pregressa, seu estilo sobreviveu nos centros urbanos que impulsionaram a modernização conservadora e excludente inclusive do próprio setor rural, durante o regime de 64 e a Nova República posterior.
Isso ajuda a entender a extensão do poder do senador agora falecido, que chegou a criar o “carlismo”, a palavra e o agrupamento (tribo) hegemônicos na Bahia até as eleições recentes para prefeito e governador. A eleição surpreendente de Jaques Wagner, do PT baiano, ainda no primeiro turno, para o governo estadual, consolidou a impressão de que o carlismo encontrara seu Waterloo.
Entretanto, ainda está pra se ver se de fato o coronelismo está morrendo no Brasil, ou está se transformando num novo estilo tribal, desenvolvendo aquilo que os especialistas vêem como uma forma limite do coronelismo, que era o “colegiado”. Hoje a política conservadora (mas também ‘a esquerda, com freqüência) se faz em torno de colegiados que se agregam em torno de uma grife eleitoral. Por sua vez, a mídia oligárquica se organiza em torno de colegiados de grifes jornalísticas que desatam em quase uníssono campanhas antiesquerda e antipovo na política. Como quase tudo no Brasil, o coronelismo não morre, mas se transforma.
Blog do Noblat, 11h52min: ACM está morto
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 9:04 pmAntonio Carlos Peixoto Magalhães, 79 anos, deputado estadual, prefeito de Salvador, três vezes governador da Bahia, uma ministro das Comunicações e duas senador, acaba de morrer no Instituto do Coração, em São Paulo. Estava internado ali há pouco mais de 40 dias. Foi sua quarta internação somente este ano. Causa da morte: falência múltipla dos órgãos.
Ele fazia hemodiálise diária há mais de 30 dias. Seu coração parou de bombear sangue suficiente para irrigar o resto do corpo. O intestino deixou de funcionar há pouco mais de uma semana. No fim da tarde de ontem, os médicos introduziram uma sonda no intestino dele. Em torno das 22 horas, ele ficou inconsciente. Perto da meia-noite estava entubado – e assim atravessou suas últimas horas.
Há cerca de 10 dias, o governador Jacques Wagner (PT), da Bahia, telefonou para Antonio Carlos Magalhães Jr., filho de ACM e suplente dele. Disse a Jr. que contasse com o governo para o que precisasse. E garantiu que em caso de morte de ACM, o Estado lhe prestaria as homenagens devidas a um ex-governador e a um senador.
No fim da conversa, Wagner deu para Jr. o número do seu celular privativo. Em seguida falou com o próprio ACM que agradeceu seu gesto.
Na semana passada, Jr. telefonou para o presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelo Nilo (PSDB). Sondou-o sobre a possibilidade de o pai ser velado no prédio da Assembléia. Nilo concordou e avisou a Wagner. O cerimonial do governo da Bahia tomou todas as providências para o velório.
O mais provável, contudo, é que o velório ocorra no Palácio da Aclamação, no bairro do Campo Grande, área central de Salvador, residência dos governadores baianos até 1966. Foi o último pedido de ACM transmitido durante a madrugada de hoje pelo deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) a assessores de Wagner.
Espera-se que Lula compareça ao velório – como fez no caso dos velórios de Leonel Brizola (PDT), no Rio de Janeiro, e de Miguel Arraes (PSB), em Pernambuco. Há mais ou menos um mês, Lula visitou ACM no Instituto do Coração. Os dois não se falavam há mais de um ano. Em discursos no Senado, ACM só se referia a Lula como “ladrão”.
No meio da campanha eleitoral do ano passado, Lula foi à Bahia para comícios em Salvador e Feira de Santana e chamou ACM de “hamster”. Com bom humor, ACM queixou-se a Lula durante a visita dele:
- Presidente, estou perdendo meus prefeitos. O Gedel [Gedel Vieira Lima, do PMDB, atual ministro da Integração Nacional e desafeto de ACM] está tomando todos eles. Gederal aprendeu com o senhor…
Lula sorriu.
