Posts de Agosto, 2007
Princesa Eleita
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 5:33 pmBlog do Mino
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 5:02 pmSentinelas baluartes
“A mídia nativa aí está, sentinela da democracia, baluarte do Estado de Direito, paladino da República. Como Carlos Lacerda a acusar Getúlio, como as Marchas da Família, com Deus e pela Liberdade, como o golpe de 1964, como o golpe dentro do golpe de 1968, como os torturadores e os censores da ditadura, como a rejeição da emenda das Diretas Já. Etc. etc.
Ação
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 4:55 pmMovimentos sociais realizam ato pela “democratização da mídia”
De Cristiane Prizibisczki, do Portal Imprensa:
“Na próxima quarta-feira (5/09), membros de vários movimentos sociais – entre eles CUT, UNE, MST, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGBT) e Marcha Mundial de Mulheres – deverão se reunir para a realização de ações de rua e no Congresso Nacional com o objetivo de “fortalecer a campanha pela democratização da mídia”.
Com as ações, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que questiona a manipulação privada das transmissoras de rádio e TV, espera propor ao Congresso que as concessões públicas sejam feitas com controle social e que sejam criados parâmetros legais mais rígidos para o funcionamento das emissoras.
A data para as mobilizações, estipulada durante Seminário da CMS sobre Comunicação, não foi escolhida por acaso: é neste dia em que expiram as cinco concessões das Organizações Globo (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Recife (PE).“
Quarto Poder
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 4:49 pmEm 3° Congresso, PT vai
discutir a atuação da mídia
Do Portal Imprensa:
“A partir das 14h desta sexta-feira, cerca de três mil pessoas – entre delegados, observadores, convidados e assistentes – deverão participar do 3º Congresso Nacional do PT, que irá debater questões relativas ao país, ao socialismo, ao próprio partido e também à mídia.
No rastro das revelações feitas pela imprensa durante o julgamento dos mensaleiros no Supremo tribunal Federal (STF), todas as chapas inscritas reclamam da atuação dos meios de comunicação, desde o início do escândalo em 2005.
Um texto da corrente radical “Articulação de Esquerda” defende a revisão e a alteração de prazos e critérios nas concessões de radio e televisão. Como a chapa tem apenas 12% dos delegados eleitos para o 3º Congresso Nacional, segundo informações do jornal O Globo, dificilmente conseguirá aprovar o texto, considerado radical.
No entanto, todas as outras correntes pedem mudanças no sistema de comunicação de massa. A “Campo Majoritário”, por exemplo, pede a “concepção de sistema de comunicação que combine a atuação do setor público, do setor privado e dos instrumentos de comunicação comunitária”.
São ainda reivindicações da corrente, a maior dentro do partido, a realização de uma conferência nacional para debater a mídia e a difusão das rádios comunitárias para “fornecer conteúdos não necessariamente ligados aos consensos midiáticos da imprensa monopolista”.” Leia mais aqui.
Festa
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 4:29 pmHomenagem a João Paulo vira ato contra STF e mídia
De José Alberto Bombig, da Folha de S. Paulo:
“Jantar realizado ontem em homenagem ao deputado federal João Paulo Cunha virou um ato de apoio aos petistas que são réus na ação sobre o mensalão no STF.
“Eu sei de companheiros que não vieram por medo”, disse João Paulo. José Dirceu e José Genoino não estiveram no encontro, que reuniu cerca de 150 pessoas. “Se a gente ficar parado, eles [a elite e imprensa] vão pisar na nossa cabeça”, disse o deputado, que foi absolvido no processo de cassação na Câmara em 2006.
Todos os discursos atacaram a “mídia” e os jornalistas no evento foram vaiados. O encontro foi realizado em uma churrascaria na Saúde, zona sul de São Paulo, mas o cardápio contou com pizza e salgadinhos. O dirigente petista Sérgio Ribeiro justificou: “[A pizza] é emblemática para nós porque estamos sendo assados”.
O ato também homenageou a ex-deputada Angela Guadagnin, que se notabilizou pela “dança da pizza”, quando comemorou a absolvição do deputado João Magno. Durante o jantar, deputados petistas criticaram a decisão do STF da acatar a denúncia sobre o mensalão . “Eles não são culpados. São réus. O Supremo ficou menor nesse processo”, disse Jilmar Tatto, para quem “paira uma dúvida se a decisão foi técnica ou política”. Já o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), afirmou que “seus companheiros estão sendo massacrados”. O deputado Devanir Ribeiro disse que “o julgamento foi tão confuso que hoje tem ministro do STF querendo processar outro ministro”.
João Paulo afirmou: “Se um ministro do Supremo diz isso [referindo-se a Lewandowski], como eu vou me defender?“. Assinante Folha, leia aqui.
Folha de S. Paulo
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 4:19 pmPressão não mudou voto,
diz Lewandowski
Ministro do STF confirma ter sentido “faca no pescoço” ao julgar mensalão, mas diz que resultado se deve ao “voto vertical” do relator
Magistrado se compara a personagem kafkiano e critica mídia: “Imprensa não é o único árbitro do que separa público e privado”
De Vera Magalhães do Painel da Folha de S. Paulo, e Silvana de Freitas, da sucursal em Brasília:
O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, 59, confirmou que se sentiu com a “faca no pescoço” com a intensa pressão da imprensa sobre o julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados no mensalão. Disse, porém, que isso não influenciou seu voto ou o resultado do julgamento.
Lewandowski confirmou o teor de sua conversa telefônica testemunhada pela Folha na noite de terça e publicada na edição de ontem. Nela, dizia que o “Supremo votou com a faca no pescoço”. Disse que conversava com o irmão, Marcelo, e que se sentiu “atingido” com a divulgação do telefonema e da troca de mensagens on-line entre ele e a colega Cármen Lúcia, na semana passada.
Lewandowski afirmou que a pressão da mídia não pode afetar a “tranqüilidade” dos magistrados para julgar. Comparou sua situação com a do protagonista do livro “O Processo”, de Franz Kafka, que é processado sem saber a razão.
Também usou a obra “1984″, de George Orwell, que trata de uma sociedade totalitária em que os cidadãos são monitorados por um líder onipresente, o “Grande Irmão”, para criticar o papel da imprensa. “A imprensa não pode ser o único árbitro do tênue limite que separa o público e o privado.”
FOLHA – Sua conversa telefônica reflete a sua opinião sobre o julgamento? O sr. acha que os ministros se curvaram à pressão da imprensa?
ENRIQUE RICARDO LEWANDOWSKI – Não, os ministros são absolutamente independentes. Os debates foram públicos, duraram cinco dias. A nação brasileira viu o alto nível técnico deles. Não houve nenhuma interlocução espúria, escusa, de bastidores. Os ministros expuseram o seu ponto de vista. Eu apliquei 15 anos de magistratura. Na questão da quadrilha, dei um voto calcado em bases técnicas.
FOLHA – Então qual foi o contexto da conversa telefônica?
LEWANDOWSKI – Foi um desabafo com o meu irmão Marcelo, que me ligou prestando solidariedade e discordando de algumas posições, me cobrando, como cidadão. Eu votei com absoluta independência. Não tenho compromisso com ninguém. O que eu senti é que o STF foi submetido a uma pressão violentíssima da mídia. Flashes espocando, jornalistas na porta da minha casa. O juiz precisa ter tranqüilidade para julgar.
FOLHA – Na troca de mensagens, trata-se de conversa de dois ministros do STF em sessão de julgamento a que a imprensa tinha acesso.
LEWANDOWSKI – Eu acho que a imprensa presta um papel relevantíssimo, fundamental para a democracia. Sem imprensa livre, absolutamente sem peias, não existe Estado democrático. No caso da minha comunicação com a ministra Cármen Lúcia, esse é um instrumento de trabalho, interno. Nessa nossa intranet, é comum fazermos brincadeiras com os colegas. [No restaurante em que dei o telefonema] eu estava com a minha esposa, com quem sou casado há 30 anos. Nunca vi o Kakay [advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, dono do restaurante, que estava presente]. Informar o vinho que eu tomei, o que eu comi…
FOLHA – O sr. pensa que o julgamento era tão importante a ponto de suscitar um acordo?
LEWANDOWSKI – Não, não. Acho que o julgamento era importante a ponto de as pessoas refletirem, mudarem de posição. Acho que as pessoas estavam extraordinariamente submetidas à mídia. Conheço o Eros Grau há 30 anos. Tenho o maior apreço e admiração por ele. Conheço a isenção dele.
FOLHA – Nesse julgamento, o STF contrariou a doutrina e a jurisprudência predominantes?
LEWANDOWSKI – Não, eu acho que o voto do ministro Joaquim Barbosa foi tão técnico, tão vertical, tão satisfativo, que a sustentação oral do procurador-geral da República foi tão contundente que acabou afastando os argumentos dos advogados. Portanto os ministros com a liberdade que têm, acharam que a jurisprudência não se aplicava no caso.
FOLHA – O que o sr. quis dizer quando afirmou que os ministros votaram “com a faca no pescoço”?
LEWANDOWSKI – Falei com relação a mim e falei com meu irmão, na intimidade. Por isso posso ter usado um termo não apropriado. Eu me senti com a faca no pescoço. Eu me mantive firme, dei um voto técnico na questão da quadrilha. Com relação a Delúbio, Silvio Pereira e outros, acatei a questão da quadrilha. Com relação à corrupção ativa de José Dirceu, acatei. Com relação a lavagem de dinheiro, peculato, eu acatei tudo, ponto a ponto, e justifiquei o meu ponto de vista.
FOLHA – O sr. acha que havia uma dúvida maior em relação ao enquadramento do ex-ministro José Dirceu, já que o sr. disse que a tendência era “amaciar”?
LEWANDOWSKI – Primeiro, eu não sei se usei a palavra “amaciar”. Mas eu acho que amaciar é no sentido de que, pela avaliação que eu tinha, eu achei que determinados pontos da denúncia cairiam pela inconsistência. Prevaleceu a opinião soberana de cada ministro.
FOLHA – O sr. acha que o resultado foi alterado pela divulgação das mensagens? LEWANDOWSKI – Não. Achei que o julgamento ficou mais tenso, os ministros justificaram suas posições com mais detalhamento. A imprensa me critica porque fiquei isolado num voto em que tive convicção. Se eu não puder fazer isso, por Deus do céu, prefiro ir embora.
Leia a íntegra da entrevista aqui.
Ops!
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 4:06 pmRodolfo Fernandes,
diretor de redação de O Globo
“O jornalismo não é
feito de certezas”
Do Comunique-se:
“O diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, sabe que foi uma decisão polêmica a publicação, na edição de 23/08, dos diálogos entre os ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, registradas durante a sessão de julgamento do mensalão pelo repórter-fotográfico Roberto Stuckert Filho. Mas ele sabe também que o conteúdo era de “evidente relevância para a opinião pública”.
“Encaramos com respeito as diversas críticas que foram feitas à publicação da reportagem, embora tenha ficado clara a importância, até histórica, do conteúdo divulgado, de evidente relevância para a opinião pública. O jornalismo não é feito de certezas, as decisões são tomadas com rapidez – devido à natureza do nosso trabalho – mas num processo de discussão aberta”.
Algumas das críticas que partiram de juristas de advogados foram duras. O Globo foi acusado de invadir a privacidade dos ministros. “O assunto é mesmo rico em ensinamentos, embora não tenha a mesma impressão quando isso parte de jornalistas que algum dia tenham frequentado uma redação de jornal. Felizmente para a imprensa, a real compreensão sobre o que estava em jogo foi amplamente majoritária entre os que trabalham com informação, com destaque para os balizadores editoriais do Estadão e da Folha, que, ao lado da própria reportagem, marcam uma jurisprudência sobre o tema”.” Leia mais aqui.
Futuro
In Uncategorized on 2007, 31 Agosto at 3:21 pmJornalismo participativo será tendência, diz Dan Gillmor
Do “ex-blog” do César Maia (DEM), prefeito do Rio de Janeiro:
“JORNALISMO PARTICIPATIVO SERÁ UMA TENDÊNCIA IMPORTANTE, INCLUSIVE AOS PAÍSES EMDESENVOLVIMENTO, DIZ DAN GILLMOR, CONSIDERADO O GUURÚ MUNDIAL DO JORNALISMO CIDADÃO.
Trechos da entrevista a El Tiempo, da Colômbia.
1. O jornalismo cidadão é muito importante nas democracias frágeis ou imaturas, porcausa da tendência dos governos interferirem na liberdade de expressão e naliberdade de imprensa. Uma imprensa forte e confiável, que inclua as organizaçõescom um papel nos grandes meios tradicionais de comunicação, é necessária paraqualquer democracia prosperar. Não vejo como o jornalismo cidadão pode funcionar bemnum vazio, sem um sentido de liberdade de imprensa em geral.
2. Também podem convidar o público a participar do próprio processo de jornalismo,solicitando ajuda para histórias e investigações. Levar o jornalismo aos leitorespoderia melhorar a qualidade e a credibilidade do repórter, caso isso se faça demaneira correta.
3. Os blogs, que focam temas de nicho (tais como a tecnologia), estão provando serrentáveis. Também há grandes organizações, como OhmyNews. Investidores estãocolocando grandes quantidades de dinheiro nesse campo. Mas é um pouco cedo paradizer que sabemos quais os modelos de negócios autônomos vão funcionar.
4. Sim, necessitamos ajudar os jornalistas cidadãos a entender os princípios do bomjornalismo.
5. A ameaça ao jornalismo tradicional é mais financeira do que jornalística, pois asnovas categorias de companhias estão tomando conta das receitas da publicidade. Nãoestou a favor de substituir o jornalismo tradicional, porque sinto que onecessitamos. Mas acredito que um ecossistema de mídia mais diversificada é uma boacoisa, especificamente para o público.
6. Como assinalei, creio que a participação do público é essencial para o futuro dojornalismo tradicional na maioria dos casos. Uma coisa que sabemos que não funcionabem é montar a página web e esperar que a gente a use.
7. Que poderia aprender o jornalismo de experiências, como YouTube, Wikipedia,MySpace, e inclusive eBay? Principalmente o valor das redes e a conversação.“
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Reflexão
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 6:45 pm“A imprensa pensa ter
o dom da verdade”
De Alberto Dines, do Observatório da Imprensa:
““Eu não brigo com a imprensa. Eles brigam comigo…O fato dela [a imprensa] bater não impediu que eu chegasse à Presidência da República e não impediu que eu me reelegesse.”
Esta declaração do presidente Lula foi registrada na sexta (24/8), no Paraná. Contém três inverdades:
** Em 2002 a imprensa não bateu no candidato Lula. Ao contrário, o candidato do PT foi tratado pela mídia com respeito e simpatia. Se houve excessos foram a seu favor.
** Foi o presidente Lula quem deu seqüência aos ataques da direção do PT à mídia quando tentou recuperar sua imagem logo depois do escândalo do “mensalão”.
** A briga com a imprensa foi puxada pelo presidente-candidato Lula em meados de 2006.
Quando era apenas candidato (contra Collor e FHC), Lula jamais ousou criticar a imprensa, mesmo que guardasse mágoas da TV Globo. Parafraseando o presidente, “nunca neste país houve um candidato com tantos amigos na mídia”.
Em 2006, acuado pelas revelações que jorravam da CPI dos Correios, Lula partiu para o ataque. Escolheu a imprensa como alvo porque sabia que assim obteria mais repercussão. Mas esqueceu da sua dupla condição de candidato-presidente. Como postulante nada o impedia de criticar pessoas, grupos ou instituições, mas como presidente qualquer ataque à imprensa fatalmente soaria como ameaça.
Lula sabia disso, seu furor antimídia não foi acidental, fruto de um súbito mau-humor. Foi pensado: precisava provocar a mídia para um grande combate e assim neutralizar os efeitos devastadores do “mensalão”. Precisava novamente assumir a condição de vítima.
Dom da verdade
Um ano depois, o recurso eleitoral transformou-se em procedimento rotineiro. A imprensa virou o sparring palaciano preferido: quando precisa escapar das cordas e sair da defensiva, basta um peteleco na mídia e logo ganha as manchetes.
“A tendência a transformar tudo em complô da mídia – que está longe de ser inocente, principalmente na sua atitude para com o governo Lula, mas no caso do mensalão, fora as diatribes sinistras contra intelectuais do PT proferidas por uma certa revista, ela [a imprensa] acertou mais do que errou – é propriamente lamentável e mostra a total desorientação de parte da intelectualidade petista.”. [(a) Ruy Fausto, professor emérito de filosofia da USP, em entrevista à Folha de S.Paulo, 26/8/2007, pág. A-12]
A desorientação não é apenas da intelectualidade do PT, é de alguns dirigentes do PT nos quais o presidente confia tanto. Este delírio antimídia uma dia será cobrado dos intelectuais do PT, dos dirigentes do PT e do presidente que o PT emplacou duas vezes, uma delas graças justamente ao discurso antimídia.
No mesmo pronunciamento de 24/8 (terceiro dia do julgamento dos “40 do mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal), Lula produziu esta pérola: “A imprensa pensa ter o dom da verdade”. Não poderia imaginar que alguns dias depois a suprema corte confirmaria em grande parte tudo o que a imprensa publicou a respeito do escândalo.
A imprensa não pensa que tem o dom da verdade, ela somente busca a verdade. Quem parece detestá-la é o presidente Lula.” Leia mais aqui.
Faz-me Rir
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 6:30 pmSerá que pega?!
(clique nas imagens para ampliá-las)
Reação
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 5:00 pmEllen: STF não tolera pressões externas interfiram em decisões
De O Globo Online:
“A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie Northfleet, divulgou nota nesta quinta-feira em que ressalta que o tribunal “não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões” e reafirma “a dignidade da Corte, a honorabilidade de seus ministros e a absoluta independência e transparência dos seus julgamentos”.
O texto é uma resposta à reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, que mostrou uma conversa telefônica em que o ministro Ricardo Lewandowski diz que o STF “votou com a faca no pescoço” e que “a imprensa acuou o Supremo” no julgamento que aceitou a denúncia contra 40 acusados de envolvimento com o esquema do mensalão.”” Leia mais aqui.
Atualizado às 17h56min
Leia a íntegra da nota do STF:
“NOTA OFICIAL
O Supremo Tribunal Federal – que não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões – vem reafirmar o que testemunham sua longa história e a opinião pública nacional, que são a dignidade da Corte, a honorabilidade de seus Ministros e a absoluta independência e transparência dos seus julgamentos. Os fatos, sobretudo os mais recentes, falam por si e dispensam maiores explicações.
Brasília, 30 de agosto de 2007
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministra Ellen Gracie“
Reação
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 4:50 pmMinistros negam ter julgado mensalão com “faca no pescoço”
De Renata Giraldi, da Folha Online, em Brasília:
“Os ministros Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negaram nesta quinta-feira que tenham julgado os 40 denunciados de envolvimento com a “faca no pescoço”. A referência foi feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, em conversa telefônica, registrada pela reportagem da Folha.
“Está para nascer quem coloque uma faca no meu pescoço para decidir, está perdendo tempo, não me senti acuado e muito menos com a faca no pescoço”, disse Ayres Britto.
De forma semelhante reagiu Gilmar Mendes. “Poxa vida, o que é isso? [Nunca me senti com a faca no pescoço] nem agora nem em nenhum outro momento. Uma característica forte deste tribunal [STF] é essa: não ceder à pressão. É da tradição publicana”.” Leia mais aqui.
Reação
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 4:46 pmDirceu diz que Brasil caminha para a “ditadura da mídia”
De Tathiana Barbar, da Folha Online:“O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) disse hoje que está “perplexo” com a possibilidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter se sentido acuado pela mídia ao decidir se aceitava as denúncias contra os 40 acusados de envolvimento com o esquema do mensalão.
“No mínimo, o julgamento está sob suspeição. Como acusado, preciso medir as palavras. Mas estou perplexo, estupefato e quase em pânico. Isso é impensável em qualquer país”, disse o ex-ministro hoje em seu flat em São Paulo.
Dirceu disse que teme pelo seu futuro e que teme a influência da imprensa sobre as decisões do Judiciário. “Estamos caminhando para a ditadura da mídia no país.”” Leia mais aqui.
Folha de S. Paulo
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 5:06 amSupremo votou com a faca no pescoço, afirma Lewandowski
De Vera Magalhães, do Painel da Folha de S. Paulo, em Brasília:
“Em conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. “A imprensa acuou o Supremo”, avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome “Marcelo”. “Todo mundo votou com a faca no pescoço.” Ainda segundo ele, “a tendência era amaciar para o Dirceu”.
Lewandowski foi o único a divergir do relator, Joaquim Barbosa, quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, descrito na denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o “chefe da organização criminosa” de 40 pessoas envolvidas de alguma forma no escândalo.
O telefonema de cerca de dez minutos, inteiramente testemunhado pela Folha, ocorreu por volta das 21h35. Lewandowski jantava, acompanhado, no recém-inaugurado Expand Wine Store by Piantella, na Asa Sul, em Brasília.
Apesar de ocupar uma mesa na parte interna do restaurante, o ministro preferiu falar ao celular caminhando pelo jardim externo, que fica na parte de trás do estabelecimento, onde existem algumas mesas -entre elas a ocupada pela repórter da Folha, a menos de cinco metros de Lewandowski.
A menção à imprensa se deve à divulgação na semana passada, pelo jornal “O Globo”, do conteúdo de trocas de mensagens instantâneas pelo computador entre ministros do STF, sobretudo de uma conversa entre o próprio Lewandowski e a colega Cármen Lúcia.
Nos diálogos, os dois partilhavam dúvidas e opiniões a respeito do julgamento, especulavam sobre o voto de colegas e aludiam a um suposto acordo envolvendo a aposentadoria do ex-ministro Sepúlveda Pertence e a nomeação -que veio a se confirmar- de Carlos Alberto Direito para seu lugar. Lewandowski chegou a relacionar o suposto acordo ao resultado do julgamento.
Ontem, na conversa de cerca de dez minutos com Marcelo, opinou que a decisão da Corte poderia ter sido diferente, não fosse a exposição dos diálogos. “Você não tenha dúvida”, repetiu em seguidas ocasiões ao longo da conversa.
O fato de os 40 denunciados pelo procurador-geral terem virado réus da ação penal e o dilatado placar a favor do recebimento da denúncia em casos como o de Dirceu e de integrantes da cúpula do PT surpreenderam advogados de defesa e o governo. Na véspera do início dos trabalhos, os ministros tinham feito uma reunião para “trocar impressões” sobre o julgamento, inédito pelo número de denunciados e pela importância política do caso.
Em seu voto divergente no caso de Dirceu, Lewandowski disse que “não ficou suficientemente comprovada” a formação de quadrilha no que diz respeito ao ex-ministro. “Está se potencializando o cargo ocupado [por Dirceu] exatamente para se imputar a ele a formação de quadrilha”, afirmou.
Enrique Ricardo Lewandowski, 58, foi o quinto ministro do STF nomeado por Lula, em fevereiro do ano passado, para o lugar de Carlos Velloso. Antes, era desembargador do Tribunal de Justiça de SP.No geral, o ministro foi o que mais divergiu do voto de Barbosa: 12 ocasiões. Além de não acolher a denúncia contra Dirceu por formação de quadrilha, também se opôs ao enquadramento do deputado José Genoino nesse crime, no que foi acompanhado por Eros Grau.
No telefonema com Marcelo, ele deu a entender que poderia ter contrariado o relator em mais questões, não fosse a suposta pressão da mídia. Ao analisar o efeito da divulgação das conversas sobre o tribunal, disse que, para ele, não haveria maiores conseqüências: “Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente”. Ainda assim, logo em seguida deu a entender que, não fosse a divulgação dos diálogos, poderia ter divergido do relator em outros pontos: “Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos”.
Lewandowski fez ainda referência à nomeação de Carlos Alberto Direito, oficializada naquela manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Negou ao interlocutor que fizesse parte de um grupo do STF contrário à escolha do ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga de Pertence, como se depreende da conversa eletrônica entre ele e Cármen Lúcia. “Sou amigo do Direito. Todo mundo sabia que ele era o próximo. Tinha uma campanha aberta para ele.”
Ainda em tom queixoso, gesticulando muito e passando várias vezes a mão livre pela vasta cabeleira branca enquanto falava ao celular, Lewandowski disse que a prática de trocar mensagens pelos computadores é corriqueira entre os ministros durante as sessões. “Todo mundo faz isso. Todo mundo brinca.”
Já prestes a encerrar a conversa, o ministro, que ainda trajava o terno azul acinzentado e a gravata amarela usados horas antes, no último dia de sessão do mensalão, procurou resignar-se com a exposição inesperada e com o resultado do julgamento. “Paciência”, disse, várias vezes. E ainda filosofou: “Acidentes acontecem. Eu poderia estar naquele avião da TAM”.
Além dos trechos claramente identificados pela reportagem, a conversa teve outras considerações sobre o julgamento, cuja íntegra não pôde ser depreendida, uma vez que Lewandowski caminhou para um lado e para outro durante o telefonema.” Assinante Folha, leia mais aqui.
Quinta-feira, 30 de agosto
In Uncategorized on 2007, 30 Agosto at 4:47 amA notícia do dia que mal começo
(ou que começou mal?)
De Ricardo Lewandowski, ministro do STF:
<<Tendência era amaciar para Dirceu>>, diz ministro do STF
Lewandowski afirma que <<imprensa acuou o Supremo>> no julgamento do mensalão
<<Todo mundo votou com a faca no pescoço>>, declara o autor do único voto contra a imputação do cirme de quadrilha ao petista
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 11:24 pmSIP analisará investigação sobre aliança TVA/Telefónica
Do Comunique-se e Agência EFE:
“A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) analisará a intenção de um grupo de deputados de investigar a aliança comercial entre a Telefónica e o Grupo Abril, informou hoje a organização em comunicado.
Em nota, a SIP atribuiu a iniciativa dos deputados a uma tentativa de intimidação devido às denúncias de corrupção contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, feitas pela revista Veja.
Em carta enviada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, o presidente da SIP, Rafael Molina, e o titular da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Gonzalo Marroquín, expressaram sua preocupação.
Segundo os diretores da SIP, a decisão do Congresso de dar início a uma investigação sobre o Grupo Abril pode ser uma tentativa de represália por parte de Calheiros, envolvido em atos de corrupção denunciados pela Veja.” Leia mais aqui.
História
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 8:30 pmLivro atualiza versões sobre desaparecidos da ditadura
De Sabrina Craide, da Agência Brasil
“Brasília – Resgatar a memória, a verdade e a justiça sobre o que realmente aconteceu com os mortos e desaparecidos durante o período da ditadura militar é o objetivo da obra Direito à Memória e à Verdade, lançada hoje no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a presença de familiares de vítimas, recebidos antes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em audiência reservada.
A publicação é o resultado de 11 anos de trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e recupera a história de 479 militantes políticos, que foram vítimas da ditadura militar no Brasil durante o período de 1961 a 1988. Para cada militante, o livro traz a antiga versão para o que supostamente teria ocorrido com os desaparecidos e uma nova versão oficial, obtida depois da pesquisa realizada pela comissão.
Em seu discurso, Lula garantiu que o governo continuará fazendo o que for preciso para contar a história do Brasil do jeito que ela realmente aconteceu. “Nós temos disposição e vontade política para continuar fazendo o que for preciso fazer para que a gente possa fazer com que a história do Brasil seja contada com uma única verdade. Ou melhor, com aquela verdade que todo mundo sabe que existe, mas que está mal contada”, disse o presidente.
Segundo o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannnuchi, organizador da publicação, a obra não tem o objetivo de promover “revanchismo”, mas sim o de buscar a reconciliação na sociedade brasileira. “Ninguém pode e ninguém será movido por sentimentos de revanchismo. Mas o silêncio e a omissão também não permitem a idéia de reconciliação, que só pode nascer do profundo conhecimento daquilo que ocorreu, sobretudo o direito inalienável de 140 famílias de sepultar os seus mortos”, disse, em alusão ao número de pessoas desaparecidas que ainda não tiveram seus restos mortais encontrados.” Leia mais aqui.
Novelas da Record
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 7:38 pmFinal bate recorde; “Vidas Opostas” registrou 25 pontos
De Keila Jinenez, de O Estado de S. Paulo:
“Espancamentos, tiroteios, mortes e sangue, muito sangue, tomaram conta do encerramento da novela, que bateu seu recorde de audiência. O último capítulo do folhetim, no ar das 22h03 às 23h32 , registrou média de 25 pontos e 40% de share (participação da emissora no total de ligados), mantendo a Record por 44 minutos na liderança do Ibope. A Globo manteve a liderança no horário total , com 27 pontos. O SBT registrou 4 pontos no período. Os dados são de São Paulo, onde cada ponto equivale a 54,4 mil lares. Foi o melhor índice já registrado por um folhetim da Record. Antes de Vidas Opostas, o recorde pertencia a Prova de Amor, em 17 de julho de 2006, com 23 pontos de média. Vidas Opostas vinha registrando patamar de 15 pontos.” Leia mais aqui.