Record cobra ação do Governo e decide boicotar Congonhas
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 6:53 amEm editorial apresentado no “Jornal da Record” desta quinta-feira, 20, a Rede Record cobra do Governo Federal ações que coloquem fim ao caos aéreo instaurado no país.
Alegando indignação, a emissora anunciou que não disponibilizará mais passagens para nenhum dos seus executivos, artistas, jornalistas ou outros funcionários no Aeroporto de Congonhas até que tudo seja esclarecido.
“É um protesto em nome dos moradores da região. Um protesto em nome de quase 200 milhões de brasileiros. Um protesto contra o descaso. Contra a falta de ação dos responsáveis.”, justifica.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria da Record informa que o embarque e desembarque dos profissionais da emissora será transferido para o Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (Cumbica), em Guarulhos.
Leia a seguir a íntegra do editorial. Clique aqui para assistir a versão lida no ar por Celso Freitas.
“Mais de 350 vidas se foram em dois acidentes aéreos em menos de um ano. Neste momento, milhares de brasileiros choram a perda de familiares e amigos. O país todo ainda está abalado por uma tragédia prevista.
Enquanto o cidadão comum sofre com o colapso aéreo, as autoridades de Brasília fazem teorias, brincam e até debocham.
Mais de dez órgãos oficiais e dezenas de empresas privadas atuam no setor. Até agora nenhuma solução para a crise. E o pior: a saída parece impossível de ser encontrada.
As centenas de vidas perdidas parecem não afetar nossas autoridades, aparentemente distantes do caos. Bem longe do desespero e da agonia que tomaram conta dos nossos aeroportos nos últimos meses.
Indignada com essa situação, a Rede Record decidiu: a partir de hoje, não disponibilizará mais passagens para nenhum dos seus executivos, artistas, jornalistas ou outros funcionários no Aeroporto de Congonhas até que tudo seja esclarecido.
É um protesto em nome dos moradores da região. Um protesto em nome de quase 200 milhões de brasileiros. Um protesto contra o descaso. Contra a falta de ação dos responsáveis.
Governo Federal, Aeronáutica, Infraero, Anac, companhias aéreas… O Brasil tem o direito de saber: de quem é a culpa? Quando toda essa tragédia vai finalmente acabar?
Rede Record de Televisão”
Oposição explora gesto infeliz de assessor da Presidência
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 6:29 amO presidente do DEM, Rodrigo Maia, divulgou nota sobre a reação do assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia, à notícia divulgada pelo “Jornal Nacional” de que o avião Airbus da TAM, que caiu com 186 pessoas a bordo, apresentou problemas no reversor de uma de suas turbinas.
Veja a íntegra da manifestação:
“É estarrecedor e inaceitável que Marco Aurélio Garcia, o assessor mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falte com o respeito ao povo brasileiro e apareça, de público, fazendo gestos obscenos no interior de uma sala da Presidência da República. Todos fomos atingidos pelos gestos desqualificados. Não é mais possível tolerar tanta indignidade. Não é possível que o assessor do presidente Lula se julgue no direito de atingir as famílias e a memória das quase 200 vítimas do vôo 3054 comemorando a hipótese de o Airbus 320 da TAM ter voado com um defeito no reversor da turbina direita.
Não há o que comemorar, Marco Aurélio. Tudo que estamos vivendo é lamentável, deplorável e indesculpável. Em vez de ter preocupação com a dor das pessoas, ou manifestar interesse na busca de saídas para o caos aéreo, o governo, lastimavelmente, só se importa com a popularidade do presidente da República. E a Nação, além da dor, convive com o desamparo. Mas não somos obrigados e nem vamos conviver com a obscenidade. Peça desculpas, Marco Aurélio. E reze para que as pessoas tenham, em relação a você, a tolerância e o respeito que você não teve em relação a elas.
Rodrigo Maia-20 de julho de 2007
Presidente do Democratas”
Lula falará sobre acidente em rede nacional de rádio e TV
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 6:11 amO presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento à nação em cadeia de rádio e televisão na noite desta sexta-feira, 20 para prestar solidariedade aos parentes das vítimas do vôo 3054 da TAM. A expectativa é de que o presidente também anuncie medidas para o setor de aviação civil. A informação é da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O horário da declaração ainda não foi definido. As decisões a serem anunciadas serão debatidas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) na reunião desta sexta-feira, 20.
Veja.com: Chaves agora quer controlar as TVs a cabo
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 6:08 amO governo do presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou que irá realizar uma reforma na legislação que regulamenta a radiofusão no país, visando obrigar os canais de TV a cabo a “respeitar a lei” e transmitir o hino nacional e os discursos presidenciais. O anúncio foi feito menos de 48 horas após a emissora oposicionista Rádio Caracas Televisão (RCTV) iniciar suas operações via cabo – há pouco mais de 40 dias, a RCTV teve de interromper suas transmissões em sinal aberto, pois sua concessão não foi renovada por Chávez.
“Faremos algumas reformas para que aqueles que operam a televisão por cabo e a televisão de sinal aberto sejam obrigados a respeitar a lei venezuelana”, disse nesta quarta-feira o ministro de Comunicações, Willian Lara, à emissora estatal Radio Nacional da Venezuela (RNV), segundo a agência de notícias AP.
De acordo com Lara, a reforma da legislação que regula as atividades da mídia será realizada com auxílio da chamada Lei Habilitante – dispositivo aprovado pela Assembléia Nacional no início do ano que permite a Chávez governar por decreto durante 18 meses. O ministro também disse que a nova legislação obrigará todos os canais de TV por assinatura a transmitir “os comunicados dos poderes públicos”.
A RCTV operou por 53 anos no país, e era a emissora de maior audiência da Venezuela e a única de alcance nacional. Também era a única que mantinha uma posição crítica em relação a Chávez. Para tirar a emissora do ar, o presidente acusou os diretores da RCTV de incitar o golpe de estado e de não cumprir seus compromissos legais e fiscais. O fechamento da emissora motivou críticas de diversos países e organizações internacionais, que a interpretaram como um ataque à liberdade de imprensa.
Blog do Noblat: Situação de ACM é irreversível
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 5:47 amSegundo o blog do jornalista Ricardo Noblat, o estado de saúde do político Antônio Carlos Magalhães, (DEM-BA) é irreversível. A notícia foi dada a pouco à familiares do senador, pelos médicos que o atendem. ACM foi entubado há algumas horas no Instituto do Coração onde está internado há pouco mais de 40 dias. O desfecho, segundo os médicos, é questão de horas.
Estado de saúde de ACM é gravíssimo
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 5:00 amO estado de saúde do Senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) é gravíssimo. A informação é do médico David Uip, diretor do Insituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor). O senador está internado em São Paulo, para tratamento de insuficiência cardíaca e disfunção renal.
De acordo com a assessoria do deputado ACM Neto (DEM-BA), o parlamentar teria passado por uma cirurgia na noite de quinta-feira e estaria em estado crítico.
As informações são do portal Terra.
Flagra: Globo grava assessor da Presidência comemorando reportagem do JN
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 3:55 amO assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, assistiu no Palácio do Planalto à reportagem do “Jornal Nacional” que levantou a possibilidade de problemas mecânicos no avião da TAM que se acidentou em São Paulo.
Ao final da reportagem, Marco Aurélio, que estava acompanhado do assessor de imprensa Bruno Gaspar, reagiu ao conteúdo da reportagem com o gesto de bater uma mão fechada sobre a outra aberta. Veja no vídeo ao lado.
Ao “Jornal da Globo”, Marco Aurélio Garcia disse que não teria essa reação em público. E negou que estivesse comemorando o conteúdo da reportagem.
“Essas imagens que foram tomadas à revelia, de forma clandestina, refletem concretamente a minha indignação frente a uma determinada versão que se quis passar para a opinião pública, [versão] que creditava ao governo a responsabilidade de um acontecimento dramático. Eu digo que é indignação porque não se trata simplesmente de jogar a responsabilidade nas costas do governo. Trata-se de explorar uma tragédia na qual morreram 200 brasileiros, pelo menos. Então, isso é um sentimento de indignação, é uma reação privada que qualquer pessoa de bom senso teria neste momento”, disse Garcia.