“Caminhos” estréia bem e tenta emplacar com estilo ‘enlatado’
De Fausto Salvadori Filho, da Folha Online:
“Uma clínica de mutantes superpoderosos no Guarujá, um menino com pentelhos precoces e dentes de vampiro, Preta Gil de vilã e Leonardo Vieira tentando ressuscitar a carreira de galã numa imitação de Tom Cruise. A novela “Caminhos do Coração” reunia todos os ingredientes para se tornar uma constrangedora peça de vergonha alheia, mas o capítulo de estréia, exibido ontem pela Record, surpreendeu quem esperava o pior. O público respondeu bem, rendendo 17 pontos de média (cada ponto equivale a 54 mil domicílios, ou 176 mil pessoas, na Grande São Paulo), com pico de 19 — o melhor desempenho na estréia de uma novela na emissora, embalada ainda pelo sucesso de “Vidas Opostas”.” Leia mais aqui.
Entrevista
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 7:19 pmAlexandre Raposo, presidente da Rede Record
“Copiar o que é bom só faz bem”
De Leila Reis, de O Estado de S. Paulo:
Mês que vem, entra no ar o canal de notícias Record News no lugar da Rede Mulher (UHF 42) para utilizar melhor todo o material produzido pelo jornalismo da emissora, diz Alexandre Raposo, de 36 anos, presidente da Rede Record. Nesta entrevista exclusiva, Raposo conta que a rede tem 5 mil funcionários, pretende continuar buscando afiliadas da concorrência para ampliar sua área de cobertura (a última foi a TV A Crítica, de Manaus, do SBT) e como conseguiu vencer a Globo na disputa pelos direitos e transmissão das Olimpíadas de Londres (2012). ”Oferecemos mais visibilidade ao evento”, diz. E que chegou a vez de a Globo copiá-los: ”Fizemos novela na favela e agora eles vão construir favela cenográfica.” Leia aqui ou a seguir.
Notícia traz dinheiro?
Traz, sim. Por isso hoje ela tem grande participação no faturamento da Record. O jornalismo é responsável por 35% da receita, as novelas trazem 35% e os programas de entretenimento, 30%. O investimento em informação – nesse quesito incluo programas que não são de jornalismo mas que lidam com ela (Hoje em Dia e Tudo a Ver), é o grande responsável pelo crescimento da audiência da Record.
Como é que a inauguração da Record News se encaixa na estratégia da emissora?
O nosso jornalismo trabalha muito e não temos grade para exibir tudo o que ele produz. Como temos muito conteúdo, fizemos a parceria com a Rede Mulher para oferecer 24 horas de notícias. É uma maneira de fortalecer a marca Record e também de atingir um público qualificado em UHF.
A Record acaba de tomar a TV A Crítica, de Manaus, do SBT. Quantas afiliadas vocês tiraram do SBT?
Foram três no último ano: Recife, Maceió e Amazonas. Mais importante do que a expansão da rede, que cobre hoje 98% do território nacional, é a possibilidade de melhoria do sinal com a subida de satélite. Com a TV A Crítica, vamos chegar a 90% do Estado do Amazonas a partir de 1º de setembro.
Como é que acontece a negociação com as afiliadas?
Entendemos que mesmo sendo uma rede nacional, a emissora tem de dar a oportunidade para as pessoas se verem na TV. Por isso, ao fazer o contrato, exigimos que a afiliada se comprometa a produzir pelo menos quatro horas de programação local, sendo a metade dedicada ao jornalismo. A programação local da Globo na praças é muito pequena, portanto, nosso diferencial é esse.
Qual foi o investimento da Record nos últimos dois anos?
Contando infra-estrutura, equipamentos e contratações foram US$ 300 milhões.
Como o senhor encara a acusação de copiar a Globo?
Focamos no que de melhor existia no Brasil. E fomos além, porque agora é a Globo que está nos copiando. Nós fizemos Vidas Opostas na favela e soube agora que a Globo vai construir uma favela cenográfica para uma novela. Copiar o que é bom faz bem.
Qual é o faturamento da rede?
Este ano será de US$ 1,3 bilhão, 30% maior que o do ano passado.
O senhor poderia dizer qual é a chave para a conquista de audiência?
Sei que conquistamos a vice-liderança com a estabilidade na grade de programação: há três anos que o telespectador sabe o que vai encontrar em cada horário. Além, claro, de termos construído uma programação com conteúdo.
Esse poderia ser o motivo de o Cidade Alerta ter saído do vídeo?
Foi para melhorar o conteúdo da programação. Mudamos o programa, mas o público não percebeu. Como a imagem de sensacionalista, de violento não se descolou do programa, o Cidade Alerta deu lugar à novela Escrava Isaura. A orientação agora é trabalhar matérias policiais no jornalismo em outro tom: em forma de prestação de serviço e com responsabilidade.
O que fez a Record para vencer a Globo na disputa pelos direitos das Olimpíadas de 2012?
Claro que propusemos mais dinheiro do que a Globo, mas o que decidiu foi o projeto. Eles estavam insatisfeitos com o aproveitamento dado pela Globo ao evento e nossa proposta ofereceu uma visibilidade muito maior (incluindo a Record News) para as competições, além do apoio dos programas. Vamos dar um número maior de horas de cobertura para os jogos de Londres e também vamos cobrir as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, Canadá, em 2010.
Vocês vão negociar esses direitos com outras emissoras?
Vamos buscar parceiros, mas jamais vamos vender para a Globo. Ela nos vendeu os direitos da Copa do Mundo? A exclusividade é uma questão de concorrência.
Por que razão a Record fez sua central de produção de novelas no Rio e não em São Paulo?
Os estúdios do Renato Aragão já estavam quase prontos e tinham capacidade para crescer, como aconteceu. Hoje temos capacidade de produzir três novelas simultaneamente. Além disso, os artistas moram no Rio de Janeiro. E mais fácil para os atores de São Paulo viajar ao Rio para gravar do que o contrário.
Onde a Record internacional tem mais audiência?
A Record internacional está em 130 países. Em Portugal, somos líderes e na Inglaterra somos vistos por 8 milhões de pessoas. Mas nossas novelas foram vendidas para outras emissoras de 30 países.
O que o senhor considera programa bom e programa ruim?
Bom é aquele que traz alegria, informa e faz pensar. Ruins são os que expõem a vida das pessoas de forma sensacionalista.
Como fazia o Cidade Alerta?
Na fase antiga, porque nós mudamos o programa, mas as pessoas não perceberam.
O senhor pode dar exemplos?
O programa Hoje em Dia é um bom programa, porque mistura informação e entretenimento. Ruim é o Linha Direta, que expõe a dor de famílias, quase sempre humildes, fazendo de conta que está à procura de solução para os crimes.
Aonde a Record quer chegar?
À casa das pessoas com um padrão de qualidade que o Brasil reconheça e nos dê o primeiro lugar.
Crítica
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 6:57 pmGenoino: “Denúncia do STF não
autoriza massacre da imprensa
O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino publicou em seu blog, nesta quarta-feira, texto em que critica a imprensa pelo “massacre” e “condenação prévia” após indiciamento, no Supremo Tribunal Federal, no caso do Mensalão.
Leia abaixo a íntegra da nota:
“Denunciam-me pelo que eu era e não pelo que fiz
O recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal, no meu caso, não autoriza esse massacre e essa condenação pelo “partido” da imprensa. Assim como afirmei anteriormente, em publicações e na tribuna da Câmara dos Deputados, não aceito nenhuma condenação prévia.
A denúncia e a maneira como ela foi recebida pelos ministros do STF demonstram a inconsistência dos indícios contra mim. Frases soltas proferidas por adversários, impressões e comentários sobre fatos que nem mesmo ocorreram, não poderiam servir como base para a aceitação da denúncia.Era inerente ao cargo de presidente nacional do PT fazer acordos e alianças políticas. No entanto, durante todo meu mandato não negociei vantagens financeiras e não recebi nenhum benefício próprio.
Reafirmo a legalidade dos empréstimos que assinei como presidente do PT. Eles fazem parte da prestação de contas do PT dos anos de 2004, 2005 e 2006, e estão sendo renegociados judicialmente, como a própria imprensa vem registrando. Da mesma forma, estão registrados no TSE e na contabilidade do partido onde esses recursos foram empregados.
Quero provar minha inocência o mais rápido possível. Confio na justiça e sempre vou defender a verdade. Reafirmo minha convicção que fui denunciado pelo que eu era – presidente nacional do PT – e não pelo que fiz ou deixei de fazer.“
Pública
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 6:11 pmDemitida da Cultura, Salete Lemos critica Paulo Markun
Do Comunique-se:
““Paulo Markun não tem interesse no bom jornalismo”. Salete Lemos deixou a TV Cultura em julho passado e se isolou, segundo a própria, por um curto tempo, chateada com a demissão – o anúncio de sua saída da emissora deu-se durante as férias da jornalista. A apresentadora e âncora conta que sua saída aconteceu ao mesmo tempo em que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) a procurou para pedir uma retratação a um comentário que ela fez no Jornal da Cultura sobre os bancos (assista ao vídeo no pé da matéria).
“A Febraban me procurou. Perguntei se passei alguma informação improcedente. Não ia me retratar já que elas procedem”, disse ao Comunique-se.
Salete apresentou uma matéria sobre o Plano Bresser e acusou os bancos de enriquecimento ilícito e de sonegar extratos.
Independência editorial
A jornalista credita sua demissão a uma possível pressão da Febraban – ela mencionou o Bradesco como patrocinador do Jornal da Cultura, mas o departamento de comunicação da emissora informou que o patrocínio vem do Banco Real.
“Não sei o que a elite e o poder esperam dos jornalistas. Ou todos os jornais estão vendidos ou não sei o que está se passando. Não há qualidade, nada que dê respaldo a crítica. Está complicado trabalhar. A independência editorial que eu aprendi a fazer com o Boris [Casoy] por 12 anos, a crítica, a conscientização, nada disso é feito. Estou perdida no mercado. Preciso ir para a Argentina”, disse, lembrando também de sua saída da Record com Casoy em dezembro de 2005 – críticas do jornalista ao governo Lula teriam colaborado para sua demissão da Record.”” Leia mais aqui.
Polêmica
In Uncategorized on 2007, 29 Agosto at 4:17 pmPCdoB acusa “Roda Viva”
de seguir ideário tucano
De Cristiane Prizibisczki, do Portal Imprensa:
“O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou, na noite da última terça-feira (28/08), texto em que acusa o programa “Roda Viva”, da TV Cultura, de ser um “poleiro de tucanos”. Segundo o partido, o programa não possui independência editorial e segue os ideais do PSDB na escolha de entrevistados e entrevistadores.
“[...] os critérios para a escolha de quem serão os entrevistados e os entrevistadores no programa são estabelecidos a partir das preferências políticas do tucanato de São Paulo. De vez um quando um ou outro entrevistado ‘de esquerda’ é convidado a participar do programa para disfarçar a hegemonia tucano-liberal”, diz o texto.
As acusações foram feitas em matéria intitulada “Mídia enaltece livro que destila preconceito contra pobres”, no qual o partido critica a postura de alguns meios de comunicação ao dar espaço para o sociólogo Alberto Carlos de Almeida divulgar seu mais recente livro, “A Cabeça do Brasileiro”. [...]
Além da TV Cultura, o PcdoB ainda cita a revista Veja e “praticamente todos os telejornais e rádios do sistema Globo” como sendo coniventes com “preconceito” de Almeida. Ao mencionar tais veículos, a legenda diz que “não causa surpresa nenhuma” que eles tenham dado espaço à Almeida, porque, segundo o partido, estes meios se comportam de maneira “desprezível”. Leia mais aqui.
Clique aqui para ler o texto de Cláudio Gonzalez, publicado no Portal Vermelho.
Atualizada às 18h21min:
O que dizem Cultura e Abril
Procurada pelo Portal Imprensa para comentar o texto do PCdoB, a TV Cultura afirmou:
“As personalidades que foram entrevistadas durante os 21 anos do ‘Roda Viva’ atestam a liberdade editorial do programa. Os nomes estão disponíveis para consulta no site da TV Cultura”. A Editora Abril não se manifestou.
Rádio e TV
In Uncategorized on 2007, 28 Agosto at 7:30 pmDeputados querem rever
concessões a políticos
Do Comunique-se:
“Passado o recesso parlamentar, a Subcomissão de Radiodifusão da Câmara dos Deputados retoma o processo de regulamentação de concessões de rádio e TV, sobretudo as concessões que estão nas mãos de políticos. A próxima meta é rever o Artigo 54 da Constituição Federal, que coíbe a prática, mas também dá margem a irregularidades.
“Vamos propor à Comissão de Ciência e Tecnologia, vamos apresentar uma minuta de uma proposta de emenda constitucional, alterando esse Artigo 54 e eliminando qualquer dúvida ou possibilidade de interpretação que fuja daquilo que é a essência do artigo”, disse a presidente da subcomissão, Luiza Erundina (PSB-SP), em entrevista à Rádio Nacional.
O Artigo 54 informa que senadores e deputados não podem ser concessionários de serviços públicos, mas, como não foi regulamentado, os parlamentares acabam conseguindo as outorgas de rádio e TV.” Leia mais aqui.
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 28 Agosto at 7:12 pmAbril emite nota a funcionários sobre caso TVA/Telefônica
De Thaís Naldon, do Portal Imprensa:
“Funcionários e colaboradores do Grupo Abril receberam comunicado interno, no qual a empresa buscava esclarecer as notícias divulgadas nos últimos dias a respeito da associação entre a TVA e a Telefônica.
Segundo o texto, a tentativa de Renan Calheiros de atingir o Grupo é baseada em uma “falsidade”, já que o senador tenta transformar em escândalo uma operação comercial legal e aprovada pelo governo. “A transação entre a TVA e a Telefônica respeita o interesse nacional, aumenta a concorrência e fortalece o mercado. A lei exige que, para se associarem a uma companhia estrangeira, as empresas de TV a cabo conservem, no mínimo, 51% do seu capital votante sob controle nacional. No caso de São Paulo, onde a Telefônica é concessionária, esse porcentual sobe para 80,1%”, diz a nota.
A convergência das tecnologias de voz, dados e imagem, de acordo com o texto, é um estímulo para a parceria entre empresas de diferentes países, e o Grupo Abril e a Telefônica não foram as únicas a aderirem a este tipo de acordo. “Em 2005, a Portugal Telecom adquiriu participação no Grupo Folha, dono do jornal Folha de S.Paulo e do provedor de acesso à internet UOL”.
A nota cita, ainda, a associação da Globopar – que controla a Net – à mexicana Telmex (proprietária da Embratel e da Claro). Segundo a Abril, a associação da TVA com a Telefônica é “análoga” a que ocorreu entre a Net e a Telmex e “ambas foram autorizadas pela Anatel”.“ Leia mais aqui.
2x Mino
In Uncategorized on 2007, 28 Agosto at 6:49 pmMídia atendida
Dois pesos
“Duas reflexões de fim de semana, municiadas por análises midiáticas. Primeira. Os jornalistas nativos oferecem generosamente ao STF a oportunidade de se redimir de tantos deslizes e escorregões do passado, remoto e recentíssimo. Como se configura a ocasião dourada? Trata-se de condenar em bloco os envolvidos no mensalão. Somente assim a suprema corte recupera a confiança da Nação. Pois é, a mídia já condenou todo mundo. Segunda. Em compensação não há quem escreva a respeito dos quatro ministros que denunciam a deflagração do Estado “policial” nas páginas e na capa da revista Veja, baseados na suspeita, repito, suspeita, de serem vítimas de grampo, praticado pela “banda podre” da PF. Editorialistas, analistas, colunistas, todos fechados em copas. Podre é este enredo. Nem ouso queixar-me pela ausência de indignação. Bastaria, a bem da dignidade geral, uma pacata observação sobre o comportamento inadmissível por parte de juízes, sobretudo da mais alta corte do País.” Leia aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 28 Agosto at 5:42 pmPara entidades, indicação de
conselho contraria autonomia
De Daniel Merli e Tatiana Matos, da Agência Brasil:
“A decisão do governo federal de indicar os 20 integrantes do conselho gestor da nova TV pública coloca em xeque a autonomia da instituição que será criada ainda este ano, alertam mais de 40 organizações da sociedade civil. “Com um conselho indicado pelo presidente, a TV pode já nascer sem autonomia e independência, objetivo maior de uma emissora que se pretende pública”, afirma um manifesto, lançado na última semana por entidades como Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), Central de Movimentos Populares (CMP) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ( MST). [...]
[Rosane] Bertotti [da Central Única dos Trabalhadores (CUT)], elogia a iniciativa da TV, “um instrumento fundamental em um país onde a democratização da comunicação não existe”. E realça que seu processo de construção foi participativo, com as discussões do Fórum de TVs Públicas.
Mas faz uma ressalva. “A sociedade civil quer também participar da gestão pública”, afirma. “No entender dos movimentos sociais, apontar um conselho de notáveis, sem poder de decisão da sociedade civil, deixa muito a desejar em termos de uma política pública de comunicação”.” Leia mais aqui.
Escolha não está fechada, responde governo
De Daniel Merli, da Agência Brasil:
“Apenas os 20 primeiros integrantes do conselho gestor da nova TV pública serão indicados pelo presidente da República e o processo de sucessão desses conselheiros ainda está em aberto, segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom). [...] “Não é o conselho de uma conferência para fiscalizar políticas, é o conselho de uma empresa”, defende Eduardo Castro, da Secom. “[...] O conselho de uma empresa tem de ter agilidade para tomar decisões”. [...]
Castro afirma que o governo “vai buscar elementos que representem a sociedade”. Mas que o conselho da futura TV pública não pode tornar-se uma representação de entidades da sociedade civil. “Um conselho de corporações formado por representantes das corporações não vai ser representativo da sociedade”, afirma. Segundo ele, o governo pode indicar cidadãos que fazem parte de movimentos sociais. “Mas a cadeira não vai ser de determinada organização ou sindicato”.” Leia mais aqui.
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 9:15 pmVeja rebate com matéria
e nota pedido de CPI da TVA
Do Comunique-se:
“Se o senador Renan Calheiros usa sua influência para criar uma CPI na Câmara sobre a venda da TVA para a Telefônica, Veja usa suas páginas para desqualificar a iniciativa. Na edição do último final de semana, a reportagem “O Ataque da Corrupção” (link só para assinantes) mostra que Renan reuniu uma “tropa de choque especializada em surrar a ética” para colher assinaturas do pedido de CPI, incluindo os deputados Jader Barbalho, Orestes Quércia, João Paulo Cunha e Valdermar Costa Neto, entre outros. Todos já foram alvos de denúncias da revista.
Originalmente arquitetada no Senado, a CPI foi transferida para a Câmara, segundo Veja, para não parecer tentativa de vingança de Renan contra as recentes denúncias da revista. Das 171 assinaturas necessárias, já foram recolhidas 181, principalmente por obra de Jader Barbalho e do ex-deputado José Dirceu, ainda com grande influência entre os parlamentares. Ao citar Dirceu, Veja inclui, além de vingança, sua relação com Carlos Slim, empresário mexicano dono da Telmex, concorrente da Telefônica.
A reportagem também reuniu depoimentos de 15 políticos e representantes de entidades que consideram a CPI um ataque à liberdade de imprensa. A matéria concluiu informando que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, pode impedir a CPI, e que a o caso é uma tentativa de manipular a Casa “para atingir a Abril pelos fatos que Veja tem revelado sobre o senador Renan Calheiros”.“ Leia mais aqui.
Atualizado às 22h59min
“Acusações são extremamente ridículas”, diz deputado
Do Portal Imprensa:
“Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o deputado Wladimir Costa disse que as acusações da Veja são “extremamente ridículas” e que, se a transação é transparente, a revista deveria ser a primeira a querer a CPI para que o Grupo Abril parasse de ser alvo de denúncias.
“A Veja sempre foi o paladino da justiça e da liberdade de imprensa, mas quando ela passa a ser acusada, não age da mesma forma. A revista deveria dar uma capa com a manchete ‘Veja a Veja envolvida em um escândalo’. Porque a transação vai se tornar um grande escândalo. São extremamente ridículas as acusações. Nenhum deputado assina nada sem ler. Não lidamos com crianças. Como iríamos enganar 182 deputados?”, disse.” Leia mais aqui.
Digital
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 9:05 pmTV Brasil terá interatividade e multiprogramação
Por Marcelo Tavela, do Comunique-se:
“Já na sua estréia, em 02/12 na cidade de São Paulo, a TV Brasil contará com interatividade e multiprogramação, duas das funcionalidades garantidas pela TV digital. A TV Cultura também terá a tecnologia, por meio de uma parceria com a Radiobrás para utilização da mesma torre para transmitir o sinal. A informação foi divulgada na mesa de encerramento do Workshop de Programação para TV Pública, “Perspectivas de Formação da Nova Rede Pública de TV”.
O painel contou com a participação de alguns dos integrantes do grupo interministerial que elabora o projeto da TV Brasil – e que deve ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva esta semana. Além da parceria, foram adiantadas informações sobre o conselho gestor, formato jurídico e formação da rede de emissoras públicas.“ Leia mais aqui.
Mercado
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 5:35 pmRede Record não teme
concorrência com TV Digital
De Cristiane Prizibisczki, do Portal Imprensa:
“Faltando pouco mais de três meses para que o sistema de TV digital seja implantado no Brasil, algumas emissoras já se voltam para as adequações necessárias à adoção da nova tecnologia. Além da criação de espaços e investimento em aparelhos, as TVs também têm se preocupado com os novos conteúdos que deverão ser veiculados, como é o caso da TV Record.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o diretor de tecnologia da emissora e membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Televisão Digital, José Marcelo Amaral, explicou como se dará a implantação da TV Digital na Record.
Segundo ele, a emissora investiu cerca de 5 milhões de dólares para a criação de novos estúdios e infraestrutura para a HDTV, além da compra de transmissor digital, novas antenas, reformas na torre, instrumentação digital, adequação na parte elétrica e ar condicionado.
Com a implantação da tecnologia, a emissora acredita que a parte de produção sofrerá grande impacto e que algumas mudanças terão de ser feitas, como a criação de novas funções e o treinamento dos profissionais para a transição do sistema analógico para o digital. “Temos investido em treinamentos através de parcerias com as universidades e centros de pesquisa”, disse Amaral.
Além das mudanças internas, a emissora acredita que a forma como o telespectador vê tevê inevitavelmente irá mudar, principalmente pela possibilidade de interação. No entanto, apesar das mudanças internas e externas, Amaral diz que a emissora não teme o acirramento da concorrência entre as emissoras. “Não haverá acirramento porque nosso conteúdo continua sendo o diferencial”, finaliza.“ Leia aqui.
Liderança
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 5:30 pmDiretor da Globo não vê ameaças na concorrência
De Marili Ribeiro, de O Estado de S. Paulo:
“Na ampla sala com vista panorâmica do mais recente destaque arquitetônico de São Paulo – a ponte Jornalista Roberto Marinho, em construção na Marginal do Pinheiros -, Octávio Florisbal, diretor-geral da Rede Globo de Televisão, garante que a perda de audiência não ameaça a emissora.
O executivo, há 25 anos na Globo, dos quais cinco no atual cargo, reconhece, entretanto, que cada ponto perdido representa cerca de R$ 100 milhões a menos no caixa. Um ponto corresponde a mais de 1 milhão de telespectadores. ”Portanto, é para ser disputado aguerridamente.” Manter a audiência significa participação na receita publicitária, o que é vital no negócio da televisão.
Acontece que, no último ano, a Globo perdeu 2 pontos porcentuais em relação ao índice médio de audiência no horário entre 7 horas e meia-noite. Nos últimos dez anos, a emissora mantinha esse índice em torno de 24 pontos. Hoje, está em 22. ”Isso é cíclico”, relativiza. ”Essa perda já foi vivida no passado pela emissora.” Tudo, diz, depende do sucesso da programação em cartaz.
A concorrência, em particular a TV Record, com sua declarada disposição de alcançar a liderança – para isso, já investiu cerca de R$ 300 milhões apenas em dramaturgia -, ainda não incomoda, admite Florisbal, sem, entretanto, mencionar o nome de qualquer outra emissora. Na Globo, elas são tratadas por A, B ou C.
Mas, se a concorrência direta não importuna, existe a expansão de outras plataformas de comunicação. A migração para a TV paga, que intensifica sua abrangência e chega agora a 5 milhões de assinantes, depois de amargar anos no patamar dos 3 milhões, divide público. ”A TV paga representa menos de 10% dos domicílios com aparelhos de televisão”, compara Florisbal.
Cresce também o número de usuários de internet. O Brasil atingiu a marca de 32 milhões de pessoas com acesso à web. Dora Câmara, do Ibope Mídia, pondera que as novas gerações são multimídia e assistem televisão conectadas à internet. Florisbal não vê essa divisão de atenção como ameaça.
Em relação ao ”inimigo” virtual, a emissora faz parcerias. No site de vídeos YouTube, por exemplo, há edições resumidas da novela ”Malhação”, que é dedicada aos jovens. Em programas como o ”Fantástico”, a emissora chama no ar os telespectadores para conversarem, no portal da emissora, sobre os temas apresentados. ”Do ponto de vista estratégico, entendemos que nosso conteúdo deve ser estendido a outras plataformas de mídia eletrônica, para que o nosso público nos veja em outros momentos”, explica.
A perda de audiência da televisão aberta não é um fenômeno nacional. Pesquisa patrocinada pela IBM, feita nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e Austrália e divulgada na semana passada, revela que a internet avança sobre a tevê como mídia de entretenimento. Mostra, por exemplo, que 19% dos pesquisados passam seis horas ou mais por dia usando a web, ante 8% que dedicam o mesmo tempo à televisão. Nos EUA, as grandes redes de tevê já acusaram o golpe e tentam se adaptar à concorrência multimídia. Apostam, por exemplo, no potencial de interatividade que veio com a introdução da televisão digital para disputar a atenção do espectador.
A situação no Brasil ainda é confortável, especialmente para a Globo: a rede detém cerca de 70% das verbas do bolo publicitário para televisão, estimado em R$ 10 bilhões por ano. Apesar disso, avalia-se que nunca a tevê aberta esteve tão vulnerável, já que, além do crescimento da internet, a implantação da televisão digital, mesmo que lenta, deve mudar a maneira de o telespectador ver televisão.
Com ela chegam equipamentos que permitem pular os intervalos comerciais, o que poderia levá-los à extinção. Nesse caso, Florisbal acha que se trata de um prognóstico precipitado. ”Pesquisa no mercado americano sobre o avanço do break comercial mostra que dois terços dos usuários do sistema não pulam os anúncios.”
Mais do que isso, ele garante ser impossível o desaparecimento da propaganda na TV. ”Atendemos 4 mil agências de publicidade e mais de 50 mil clientes. Se todos abandonarem os comerciais para fazer merchandising ou qualquer outra ação de conteúdo, como dizem, não existirá grade de programação suficiente para abrigar toda essa demanda.”
Para Florisbal, a estréia da televisão digital em dezembro não significará uma mudança radical, porque o processo de implantação vai se dar em etapas. Apenas no final de 2009 o País deverá ter uma cobertura do sistema em todas as capitais e nas principais cidades. A televisão digital vai entrar primeiro nas casas. Depois, chegará ao celular e aos ambientes móveis (ônibus, táxi, metrô). E só aí resultará em mudança na forma de se assistir à televisão.
”A era digital é uma realidade”, diz. ”Mas exige pesados investimentos. Para digitalizar todas as retransmissoras do sistema Globo, vamos gastar US$ 300 milhões.” A maneira de recuperar parte desse capital virá da publicidade. E Florisbal já prepara os espíritos dos anunciantes e agências: ”Se tivermos mais audiência dentro e fora do lar, poderemos cobrar um adicional da publicidade.”“ Leia aqui.
Sinaleira
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 5:06 pmEm “ex-blog”, César Maia manda recado a imprensa
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), enviou um “recado” aos jornalistas brasileiros. Em texto encaminhado por meio do boletim eletrônico de seu “ex-blog”, Maia disse que jornais e jornalistas são coniventes com a “farsa” criada pelo presidente Lula em eventos oficiais.
Segue a íntegra do texto:
“AS VAIAS “MARACANÔNICAS”, A TV E A MANIPULAÇÃO DO CENÁRIO!
1. Depois das vaias ‘maracanônicas’, Lula se ocultou e só volta a publico paraplatéias restritas com convite pessoal checado na portaria. Só falta cartãoeletrônico. Assim tem sido. Em Realengo no Rio, o colégio Pedro II, está inaugurandoa ampliação da escola agora dia 1 de setembro e no convite às autoridade diz queessa inauguração é para a comunidade e a anterior, reservada para o Lula. Semanapassada foi assim no RGS e Paraná, e neste caso o cartão de convite só faltava sereletrônico. Quando abriu um pouquinho, em Campos-RJ, levou uma vaia localizada.