A reação do assessor do presidente Lula, dois dias depois da tragédia, recebeu críticas. “Foi uma das cenas mais dantescas, mais cruéis que eu já vi. A nação inteira chorando e o Palácio festejando, querendo dizer que a culpa não é do governo. Claro que a culpa é do governo. Essa série de absurdos que está acontecendo é culpa do governo. Mesmo que não fosse, comemorar é uma bofetada no povo brasileiro”, afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
JN: Avião da TAM tinha defeito na turbina desde sábado
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 3:13 amO avião da TAM que se chocou contra o prédio da empresa em Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na terça-feira, 17, tinha um defeito no reversor da turbina direita desde o sábado passado, 14. As informações são do portal G1, com base no material divulgado com exclusividade pelo jornalista Willian Bonner no Jornal Nacional desta quinta-feira, 19.
problema havia sido detectado pelo sistema eletrônico de checagem do próprio avião. Mas a aeronave da TAM, um Airbus A320, continuou a voar nos dias seguintes, com o reversor direito desligado. A TAM afirmou que, apesar do problema, a aeronave estava aptar a voar.
Willian Bonner conversou, por telefone, com o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna, e com o vice-presidente técnico da empresa, Ruy Amparo. Eles confirmaram as informações. E afirmaram que o fabricante do avião, a Airbus, em seus manuais de manutenção, para casos como este, recomenda que uma revisão no dispositivo seja feita até dez dias depois da apresentação do defeito.
Os executivos da TAM também afirmaram que a Airbus considera que esse problema no reversor não é impeditivo de vôo. E que o avião A320 pode operar normalmente até que o problema seja verificado dentro do prazo de dez dias.
O “Jornal Nacional” apurou que o avião da TAM prefixo MBK, destruído na tragédia de terça-feira, teve problemas para aterrissar no dia anterior no mesmo Aeroporto de Congonhas. Como informado na quarta-feira, 18, o vôo 3215 da TAM, entre Confins (MG) e São Paulo, na segunda-feira 16, às 13h48, teve dificuldades para frear. E só parou no limite da pista de Congonhas.
Segundo apuração do “Jornal Nacional”, o comandante daquela aeronave teria dito à torre que a pista estava “muito escorregadia”, sem fazer menção ao problema técnico. De acordo com fontes, o comentário foi registrado pelos órgãos oficiais.
O vice-presidente da TAM disse desconhecer o incidente de segunda-feira. Ele afirmou a Bonner que o livro de bordo da aeronave, que registra todos os problemas apresentados durante um vôo, não registrava nenhuma pane séria no dia 16. Quando perguntado se não houve nenhum registro de problemas na segunda-feira, ele respondeu: “O que eu disse é que não há nenhum registro de pane séria no dia 16″.
A confirmação de que o avião prefixo MBK, destruído na terça-feira, foi o mesmo que quase se acidentou na véspera reforça a hipótese de que a tragédia tenha sido conseqüência de falha mecânica. As autoridades agora terão de investigar se os procedimentos de manutenção do Airbus da TAM estavam corretos e se o avião poderia continuar a voar mesmo com o defeito apresentado.
BBC admite ter adulterado resultados de programas populares
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 1:16 am
A BBC de Londres, principal emissora pública do Reino Unido, está envolvida em uma polêmica nacional sem precedentes, depois de admitir que cometeu falhas graves e mentiu para sua audiência, ao “fabricar” ganhadores de concursos em pelos menos seis de seus programas mais populares de televisão.
Como conseqüência das revelações, feitas pelo diretor-geral da rede, Mark Thompson, a BBC Trust pode agora suspender vários executivos e funcionários. A BBC confirmou agora que suspendeu todos os concursos telefônicos e interativos da empresa, até que sejam determinados exatamente quantos erros foram cometidos.
Entre os programas em que foram fabricados ganhadores de concursos estão o “Comic Relief”, “Sport Relief”, “Children in Need”, “The Liz Kershaw Show” e o infantil “TMi”.
Thompson afirmou que a partir de agora haverá “tolerância zero” para os produtores que mentirem ao público e disse que a emissora não hesitará em despedir essas pessoas.
Na semana passada, a BBC foi multada pela primeira vez na história em US$ 100 mil, por ter criado um ganhador falso para um concurso do popular programa infantil “Blue Peter”.
A emissora também teve de pedir desculpas por um polêmico documentário, no qual foi erroneamente sugerido que a rainha Elizabeth II discutiu com a fotógrafa norte-americana Annie Leibovitz, durante uma sessão fotográfica no palácio de Buckingham.
Após uma reunião de seus membros, a BBC Trust, que regula a emissora pública, afirmou estar “profundamente preocupada pelos significativos erros de controle e cumprimento de normas da BBC” e destacou que a rede “tem um compromisso inequívoco de obedecer os valores de precisão e honestidade”.
TV Cultura veta imagens fortes do acidente
In Uncategorized on 2007, 20 Julho at 1:04 amLeia a íntegra da nota divulgada pela emissora:
“A TV Cultura decidiu não veicular nem ceder imagens captadas ontem [terça-feira] por sua equipe de reportagem, mostrando a seqüência da queda de uma suposta funcionária da TAM do alto do prédio da empresa, atingido por uma aeronave.
A emissora considera que são imagens fortes, cuja divulgação não condiz com as normas que devem orientar a prática do Jornalismo Público. Conforme o Guia de Princípios do Jornalismo Público, ‘destacar só os desvãos mais sombrios dos fatos gera nas pessoas um entendimento fatalista do mundo, que deixa de ser um projeto humano, resultado da vontade dos homens, para se tornar uma sucessão de eventos inexoráveis sobre os quais nunca se pode interferir’.”
CAPA DO DIA
In Uncategorized on 2007, 19 Julho at 6:57 am
Registro
In Uncategorized on 2007, 19 Julho at 6:53 amAbaixo, texto extraído do jornal português Correio da Manhã, desta quinta-feira, 19.
O avião, que fazia o voo JJ 3054, saíra da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, cerca das 17h15 e tocou no solo numa das pistas de Congonhas às 18h40. Na torre, controladores aéreos, que garantem que os pilotos tinham sido avisados da chuva e que adoptaram os procedimentos correctos, ouviram pelo rádio gritos de um deles: “Vira! Vira! Vira agora!”, o que pode indicar que o piloto, sem conseguir parar nem levantar novamente, terá tentado fazer o avião virar na pista, para evitar um desastre tão grande como o ocorrido.
O avião chegou a ter os três eixos de rodas na pista, molhada pela chuva de vários dias, mas depois guinou para a esquerda. Entrou num terreno relvado, saiu do aeroporto passando sobre a congestionada Avenida Washington Luis raspando os pneus em alguns veículos e foi chocar contra o posto de gasolina e o prédio do sector de carga da TAM. Transformou-se numa enorme bola de fogo.
O violento incêndio só foi dominado quase sete horas depois. No momento do embate, alguns dos 300 funcionários que trabalhavam no edifício conseguiram fugir do inferno de chamas a correr ou lançando-se de janelas do terceiro andar, mas os 186 ocupantes do Airbus não puderam fazer nada, calcinados num calor que os bombeiros calculam que tenha atingido os mil graus. Pelo menos 27 prédios da região, extremamente populosa, foram de alguma forma afectados pelo impacto, pelas chamas ou pelo fumo.
JORNAIS PORTUGUESES REPERCUTEM ACIDENTE
In Uncategorized on 2007, 19 Julho at 6:30 amOutros quatro estrangeiros estariam entre os mortos do vôo 3054, diz imprensa lusitana
In Uncategorized on 2007, 19 Julho at 6:00 amOs jornais lusos desta quinta-feira, 19, afirmam que o português Pedro Miguel Abreu, de 36 anos, residente em Miami, está entre as vítimas do vôo 3054, da TAM, que explodiu ao colidir contra o hangar da companhia aérea, na noite de terça-feira, 17.