2. Esses eventos estão se tornando uma farsa. E mais grave uma grosseiramanipulação dos noticiários da noite das TVs. Essas cobrem e até mostram o Lula naperoração populista de sempre e a claque -com cartão de entrada e de ponto-aplaudindo. Os desinformados podem até achar que Lula fala para o Povo. Não! Elefala para a TV. Se os jornais de TV derem a cobertura do cenário artificial que elemonta, é porque querem, pois ninguém é bobo e muito menos as TVs.
3. Esse é um alerta para o jornalismo na TV, pois se trata de respeitar a audiência,comunicando imagens verdadeiras e não forjadas. Se Lula constrói cenários e não está em novela, o que cabe num noticiário de TV é ele falar para as câmeras quandoestá entrando ou saindo e nunca no palco da farsa política.“
Para solicitar o boletim eletrônico de César Maia, clique aqui.
Choque
In Uncategorized on 2007, 27 Agosto at 1:02 amBispos versus leigos
De Lauro Jardim, na coluna Rada On-line, de Veja.com:
“A Record acaba de perder o seu principal executivo na área artística e de programação. Helio Vargas, que desde 2002 estava frente do projeto de profissionalização da emissora, não renovou seu contrato. Vargas foi o responsável pela contrataçào de Tom Cavalcanti, Roberto Justus e Marcio Garcia. E está saindo depois de bater de frente com a turma da Igreja Universal.
Agora, só o diretor comercial, Walter Zagari, é leigo. O resto é da Universal.“
Leia mais aqui.
Revolução
In Uncategorized on 2007, 26 Agosto at 11:58 pmFidel publica artigo
em jornal oficial cubano
De O Globo Online, com agências internacionais:
“HAVANA – Em meio a rumores sobre a saúde de Fidel Castro, o jornal Juventud Rebelde, da juventude comunista cubana, publicou neste domingo um longo artigo assinado pelo líder cubano, de 81 anos, que está afastado do poder desde julho do ano passado, quando entregou o poder para o irmão Raul Castro para se submeter a uma cirurgia intestinal de emergência.
A publicação do texto, no qual Fidel discorre sobre a política cubana pré-revolução de 1959, seria uma “resposta” às recentes especulações sobre a possível morte do “comandante” cubano, que se intensificaram na semana passada, depois que canais da TV de Miami divulgaram uma série de rumores.“ Leia mais aqui.
O que diz Fidel
De Ricardo Noblat, do Blog do Noblat:
“Em meio a rumores sobre sua saúde, Fidel Castro publicou um artigo hoje no jornal Juventud Rebelde. Alguns trechos:
- Compartilho com o povo a satisfação de observar que o prometido se ajusta à realidade inalterável: Raúl, o Partido, o Governo, a Assembléia Nacional, a Juventude Comunista e as organizações de massa e sociais marcham adiante guiados pelo princípio inviolável da unidade”.
- Acossam-me com perguntas sobre o momento em que voltarei a ocupar o que alguns chamam de poder.
- Que ninguém tenha a menor ilusão de que o império, que leva em si os genes da sua própria destruição, negociará com Cuba.” Leia aqui.
Mera Coincidência
In Uncategorized on 2007, 26 Agosto at 1:32 amPermanece a dúvida:
o “Cansei” é ou não apartidário?
Da coluna Toda Mídia, de Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo (exclusivo para assinantes) da última terça-feira, 21:
““PERSONA NON GRATA” O blog de Lauro Jardim na Veja On-line postou que “Zottolo vai, sim”, sobre a viagem do executivo da Philips ao Piauí, após a entrevista desastrosa ao “Valor”. Lá onde “aparelhos da Philips são queimados em praça pública”.
E lá onde, segundo o blog de Josias de Souza na Folha Online, a Assembléia Legislativa aprovou a “moção de repúdio ao presidente da Philips” e poderá aprovar declaração de “persona non grata”.
Por outro lado, o blog de Gustavo Petta achou inusitada semelhança entre o cartaz do “Cansei” e a capa recente da “Caras” sobre o casamento da filha de Geraldo Alckmin.“
Refletindo a Imprensa
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 11:08 pmA Folha de S. Paulo envelheceu
De Ricardo Noblat, do Blog do Noblat:
Fotográfos da Folha e de O Globo registraram a troca de e-mails. Repórteres dos dois jornais escreveram extensas reportagens a respeito. O Globo publicou a sua – a Folha, não.
A direção da Folha consultou o Departamento Jurídico da empresa e o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, que estava em Brasília. Foi aconselhada a não publicar a reportagem. Os advogados entenderam que ela violava a privacidade dos ministros e o sigilo de correspondência.
A direção de O Globo entendeu o contrário. A sessão do Supremo era pública. Os ministros trocaram e-mails sabendo que havia fotógrafos por perto. O assunto tratado por eles na correspondência era de interesse público. Então… Em sua edição de hoje, a Folha mudou de entendimento. Publicou a reportagem que permanecia inédita e repercutiu a reportagem de O Globo.
De meados dos anos 80 até o fim dos anos 90 do século passado, a Folha foi o jornal, digamos assim, mais atrevido e inovador entre os chamados “grandes jornais” do país. Por isso mesmo, foi também o que mais aumentou sua circulação e angariou prestígio e respeito. [...]
O episódio do “furo” que a Folha preferiu levar é o mais emblemático da fase de letargia que o jornal atravessa. Ele se acomodou e envelheceu.“
Leia a íntegra do texto aqui.
Em Baixa
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 10:54 pmRR Soares vence SBT; Show da Fé dá mais ibope que noticiário
De Keila Jimenez, de O Estado de S. Paulo:
“O SBT já passou por momentos de crise, mas, por esta, nem Silvio Santos esperava. Com a audiência em baixa, a programação da emissora chegou a perder esta semana em ibope para o culto eletrônico da Band, o Show da Fé, do bispo RR Soares. Para quem já foi segundo lugar absoluto em audiência, é uma queda e tanto.
Segundo medição do Ibope na Grande São Paulo, na segunda-feira, a Band registrou no horário do Show da Fé 2,5 pontos, ante 2 pontos do SBT, que exibia no horário o SBT Brasil, de Carlos Nascimento.
Na quarta-feira, no embate da atração de RR Soares com a programação da emissora de SS, deu 2 pontos de média para a Band, ante 1,8 do SBT.
Apesar do SBT ter vencido a Band na média geral da semana no horário, nos demais dias RR Soares ficou encostado em ibope no SBT. O que tem sido comum.
Vale lembrar que entre os dias 13 e 16 de agosto, na faixa entre 18 e 21 horas, a Band alcançou média de 5,8 pontos, ante 5,1 pontos do SBT. E que o Brasil Urgente e Jornal da Band chegaram a vencer com boa diferença a programação de Silvio Santos na semana passada.“
Leia aqui.
Opinião
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 10:48 pmA imprensa fez a coisa certa
Editorial de O Estado de S.Paulo, hoje:
“Mais uma vez a imprensa foi levada ao banco dos réus por ter o jornal O Globo divulgado as mensagens de correio eletrônico entre os ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), captadas pelo fotógrafo Roberto Stuckert Filho. Eles trocaram e-mails na sessão de quarta-feira da Corte, reunida para decidir se abre o processo requerido pelo procurador-geral da República contra 40 acusados de envolvimento com o mensalão. O presidente Lula falou em “invasão de privacidade”. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-titular do Supremo, em “intromissão anticonstitucional em um poder da República”. O presidente da OAB, Cezar Britto, afirmou que o Brasil não pode ter um Big Brother nem cair num “estado de bisbilhotagem”. O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Walter Nunes, considerou que “a revelação das conversas entre os ministros maltrata o princípio basilar da democracia”.“
Leia mais aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 9:37 pmONG pede exoneração do presidente da Cultura
Do Comunique-se:
“O presidente da ONG Educa São Paulo, Devanir Amâncio, protocolou no Ministério Público Estadual de São Paulo, na quarta-feira (22/08), um pedido para que a entrevista com o dono da boate Bahamas, Oscar Maroni Filho, não fosse ao ar, mas em vão. Na entrevista gravada em 2004 para o programa “Provocaçoes”, apresentado por Antonio Abujamra, Maroni falava sobre seus relacionamentos sexuais – ele foi preso no início de agosto acusado de exploração de casa de prostituição.
Amâncio disse ao Comunique-se que acredita que, depois da posse de Paulo Markun na presidência da Fundação Padre Anchieta, a TV Cultura tem enfrentado “não somente crise financeira, mas uma crise de idéias” e questiona: “É uma questão de oportunismo? É uma busca por Ibope? O Markun não é o único culpado. Estou dando um puxão de orelha nos conselheiros da TV Cultura. São conselheiros mesmo ou eles só têm o cargo? Eles não têm que saber o que vai ao ar na programação?”. [...]
Exoneração de Markun
Amâncio enviou ainda uma carta ao conselho da FPA pedindo a exoneração de Paulo Markun da presidência da fundação. A Folha de S. Paulo desta sexta-feira (24/08) disse que Amâncio tentava marcar uma audiência com o secretário de Assuntos Institucionais do Estado, José Henrique Reis Lobo.“
Leia mais aqui.
Incentivo
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 8:31 pmCarta Capital fecha
acordo com blogs
“A revista CartaCapital fechou um acordo inédito entre mídia impressa e blogs independentes. Para cada assinatura da publicação vendida por meio dos sites associados à comunidade sec.un.dum (http://secundum.com.br/forum/) serão destinadas comissões que vão de 35 reais a 100 reais, dentre as maiores pagas pelo mercado de afiliados no Brasil.
Por trás da iniciativa, além da ampliação de sua base de assinantes, está a estratégia de CartaCapital de apostar na mídia independente como alternativa às tradicionais. Destaque-se que a revista é a única dentre as mais influentes do País a ter como blogueiro, com publicação diária de posts, seu diretor de Redação, Mino Carta (http://www.blogdomino.blig.ig.com.br).
A parceria com uma comunidade, e não com blogs em separado, tende, na visão da revista, a fortalecer a produção de informação na internet e, conseqüentemente, no País. CartaCapital pretende assim contribuir com a construção da cidadania e da verdadeira liberdade de expressão no Brasil.“
Leia aqui.
Semanais
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 8:27 pmCrítica
In Uncategorized on 2007, 25 Agosto at 8:07 pmLula diz que sofre campanha da mídia por “inveja e preconceito”
De Mari Tortato, da Agência Folha, em Curitiba:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, no Paraná, que sofre uma “campanha da imprensa” contra ele e seu governo, baseada em “inveja e preconceito”.
“Tem gente que fica o tempo inteiro torcendo para a coisa não dar certo”, disse Lula, dando a entender que criticava também a oposição a seu governo. “A inveja e o preconceito são duas doenças malignas que nascem na cabeça de algumas pessoas.”
O presidente disse identificar esse comportamento em “determinados setores da imprensa [...] que pensam que, por falar na televisão ou escrever, são donos da verdade”.
Ele se valeu da deixa do governador Roberto Requião (PMDB), que, em discurso antes de Lula, atacara “a grande imprensa”, classificada pelo paranaense de “mídia deletéria” e “mídia desacreditada”.
“Eu sou menos nervoso que o Requião. Aprendi a ter paciência. Requião, eu não brigo com a imprensa. Eles brigam comigo, mas eu não brigo com eles. Até porque eu acho que a liberdade de imprensa é um bem incomensurável para a democracia. O fato de ela [imprensa] bater não impediu que eu chegasse à presidência da República. Eu cheguei. E não impediu que eu me reelegesse”, disse Lula.“
Leia mais aqui.
Mino Carta
In Uncategorized on 2007, 24 Agosto at 5:57 pm
STF
In Uncategorized on 2007, 24 Agosto at 5:49 pmMinistros se queixam
da imprensa
De Gustavo Noblat, do Blog do Noblat:
“Foi interrompida há pouco a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o caso do mensalão. Antes do intervalo, que vai durar até às 14h, o ministro Eros Grau alfinetou a imprensa. E foi acompanhado por seu colega Gilmar Mendes.
De Eros Grau:
- Condenam-se pessoas mesmo antes da apuração dos fatos. Nunca me detive em indagações a respeito das causas dos linchamentos consumados em um tribunal dirigido sob a premissa de que todos são culpados até que se prove o contrário. Talvez seja assim porque muitos sentem necessidade de punir a si próprios por serem o que são. A imprensa livre é indispensável à plena realização da democracia, por isso ela há de ser necessariamente imune à censura (…). A alusão que aqui faço a determinados desvios (…) não pode ser tomada como desconsideração ou menosprezo da minha parte do papel fundamental desempenhado pela imprensa na democracia. Reporto-me a desvios cuja substancialidade não pode ser negada – afirmou, citando um artigo que ajudou a escrever, publicado na revista Teoria Política.
De Gilmar Mendes:
- A sociedade e a imprensa não sabem, mas o magistrado independente é o autêntico defensor de ambos.
- Esse preâmbulo de certa forma vai balizar também o meu posicionamento neste julgamento.
À saída do tribunal, o ministro Marco Aurélio de Mello deu as seguintes declarações testemunhadas pelo repórter do blog, Diego Amorim:
- Sou humano, sou sensível. Tenho profunda tristeza, mas acredito que isso tenha sido um pequeno de factóide, um ato falho da ministra Carmen Lúcia.
- É preciso que a sociedade saiba que não há acordo entre os ministro do STF. Cada qual vota de acordo com sua própria consciência.
O jornal O Globo revelou ontem que alguns ministros estariam combinado o voto durante o julgamento (leia mais).“
Leia aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 24 Agosto at 7:15 amO Paulo Henrique Amorim também foi ao Workshop
O jornalista Paulo Henrique Amorim participou ontem da mesa de debates do Workshop de Programação para TV Pública, realizado em Salvador. As atividades encerram hoje (clique aqui para assistir a programação ao vivo).
Veja a seguir um resumo do que o Paulo Henrique apresentou durante o Workshop e entenda porque a TV Pública é importante para o Brasil. Mas não só. Segue:
“. Tomar cuidado para não parecer que estamos em 1450 a discutir os tipos móveis de Gutenberg.
. Prefiro tratar de TV Pública barra Internet.
. Sugiro que a questão seja tratada, a quatro mãos, pelo Ministro Franklin Gil e o Ministro Gilberto Martins.
. Um, o da TV Pública; outro o do espaço virtual, sideral, cibernético, futurístico.