O Diário de Notícias, que traz a morte do português na capa, afirma ainda que dois franceses estariam entre as vítimas. Um outro desaparecido “estaria perto da zona em que o avião embateu”, diz o periódico, citando fonte parisiense.
A TAM confirma apenas dois nomes de passageiros estrangeiros entre as vítimas do acidente com o Airbus 320: o peruano Ricardo Tazoe e o Argentino Alejandro Camozzi.
Desde a madrugada de quarta-feira, 18, a emissora portuguesa RTPi já abordava o assunto, ao entrevistar por telefone o embaixador português no Brasil, Seixas da Costa. A informação teria sido repassada à autoridade lusa por familiares da vítima, após consultarem a relação de passageiros disponibilizada pela TAM na internet.
ATRASO
Na imprensa escrita, a notícia ganhou destaque apenas hoje, 19, uma vez que, devido ao fuso-horário, os periódicos portugueses já haviam encerrado as suas edições no momento do acidente (18h51min, horário de Brasília, 22h51min horário de Lisboa).
Com menos destaque, o Público noticia que duas pessoas chegarão hoje ao Brasil para tentar identificar os restos mortais do cidadão português morto no acidente. Em manchete sobre foto, afirma: “Todos responsabilizam Governo”.
O Correio da Manhã traz histórias de vítimas e sobreviventes, resgata os principais acidentes da história da aviação portuguesa e aponta o acidente como o “pior desastre aéreo da história do Brasil”.
A VÍTIMA
Pedro Miguel Abreu trabalhava para o grupo Santander, em Miami, nos EUA, e estava no Brasil a negócios. Irmão do jornalista João Abreu, da rede de televisão SIC, era casado com uma norte-americana, Amy e pai de dois filhos.
O site de buscas Google apresenta apenas uma foto quando pesquisado o nome de Pedro Miguel Abreu em endereço de um site português.
Band informou primeiro, mas só para SP
In Uncategorized on 2007, 19 Julho at 5:33 am
Às 18h56 desta terça-feira, o repórter Márcio Campos, da Band, estava de helicóptero na região central de São Paulo quando o piloto viu uma fumaça e se dirigiu para Congonhas. A Band exibiu, em primeira mão, imagens do acidente com o avião da TAM. As cenas foram cedidas para a CNN.
Dois minutos depois, entrou no ar o
plantão da Globo com William Bonner. A Record surgiu 50 minutos depois com o assunto.A TV Cultura afirmou ontem, por meio de nota oficial, que tinha imagens mostrando a seqüência da queda de uma suposta funcionária da TAM do alto do prédio da empresa. A emissora disse que não exibiu por considerá-las fortes.
AUDIÊNCIA
Devido à transmissão ao vivo do local do acidente, o número de televisores ligados aumentou no horário nobre. Na semana passada, eram 62% (65%, em alguns momentos). Anteontem, chegou a 76%.
O “Jornal Nacional” deu média de 47 pontos no Ibope contra 42 de terça passada. O “SP Record” ficou com 17 contra 8 da semana anterior e o “Jornal da Record”, 12 (subiu quatro pontos).
A Band, que suspendeu sua programação normal e ficou das 18h56 às 22h falando do acidente, com Datena ancorando, chegou a dar 8 pontos contra 2,5 de terça passada. O “Rede TV! News” manteve a média de quatro pontos. O “SBT Brasil” caiu. Registrou 4,7 contra 6,6 da semana anterior.
Com a tragédia do avião, quem ficou ofuscado foi o
Pan.TAM: Vôo 3054
In TAM on 2007, 19 Julho at 3:29 amSites do mundo inteiro noticiaram o acidente do Airbus A320 da TAM, na noite de terça-feira, 17. O assunto ganhou a capa das principais páginas de notícias da internet. Informações divulgadas pela agência Reuters foram reproduzidas pela imprensa internacional. Na TV, a CNN transmitiu ao vivo de São Paulo para todo o mundo.


















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