. Qual é o modelo de negócio do Ministro Franklin Gil ?
. Deveria ser o negócio da “produção de conteúdo”.
. Tornar viável do ponto de vista comercial e da qualidade a produção de conteúdo em vídeo – entretenimento ou jornalismo.
. Tornar-se uma espécie de “fundo”, “BNDES” para criar conteúdo que seja entregue em TV pública, TV por assinatura, TV comercial, internet, YouTube, Ipod, rádio comunitário, TV comunitária, o que for.
. Não esquecer que as vendas de computadores dispararam (clique aqui para ler a entrevista com o presidente da Positivo Informática), vem aí o computador de US$ 100 do Negroponte, e a Infovias.“
Para continuar acompanhando o raciocínio e as posições do Paulo Henrique Amorim, clique aqui.
Rede
In Uncategorized on 2007, 23 Agosto at 8:07 pmIntercâmbio entre TVs Públicas começa em setembro
De Marcelo Tavela, do Comunique-se:
“Em setembro, começa a operar a rede de intercâmbio de TVs públicas, que servirá de embrião para a troca entre as afiliadas da TV Brasil. Radiobrás, TV Cultura e as TVEs do Rio de Janeiro e Bahia poderão compartilhar seus programas e transmitir de forma simultânea. As emissoras também poderão exibir atrações de outras afiliadas. A novidade, que seria apresentada na sexta-feira (24/08) no Workshop de Programação para TVs Públicas, acabou sendo divulgada no dia anterior por Tiago Salmito, pesquisador da UFPB.
“No dia 01/08, começaremos a primeira fase da rede de intercâmbio de TVs públicas, que é baseada na Ritu [Rede de Intercâmbio de TVs Universitárias]. Começa por Rio, Brasília, Distrito Federal e Bahia, mas, para a segunda fase, estamos avaliando os requisitos para que essa rede chegue a 54 TVs”, anunciou Salmito, no painel “Convergência Digital e Formatação de Recursos”.
As quatro emissoras foram escolhidas por já possuírem a infra-estrutura necessária, em fibras ópticas e capacidade de processamento, conhecida como rede Ipê. Outras TVs serão contempladas em 2008, na segunda fase do projeto, após passarem por uma atualização tecnológica. “Sessenta e nove por cento do orçamento do projeto está destinado para modernizar a infra-estrutura das afiliadas. Os recursos são provenientes do desbloqueio do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações)”, disse Salmito ao Comunique-se.“
Leia mais aqui. Para acompanhar o Workshop ao vivo, clique aqui.
Polêmica
In Uncategorized on 2007, 23 Agosto at 7:33 pmSegredos de justiça
-
Ética
In Uncategorized on 2007, 23 Agosto at 7:17 pmMatéria de O Globo gera protestos de ministros no STF
Do Portal Imprensa:
“A matéria de capa do jornal O Globo desta quinta-feira (23/08), “Ministros do STF combinam e antecipam voto por e-mail”, gerou protestos de ministros no Supremo e a Secretaria de Comunicação do STF chegou a cogitar a proibição de fotógrafos nas sessões de julgamento do mensalão.
O ministro Eros Grau declarou-se surpreendido e mostrou irritação. “Nunca vi isso antes nesse Tribunal. Nem a imprensa entrar e interceptar correspondência nem esse tipo de diálogo”, afirmou Grau, em referência às mensagens trocadas pela intranet do Supremo entre os ministros Carmen Lucia e Ricardo Lewandowski durante o julgamento.
O ministro Ayres Britto também considerou ”uma demasia” a atitude do Globo. ”Eu ainda não li. Algumas pessoas telefonaram me dando conta do conteúdo da reportagem, porém achei uma demasia. Britto ainda chegou a afirmar que os jornais “invadem a privcidade da gente”.
As informações publicadas pelo jornal O Globo foram captadas pelas lentes do fotógrafo Roberto Stuckert Filho, na última quarta-feira (22). Ampliadas, as fotos de Stuckert permitiram a leitura das telas dos computadores dos ministros.“
Leia mais aqui.
Franklin Martins
In Uncategorized on 2007, 23 Agosto at 7:05 pm“Por acaso só a TV pública corre risco de manipulação?”
A declaração faz parte da entrevista do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Franklin Martins, concedida ao jornalista Marcelo Tavarela, do Comunique-se, durante o Workshop de Programação para TV Pública, que ocorre até sexta-feira, 24, em Salvador. Acompanhe, a seguir, alguns trechos selecionados pelo Blog:
* “O principal [mecanismo para blindar a TV pública da influência política] será o conselho gestor. Ele garantirá que a TV pública mantenha-se fiel aos seus princípios. Não fiscalizará só o jornalismo, mas toda a atuação, como é feito na BBC, RTP…
* “Há o risco de manipulação política? Há. Sempre há. Todo governo quer que só sejam veiculadas informações positivas. Mas eu não entendo por que cobram isso da TV pública, mas não cobram das TVs comerciais. Por acaso só a TV pública corre risco de manipulação?“
* “Muita gente[joga contra a TV pública]. Acho que isso se deve, principalmente, pelo fato de nunca termos tido uma TV pública forte, como acontece em outros países. Muita gente não consegue entender o que é a TV pública. E, claro, sempre há aqueles das TVs comerciais que temem pela audiência.“
Leia a entrevista completa aqui. Para acompanhar ao vivo o Workshop de Programação para TV Pública, clique aqui.
Lobby
In Uncategorized on 2007, 23 Agosto at 5:49 pmO que (até agora) só o Renan viu
A jornalista Monica Bérgamo, colunista da Folha de S. Paulo, publica em sua coluna de hoje (exclusivo para assinantes) as primeiras fotos da jornalista Mônica Veloso, 39 anos, que posou para a revista Playboy, semana passada, no Rio de Janeiro. A Folha Online reproduz parte das informações.
Antes de se exibir para as lentes do fotógrafo J. R. Duran, Mônica malhou e fez regime. Para fazer as fotos, perdeu 3kg dos cerca de 60kg que pesava antes de fazer as fotos. O contrato é sigiloso. Etima-se que o cachê chegue a R$ 300 mil mais participação de venda em bancas.
Após o lançamento da Playboy, em outubro, ela planeja escrever um livro sobre Brasília. “Todo mundo pensa que meu livro tem dois capítulos: escândalo do Renan e historinha de amor que não deu certo. Nada disso. Vou contar coisas de Brasília que nunca foram publicadas”, promete.
Clique aqui para ver outras fotos de Mônica Veloso para a revista Playboy.
Cidadania
In Uncategorized on 2007, 22 Agosto at 3:49 pmFranklin Martins quer que TV pública aprofunde debate
De Marcelo Tavela, do Comunique-se:
“O painel “O Jornalismo na TV Pública”, parte da programação do Workshop de Programação para a TV Pública, realizado em Salvador (BA), tinha seu intuito explicitado no título. Mas começando com a formação da mesa – com um professor que é dirigente do PT e por um jornalista que faz aberta oposição à cobertura política no País pela grande mídia (e não há nenhum demérito nisso) – o debate acabou virando uma crítica ideológica à atuação dos grandes órgãos de imprensa.
Último a falar, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Franklin Martins, trouxe o debate de volta à questão central: “Não acho que o jornalismo na TV pública tem que ser diferente de qualquer outro lugar. Tem que ser bom jornalismo”.
Acompanhado por Paulo Henrique Amorim, pelo professor da UFBA e membro da executiva naciona do PT Emiliano José e pelo conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal, Carlos Fino, Franklin deu a sua definição de uma boa prática jornalística.
“O bom jornalismo começa, antes de mais nada, pela busca da isenção. Não há isenção, mas existe a busca dela. Em seguida, vem a busca dos fatos. Jornalismo não é só notícias, mas elas são o ponto de partida. Tem que se ouvir os dois lados. E ouvir bem, para absorver a profundidade e complexidade da notícia. Pode-se ter opinião? Pode. E deve-se interpretar a notícia, o que é pouco feito hoje no Brasil. Aí entra uma das coisas que é uma das funções da TV pública: ir além do fato e qualificar o debate”, afirmou.
Sua fala repercutia, em parte, uma colocação feita por Amorim. “Acho hoje que a contribuição que a TV pública pode trazer é a distinção entre o fato e a opinião. Sou obrigado a assistir todo dia na academia ao Bom Dia Brasil, e aquilo é uma mistureba só. O Murdoch não poderá escolher os editorialistas e os articulistas do Wall Street Journal”, exemplificou o âncora da Record, que citou como experiência em emissora pública os dois anos comandando o Conversa Afiada na TV Cultura.
Tensão redação-aquário
Seguindo a explanação, o ministro identificou o que ele definiu como tensão redação-aquário: “Os jornais não existem sem seus profissionais. Há a linha editorial, mas existe uma tensão entre o aquário, onde ficam os chefes, e a redação, que vai para a rua apurar. Tem que ter essa tensão, mas, quando ela é suplantada, o jornal capota. Vivemos um mau momento nesse quesito. O editor tem que lapidar o repórter, e não transformá-lo em um pau mandado”.
Carlos Fino, primeiro repórter a noticiar a invasão do Iraque em 2003, estava presente devido aos seus 30 anos de RTP, emissora pública portuguesa. Fino fez um panorama das TVs públicas na Europa, com sua criação no pós-guerra para garantir a unidade nacional e a democracia. Ele disse que hoje elas garantem precisão, pluralismo, liberdade de opinião e são fator de equilíbrio no mercado.
“Há uma frase de um ex-diretor do Channel Four que sintetiza bem: ‘A BBC obriga-nos a sermos honestos’. Quanto maior a independência política e econômica, melhor será o conteúdo levado ao cidadão. E, pelas práticas das TVs comerciais, mais a TV pública será necessária. Veja a TF1 na França, o domínio de Murdoch na Inglaterra e nem vou falar de Berlusconi na Itália”, exemplificou.
Franklin – que chamou Paulo Henrique de Fernando Henrique em um ato falho – finalizou a discussão com algumas das diretrizes que o jornalismo da TV Brasil seguirá. “Não fugiremos do hardnews. São os fatos do dia-a-dia que movem o jornalista e é o lado apaixonante da profissão. Sem isso, vai parecer senhoras fazendo crochê. E o governo será criticado. Tem que ter um jornalismo de princípios e plural e que aprofunde o debate público”, definiu.“
Leia aqui.
Artigo
In Uncategorized on 2007, 22 Agosto at 3:48 pmAutonomia em risco
na nova TV pública
De Diogo Moyses e João Brant, da Folha de S. Paulo:
“QUANDO O governo federal anunciou a intenção de construir uma rede pública de televisão, setores da sociedade logo se preocuparam em definir as diferenças fundamentais entre emissoras públicas e estatais.
Para ser de fato pública, a nova TV deveria ter gestão independente do governo, financiamento não contingenciável e uma programação que refletisse a diversidade da sociedade brasileira. Não cumpridas essas premissas, a nova instituição acabaria por se constituir como uma TV estatal ou governamental, mas não uma TV pública.
A apreensão de que tais princípios não fossem respeitados não nos impediu de apoiar a iniciativa. Afinal, é evidente a necessidade de instituir no país um autêntico sistema público de comunicação, autônomo e independente dos governos e do mercado.
Historicamente, o setor comercial de rádio e TV tem se mostrado incapaz de garantir o debate plural sobre as questões centrais para o Brasil. São inúmeros -e permanentes- os exemplos em que os interesses particulares dos donos da mídia se impõem ao interesse público, com resultados desastrosos para a democracia.
A polêmica “público X estatal” parecia ter sido dirimida com a realização do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas, em maio deste ano, quando governo, emissoras do campo público e organizações da sociedade civil assinaram a Carta de Brasília, documento que estabelecia diretrizes para a nova TV pública: deveria ser independente em relação ao governo federal, com autonomia para estabelecer sua programação e gerenciar seus recursos.
O conselho gestor da TV Brasil, explicitava o documento, deveria ser representativo da sociedade e, em sua composição, o governo não deveria ter maioria. Buscava-se, assim, afastar o risco de a emissora se tornar braço político do Executivo federal, qualquer que seja seu ocupante.
Nos últimos meses, prevaleceu a convicção de que o governo cumpriria o compromisso assumido e daria efetividade aos princípios pactuados.
De fato, alguns princípios parecem estar se concretizando. Será um avanço se o governo realmente adotar um modelo de rede horizontal e descentralizado. Também é positivo o incentivo à autonomia das emissoras estaduais em relação aos governos locais.
Entretanto, o que parecia consolidado -o caráter público da nova instituição- está sob risco. A proposta atual do governo contraria os princípios da Carta de Brasília ao estabelecer mecanismos de gestão vinculados direta e exclusivamente ao Executivo federal. Pela proposta, tanto o conselho gestor da TV (responsável por zelar pelas finalidades públicas da instituição) quanto a presidência da nova emissora seriam indicados pelo presidente da República, sem nenhuma necessidade de aprovação por órgão independente.
Ora, com um conselho de “personalidades” indicado pelo presidente, a TV perde sua autonomia e independência, com ameaça a seu caráter público. Não é a mera existência de um órgão gestor que confere à emissora esse caráter público. É preciso que ele seja plural e representativo, preservando a independência da instituição em relação ao governo. Além disso, é a própria sociedade quem deve escolher os seus representantes.
A idéia de um governo que indica, em nome da sociedade, quem a representa é paternalista e antidemocrática, independentemente de quem sejam esses indicados.
Alega o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) que representantes de instituições no conselho gestor da emissora tendem a defender interesses corporativos. A preocupação com a possível contaminação da instituição por interesses particulares é legítima, mas a solução proposta é a pior possível.
É certo que não deve haver no conselho vagas fixas para nenhuma instituição. O desafio é estabelecer mecanismos democráticos e participativos de indicação, seja por conferência, seja por eleição direta.
Esse modelo já é utilizado -e bem-sucedido- em estruturas como o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho das Cidades que, embora tenham atribuições distintas daquelas do conselho de gestão da nova TV pública, também têm a missão de representar o conjunto da sociedade.
A ousadia e a coragem que o governo teve ao propor a criação de uma nova rede de televisão devem permanecer na escolha de seu modelo de gestão. Neste momento de definições, é imprescindível zelar pelo caráter efetivamente público da futura instituição, para que nenhum governo, a qualquer tempo, possa utilizá-la como um instrumento político. Que assim seja, para o bem da ainda incipiente democracia brasileira.
DIOGO MOYSES, 28, graduado em comunicação social pela Escola de Comunicações e Artes da USP e mestrando em direitos humanos pela Faculdade de Direito da USP, e JOÃO BRANT, 28, graduado em comunicação social pela Escola de Comunicações e Artes da USP e mestre em políticas de comunicação pela London School of Economics and Political Sciense (Inglaterra), são coordenadores do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.“
Leia aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 22 Agosto at 1:17 amJornalismo da TV Brasil
ficará em Brasília
Por Marcelo Tavela, do Comunique-se:
“Se o Rio de Janeiro ficará com a sede administrativa, Brasília terá a chefia de jornalismo da TV Brasil. A informação, que já circulava informalmente, foi confirmada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, ao presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez.
“Assim como faz sentido que a sede administrativa e de programação seja no Rio, para manter uma distância do poder e pela tradição cultural da TVE, o jornalismo será aqui em Brasília, com a expertise do serviço da Radiobrás. Essa decisão só confirma a linha que a nova TV seguirá”, diz Garcez.
A fusão com a TVE ainda não mudou a rotina da empresa, mas em setembro a programação das duas emissoras deverá estar unificada. Um grupo de conteúdo, com representantes das duas TVs, discute a união das programações já há alguns meses. Outros três grupos debatem questões técnicas, jurídicas e de gestão.“
Leia mais aqui.
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 21 Agosto at 5:56 pmSenadores cancelam audiência sobre fusão TVA/Telefônica
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) cancelou a audiência pública que discutiria a operação de venda da TVA para o grupo Telefonica. A informação é do presidente da CCT, senador Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG). A audiência, requerida pelos senadores Salgado de Oliveira e Marcelo Crivella (PRB-RJ), estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira, 22.
Apesar do cancelamentoa, a CCT fará reunião no mesmo dia para deliberar sobre itens da pauta, a maioria deles referindo-se à concessão de outorga a emissoras de rádio e a permissão de funcionamento de rádios comunitárias.
As informações são da Agência de Notícias do Senado, que não informou qual o motivo do cancelamento.
Mensalão
In Uncategorized on 2007, 21 Agosto at 5:21 pmSTF: “Tentativa de antecipar voto é especulação gratuita”
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota à imprensa condenando as “especulações gratuitas” que alguns veículos têm feito em torno das votações do Inquérito 2245, mais conhecido como “mensalão”, no qual 40 parlamentares estão sendo investigados por suposto recebimento de propina em votações de processos. Leia, abaixo, a íntegra do texto:
“Nota à Imprensa
Diante de reportagens divulgadas na imprensa durante o último final de semana e na data de hoje, que tentam adiantar o entendimento de ministros desta Corte a respeito do Inquérito 2245, mais conhecido como “Mensalão”, o Supremo Tribunal Federal vem a público informar:
1. Os ministros do Supremo irão expressar seus votos sobre o Inquérito 2245 exclusivamente durante o julgamento agendado para os próximos dias 22, 23 e 24 de agosto. Trata-se de um inquérito complexo, razão pela qual o tribunal dedicará três sessões de julgamento para apreciar o recebimento ou rejeição da denúncia oferecida pelo Procurador-Geral da República.
2. A tentativa de antecipar o voto dos ministros é especulação gratuita, sem base em fatos reais. É não menos falsa a versão registrada nos jornais de que os ministros do STF teriam sido procurados por emissários do governo supostamente interessados em obter um prognóstico da decisão.
3. Ao longo de toda sua história, o Supremo Tribunal Federal tem se notabilizado pela independência de seus integrantes, cujas decisões são baseadas no livre convencimento a respeito dos fatos e na aplicação do direito.
Brasília, 20 de agosto de 2007.
Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal“
Luís Nassif
In Uncategorized on 2007, 21 Agosto at 4:02 pmJornalista critica Veja
Em artigo postado ontem, 20, em seu blog, o jornalista Luís Nassif criticou a revista Veja que, em reportagem de capa, na edição desta semana, aborda os grampos telefônicos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.
Intitulado “O ‘cozidão’ do grampo”, o texto condena a escolha do assunto, já noticiado há alguns meses em veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e CBN.
“A revista cometeu o que, no jargão jornalístico, chama-se de “cozidão” – cozinhar notícias velhas e dar aparência de novidade. Qual a razão? Não se sabe ao certo”, afirma Nassif.
“Uma capa de revista semanal é uma celebração. É tema relevante, quente, em que se colocam os melhores quadros para apurar os dados. Por isso mesmo, não faz sentido essa capa da Veja sobre os “grampos” no STF”.
O jornalista apresenta ainda links e trechos das matérias “cozidas” por Veja, e questiona a veracidade dos fatos apresentados.
“A única informação nova na capa da Veja era falsa, o próprio Ministro Marco Aurélio de Mello minimizou o incidente, mas a revista ocultou o fato. Olha o que escreveu: ‘No clima atual, Marco Aurélio pediu uma investigação. O caso foi investigado, mas a Polícia Federal – ela, de novo – concluiu que a mensagem era obra de estelionatários fazendo uma denúncia falsa’”.
Leia aqui a íntegra do post de Nassif.
Navalha
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 10:24 pmSete governadores e quatro senadores em apuros
De Ricardo Noblat, do Blog do Noblat:
“Correm no Tribunal Superior Eleitoral processos de pedidos de cassação contra sete governadores e quatro senadores, todos eleitos em 2006.
Eles têm o diploma contestado por acusações de abuso de autoridade e de poder econômico para compra de votos, propaganda irregular e uso indevido dos meios de comunicação.
A cassação foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral e por adversários políticos derrotados por eles.
A maioria dos recursos ainda está sendo analisada e não tem data prevista para ser julgada. Apenas dois pedidos já foram parar em plenário: os que envolvem o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e a senadora pelo Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini (DEM).“
Leia aqui a relação completa dos enforcados.
Faltou Pulso
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 10:05 pmRecord afrouxa proibição à aeroporto de Congonhas
Da Folha Online:
“Um mês após baixar uma norma proibindo seus funcionários de utilizar o aeroporto de Congonhas (zona sul de SP) em viagens de trabalho, a Record afrouxa a medida e deixa o aeroporto como “segunda opção”.
A partir de agora, pousos e decolagens do aeroporto de Congonhas estão liberados desde que haja aprovação prévia de superiores do canal.
A Record diz que ainda mantém a prioridade de uso do Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (Guarulhos).
“Estamos cientes que o processo de ranhura (“grooving”) na nova pista de Congonhas está em andamento. Que pousos e decolagens com a pista molhada serão monitorados pelas autoridades da aviação e, quando o nível d’água estiver acima do permitido, desviados para os Aeroportos de Guarulhos ou Viracopos”, se manifestou a emissora por meio de um comunicado.
A medida de proibir a utilização do aeroporto foi tomada, segundo a emissora, “por respeito às mais de 350 vidas que se foram em dois acidentes aéreos em menos de um ano”. Referindo-se ao acidente com o Airbus-A320 da TAM e ao do Boeing da Gol, em setembro do ano passado, que deixou 154 mortos.“
Leia aqui.
Ibope
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 9:45 pmSBT perde da Band; Rede caiu para 4º lugar à noite
De Keila Jimenez, do Estado de S. Paulo:
“Na semana que passou, o SBT lutou em alguns horários pelo terceiro, e não mais pelo segundo lugar em audiência na Grande São Paulo.
Por incrível que pareça, a rede de Silvio Santos, que já foi vice-líder absoluta em ibope, vem perdendo notoriamente espaço para a Record e, agora, para a Band.
Segundo dados do Ibope, entre os dias 13 e 16 de agosto, na faixa entre 18 e 21 horas, a Band alcançou média de 5,8 pontos, ante 5,1 pontos do SBT. A faixa em que a Band ultrapassou de fato a emissora de SS foi a das 18 h às 19h15, durante a exibição do Brasil Urgente e do Jornal da Band. No horário, a rede alcançou média de 6,3 pontos, ante 5 pontos do SBT, que exibia desenhos e Casos de Família.
Por mais que a Band tenha crescido em audiência, essa queda do SBT bate de frente com argumentos que davam conta de que a Record só estava conseguindo o segundo lugar por estar gastando fortunas com contratações, novelas e novos formatos. O SBT vem realmente errando a mão na programação.
Esta semana, com a volta de Silvio Santos de suas férias, a emissora deve ganhar novidades.“
Leia mais aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 9:35 pmProjeto de lei deve ser encaminhado em setembro
Do Portal Imprensa:
“O governo federal prevê para setembro o encaminhamento, ao Congresso, do projeto de lei que vai criar a TV pública. Segundo o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o modelo está praticamente fechado e deve ser o de uma “empresa estatal”, com recursos orçamentários próprios, autonomia de gastos e flexibilização para contratar profissionais pelo regime CLT.
Durante seminário no Palácio do Planalto, Martins minimizou o temor de que a emissora se torne um veículo de transmissão de informações que interessem exclusivamente ao governo federal, mas reconheceu a possibilidade de pressão do Executivo, apesar de garantir que a TV terá mecanismos para isentar-se dessa pressão. Entre esses mecanismos, estariam a inclusão das verbas orçamentárias da TV pública no Plano Plurianual (PPA) e a criação de um comitê de gestão, com uma diretoria executiva, envolvendo representantes da sociedade civil e do governo. Martins assegura ainda que a TV pública buscará patrocinadores e parceiros para suas iniciativas. As informações são do jornal Valor Econômico.
O mecanismo de atração para a TV Pública ainda não está definido, mas a idéia é utilizar a aplicação de incentivos fiscais, tendo como base a lei do audiovisual ou a Lei Rouanet. Outra fonte de receitas será a prestação de serviços ao governo.“
Leia aqui.
Blog do Mino
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 9:22 pmA toga, a venda e as escutas sem provas
“Ministro de Supremo Tribunal Federal, instância máxima da Justiça, trovejam contra suspeitas de grampo, ali mesmo, na “mais alta corte”. E por onde andem, quando tiram a beca. Ou não tiram? Pelo prazer que sinto acompanhar o gesto de vesti-la, sofrem, imagino, ao despi-la. Quatro deles lá estão, na capa da revista Veja desta semana, e voltam a aparecer nas páginas internas, juntamente com dois outros pares. O único que parece não ligar para a beca é Eros Grau, deixa-se fotografar sem ela. Já o ministro Celso de Mello diz que “a interceptação telefônica generalizada é indício e ensaio de uma política autoritária”. O grampo tem raízes fundas no Brasil, legal e ilegal. E é inegável que não soa correta a atuação de policiais e advogados que passam informações sobre grampos, e até gravações, a jornalistas disponíveis e, se possível, de larga audiência. Mas que dizer de ministros do STF, representantes supremos da deusa vendada, a se abalarem em pretensas denúncias, baseadas em suspeitas? E ao surgirem, graves e sombrios, na capa de Veja pretendem assustar os leitores da revista de maior tiragem, algo próximo de 4 milhões, provavelmente, segundo os cálculos dos mídias. Pretendem criar temores e inquietações, como se estivéssemos às vésperas de um terremoto. Baseados em suspeitas? Senhores juízes, cadê as provas? Coisa parecida aconteceria em um país civilizado e democrático, a viver um autêntico, indiscutível, Estado de Direito?“Leia aqui.
Venezuela
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 8:01 pmGoverno proíbe programas políticos em rádios comunitárias
Do Portal Imprensa:
“O governo venezuelano editou medida em que proíbe que as rádios comunitárias do país emitam programas de caráter político. A medida foi adotada pelo Ministério das Comunicações no dia 9 de agosto, em virtude de um decreto que suprime o “proselitismo” nestes meios, e permanecerá em vigor durante toda a campanha para as eleições municipais e departamentais, que ocorrem no dia 28 de outubro deste ano.
O comunicado, difundido pela ministra das Comunicações, Maria do Rosário Guerra, diz que as rádios comunitárias não deverão “incluir em sua programação intervenções de candidatos, nem debates políticos ou de programas sobre a atual campanha eleitoral”.“
Leia mais aqui.
Collor
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 7:46 pmDe licença e longe de Renan
De Ricardo Noblat, do Blog do Noblat:
“O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) se licenciará do cargo no meio desta semana. Assumirá a vaga dele seu primo e suplente Euclides Melo.
Collor não quer estar no Senado quando seus 80 pares tiverem que votar em plenário pela cassação ou absolvição de Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro.
Renan e Collor foram aliados no passado. Renan apoiou a eleição de Collor para presidente da República em 1989 – e foi líder do seu governo na Câmara dos Deputados.
Em 1990, candidato ao governo de Alagoas, contava com o apoio de Collor. De fato, Collor o apoiou – mas injetou uma grana maior na campanha do adversário dele, Geraldo Bulhões, eleito governador.
Dali a dois anos, ao ver Collor acuado por denúncias de corrupção que acabariam por derrubá-lo, Renan rompeu com ele. Concedeu à VEJA uma contundente entrevista chamando Collor de corrupto. Repetiu a acusação diante de uma CPI.
Manchete de primeira página do Jornal do Commercio, de Pernambuco, do dia 26 de junho de 1992: “Renan depõe e pede renúncia de Collor”.
Título menor embaixo da manchete: “Renan defende detector de mentiras para ele e Collor”.
Texto destacado: “Renan pede enquadramento do presidente em crime de responsabilidade por conveniência e omissão com o esquema PC, mas disse não ter provas documentais sobre o escândalo”.
Naquela época, Renan desprezava o valor de provas documentais para pedir a cassação do mandato do presidente da República.“
Leia aqui.
Guerrilha
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 7:18 pmEm blog, Dirceu critica imprensa
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, publica em seu blog, nesta segunda-feira, 20, artigo em que critica a imprensa. Segue:
“Resposta a algumas inverdades
Não consigo ficar sem dar respostas às matérias que a imprensa tem publicado a meu respeito. Apesar de não dar entrevistas nos últimos dias, por orientação de meu advogado, sou obrigado a responder e esclarecer determinadas matérias, como fiz em relação à do colunista Diogo Mainardi, da Veja. A mídia volta a publicar inverdades, como essa pérola de que dou “consultoria secreta”, como escreveu um jornalista da Folha. Todas as minhas consultorias estão declaradas no imposto de renda e não são públicas por uma generalizada e usual prática de confidencialidade, nada mais do que isso. As empresas exigem essa cláusula e, no meu caso, tem o agravante de que jornalistas que me pediam para divulgar os nomes das empresas foram os primeiros a pressionar essas empresas com uma publicidade negativa que beira a exigência de que não me contratem como consultor.
Outra inverdade é que faço lobby. Já respondi inúmeras vezes e até hoje não há nenhuma evidência, prova ou mesmo indício de que faço lobby, mas a cantilena continua. Na verdade, não querem permitir que eu exerça minha profissão de advogado e a atividade legítima de consultor. Querem me interditar, como na ditadura. Não bastou me afastar do governo e do PT e ainda cassar meu mandato. Agora não posso exercer minha profissão e ganhar a vida com a experiência que adquiri em 45 anos de trabalho, já que comecei com 15 anos de idade.“
Segue. Leia mais aqui.
Imagem
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 7:10 pmFolha Online estréia novo layout
Do Comunique-se:
“Mais espaço para as notícias e maior facilidade de navegação são as novidades lançadas pelo novo layout da Folha Online que estreou nesta segunda-feira. O projeto, do editor de arte da Folha Online, Marcelo Katsuki, demorou aproximadamente seis meses, mas o plano de mudar existe desde 2006 quando ocorreram alterações menores.
“O foco foi a navegabilidade, facilitar a vida do leitor e do internauta para que ele consiga acessar o maior número de notícias de maneira mais rápida”, explicou Ricardo Feltrin, editor-chefe da Folha Online. Agora, o site traz um banner no alto da página com link para os colunistas, e um destaque especial para as imagens. No espaço onde fica a foto principal será publicada uma galeria de fotos, que se alternarão automaticamente. As mudanças na versão virtual da Folha de S. Paulo foram ao ar pouco mais de um mês após o Estadão lançar seu novo portal.“
Leia mais aqui.
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 20 Agosto at 6:56 pmComissão do Senado discutirá venda da TVA para a Telefônica
De Silvia Gomide, da Agência Senado:
“A venda da TV a cabo TVA, do Grupo Abril, para a empresa espanhola Telefônica será discutida em audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), nesta quarta-feira (22), a partir das 9h. Foram convidados para debater o tema com os membros da CCT o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, e o conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior.
A audiência será realizada atendendo a requerimento dos senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), presidente da CCT, e Marcelo Crivella (PRB-RJ). Os dois senadores propuseram o debate depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, denunciou, em discurso no Plenário, que teria havido irregularidades na venda da TVA para a Telefônica, por cerca de R$ 900 milhões. De acordo com Renan, a operação seria contrária à legislação brasileira em vigor.“
Leia mais aqui.
Larry Rother
In Uncategorized on 2007, 19 Agosto at 6:56 pm“E fazer jornalismo é criticar”
Os trechos abaixo são da entrevista concedida por Larry Rother, ex-correspondente do New York Times no Brasil, aos jornalistas Flávio Pinheiro e Laura Greenhalgh, de O Estado de S. Paulo. Foram selecionados por Ricardo Noblat e estão postados no blog do jornalista. Rother foi autor da reportagem sobre o gosto de Lula por bebidas alcólicas publicada em março de 2004. Por causa dela quase foi expulso do país.
* “A relação com o PT sempre foi difícil para qualquer correspondente estrangeiro. Com o PFL, o PSDB, o PMDB não há a mesma veemência ao reagir às reportagens que saem no exterior. Mas, quando se trata do PT, a chiadeira é quase infantil“.
* “Durante a ditadura eu admirava a imprensa brasileira. Ali existia um jornalismo que era vocação, não só carreira. A morte de Vladimir Herzog foi algo que me marcou. O próprio Estado, ao publicar trechos de Os Lusíadas, para resistir à censura, foi algo tocante. Ali vi imprensa de qualidade. Jornalistas e empresas de comunicação até pagaram um preço alto por isso. Hoje em dia, as coisas são diferentes. Há jornalistas de gabarito, mas a imprensa brasileira navega num mar de mediocridade, com algumas ilhas de excelência“.
* “Governar é fazer coisas. E fazer jornalismo é criticar. A crítica é um elemento-chave na profissão. Não vou ao extremo do “si hay gobierno soy contra”, mas é papel da imprensa olhar os governos e dizer “aqui está errado”. Agora mesmo, o grave acidente aéreo de SP virou símbolo de uma crise maior. Quais as razões que levaram ao desastre em Congonhas? Não sabemos. Mas há uma crise maior, crise nos serviços, afinal, somos usuários, não há como negar. Então, por que dizer que a cobertura está exagerada? Quem não lembra das críticas ao apagão de energia, feitas pelo PT, no final do governo do FHC? Falta de planejamento, falta disso, falta daquilo. Era uma crítica perfeitamente compreensível. Lembremos de como Bush apanhou da imprensa americana depois do furacão Katrina. E mereceu apanhar! Ver aqueles velhos morrendo em frente do estádio foi terrível. Pois ver os corpos carbonizados em Congonhas produz o mesmo sentimento. O povo sabe julgar. E nós, na mídia, somos instrumentos dessa opinião pública que ora castiga, ora absolve“.
Leia a íntegra da entrevista aqui.
Kikito
In Uncategorized on 2007, 18 Agosto at 11:32 pmO que é isso, companheiro?
Elias Vidal Sobrinho invadiu o palco do 55° Festival de Cinema de Gramado, na noite deste sábado, 18, durante a entrega dos Kikitos, para protestar, mas foi contido. A platéia presente no teatro se pronunciou, pedindo que ele falasse, e vaiou os seguranças que o imobilizaram. Dizendo que há outros momentos para o manifestante falar que não a premiação, os apresentadores José Wilker e Júlia Lemmertz deram continuidade à cerimônia.
O filme “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais”, de Carlos Prates, levou o prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro; Paulo Caldas ganhou o Kikito de Melhor Diretor por “Deserto Feliz”; Gustavo Machado levou o prêmio de Melhor Ator por “Olho de Boi”; a Melhor Atriz foi Ingra Liberato, por “Valsa para Bruno Stein”. As informações são do ClicRBS.
Confira aqui a lista completa dos vencedores por categoria. Para acessar outras fotos da cerimônia de entrega dos Kikitos, clique aqui.
Atualizado às 00h41min – Segundo o portal Terra, Elias queria fazer uma crítica à prefeitura de Gramado. O manifestante alega ter feito o projeto do “caminho das estrelas”, uma espécie de calçada da fama montada na cidade, mas não recebeu crédito pelo serviço prestado.
Pelourinho
In Uncategorized on 2007, 18 Agosto at 11:25 pmRadialista é favorito à primeira sucessão pós-ACM na Bahia
De Luiz Francisco, da Folha de S. Paulo:
“A disputa pela Prefeitura de Salvador -primeira eleição na Bahia nos últimos 50 anos sem a presença de Antonio Carlos Magalhães- começa com uma novidade e uma “briga” interna no DEM, partido comandado com mão de ferro por ACM, morto no último dia 20.
Depois de perder para o PT uma hegemonia de 16 anos no governo estadual, o DEM agora quer recuperar terreno reconquistando a prefeitura mais importante entre as 417 da Bahia.
Os deputados federais Antonio Carlos Magalhães Neto e José Carlos Aleluia travam uma disputa interna. A maioria dos políticos ligados ao ex-governador Paulo Souto, que hoje domina o partido no Estado, prefere ver Aleluia candidato. [...]
A maior surpresa na sucessão municipal é o radialista Raimundo Varela (sem partido), presença diária na TV e no rádio baianos nas últimas três décadas. Popular entre os mais pobres sem nunca ter disputado uma eleição, Varela foi convidado pelo vice-presidente José Alencar para se filiar ao PRB no dia 14, em Salvador.
“Não sou candidato de ninguém, o povo está me colocando na história”, disse Varela, ao ser questionado sobre sua ligação com a TV Itapoan (Record), emissora da Igreja Universal. “Por que um radialista não pode ser prefeito de uma cidade importante como Salvador?”“
Assinante Folha, leia mais aqui.
Semanais
In Uncategorized on 2007, 18 Agosto at 6:13 pmTV Pública
In Uncategorized on 2007, 17 Agosto at 5:57 pmFranklin Martins confirma
Rio como sede da TV Brasil
De Marcelo Tavela, do Comunique-se:
“O Rio de Janeiro será a sede da TV Brasil. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Franklin Martins, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita à Vila Parapanamericana na sexta-feira (17/08). Perguntado sobre a nota da coluna de Ancelmo Gois em que Lula confirma o Rio de Janeiro como sede, Franklin comentou: “Quem sou eu para duvidar do presidente?”. [...]
O primeiro programa feito conjuntamente por TVE e Radiobrás tem data de estréia: o Edição Nacional de 10/09. Mas já na segunda-feira (20/08) a reunião de pauta será feita em conferência entre Rio, Brasília e São Paulo. A TV Brasil começa a ser transmitida na capital paulista, no dia 02/12 – o mesmo do início das transmissões digitais. As instalações em São Paulo estão sendo montadas com organização de Florestan Fernandes Filho, e devem acolher, futuramente, cerca de 100 profissionais.
Definida a sede e a fusão com a Radiobrás, os funcionários da TVE darão ênfase a questões organizacionais que já vinham sendo discutidas. A Acerp tem hoje 1200 funcionários, sendo 450 servidores e os demais, contratados. Além de garantir o emprego dos profissionais, os funcionários pedem que seja criado um banco de oportunidades, para que vagas abertas em outras praças sejam divulgadas internamente.
“Pedimos ambém igualdade de condições entre a TVE e Radiobrás, incluindo salários e benefícios equivalentes”, informa Neise Marçal, chefe de reportagem da TVE. “Enviamos ofícios para o ministro Franklin, para o [ministro do Planejamento] Paulo Bernardo e para a [Chefe da Casa Civil] Dilma Rousseff, que está desenvolvendo o modelo de gestão da TV Brasil. O Franklin considerou justo o nosso pedido”, completa.“
Leia mais aqui.
TV Pública
In Uncategorized on 2007, 17 Agosto at 5:41 pmLula indicará Conselho Gestor
Do Portal Imprensa:
“A nova TV pública brasileira será comandada por um conselho gestor formado por 15 ou 20 membros representantes da sociedade, com estabilidade nos cargos e indicados pelo presidente Lula. Este foi o formato que o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da presidência, Franklin Martins, apresentou durante a 20º edição do debate Fórum do Planalto, na tarde da última quinta-feira (16/08).
O conselho gestor será um dos responsáveis pela gestão participativa da sociedade na nova rede pública. Por esse motivo, segundo o ministro, ele não terá “representantes coorporativos”, como associações e sindicatos, evitando, desse modo, que o debate sobre a atuação da instituição pública não se restrinja a interesses de categorias.
Franklin Martins disse também que o presidente ainda não informou nomes ou áreas de profissionais de origem. Durante o Fórum Nacional de TVs Públicas, que discutiu metas para a consolidação de emissoras públicas no país e apresentou propostas ao governo, uma das recomendações aprovadas na Carta de Brasília foi a de que “as diretrizes de gestão, programação e fiscalização da TV pública devem ser atribuição de órgão colegiado deliberativo, representativo da sociedade, no qual o Estado e o governo não devem ter maioria”.“
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TV Pública
In Uncategorized on 2007, 17 Agosto at 5:39 pmFranklin Martins anuncia
criação da TV Brasil
Do Portal Imprensa
“O ministro Franklin Martins anunciou, nesta quinta-feira (16/08), que o governo irá enviar ao Congresso uma medida provisória ou um projeto de lei que institui a fusão da Radiobrás com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp)- que comanda a TVE Brasil e a Rádio MEC – criando uma nova empresa: a TV Brasil. O documento será enviado nos próximos dias.
O anúncio foi feito durante o 20º Fórum do Planalto, evento que se realiza periodicamente para debater a agenda do governo, políticas públicas e de gestão.
De acordo com o ministro, a TV deve ter o papel de estimular o espírito crítico das pessoas. “A lógica da TV pública procura tratar o espectador como cidadão, não como consumidor”, disse.
Durante o encontro, Franklin Martins também disse que, depois da criação da TV Brasil, o governo pretende criar um canal de televisão educativo.“
Leia mais aqui.
Suco de Laranja
In Uncategorized on 2007, 16 Agosto at 8:59 pmRadialista diz ter feito
contrato com Renan
De Leonardo Souza, da Folha de S. Paulo:
“O radialista França Moura, que apresenta em Maceió o programa Cidadania, disse ontem que foi convidado pelo senador Renan Calheiros para trabalhar na rádio “O Jornal”, que tinha como sócio Tito Uchôa, primo do senador.
Segundo a revista “Veja”, Uchôa é laranja de Renan em dois grupos de comunicação de Alagoas, o Sistema Costa Dourada de Radiodifusão e a JR Radiodifusão. “Fiz um contrato com o senador para trabalhar na rádio Manguaba”, disse. Rádio “O Jornal” era o nome fantasia da Manguaba.”
Assinante Folha, leia mais aqui.
Josias de Souza
In Uncategorized on 2007, 15 Agosto at 5:59 amFamosos reunidos pelo
‘Cansei’ já lotam uma van

“O “Cansei”, aquele movimento de combate ao “deixa-pra-laísmo” que infelicita a vida nacional, ainda não arrebatou multidões. Mas atraiu um grupo singular. Tem elenco para dois ou três vídeo clips. E já consegue encher uma van.
Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Regina Duarte e Ana Maria Braga emprestaram suas fisionomias à causa. Nesta terça-feira (14), outros “cansados” famosos puseram a cara na vitrine.
Em entrevista coletiva, aderiram à “canseira”: o cantor Agnaldo Rayol, a atriz Adriana Lessa, o ex-nadador Fernando Scherer e o ex-locutor esportivo Osmar Santos.
De início, imaginou-se que o “cansaço” do grupo era com Lula. Impressão reforçada pela presença inaugural de João Dória Jr., um ex-amealhador de fundos eleitorais do tucano Geraldo Alckmin.
Agora, tanto os proto-fatigados quanto os neo-entendiados empenham-se em exorcizar a inspiração política. “Não existe esta conotação no movimento, esta coisa política, dizer se o Lula está bom, se está mal, se está ruim. Isto cabe a cada um”, disse o neo-cansado Agnaldo Rayol.
“Nosso movimento não está vaiando ninguém, nosso movimento aplaude o Brasil”, ecoa o proto-cansado Luiz Flávio D’Urso, presidente da OAB-São Paulo, um dos precursores da cruzada anti-acomodação.
A despeito dos desmentidos, o Planalto e o petismo ainda enxergam no “Cansei” um quê de “elitismo” e “golpismo”. Bobagem, jura o doutor D’Durso. Ele dissocia o movimento da meia dúzia de passeatas que uns e outros andaram fazendo duas semanas atrás.
“Nós não queremos mostrar números para um movimento de mobilização de rua. Essa história de levar povo para a rua não é a nossa proposta. Nós queremos é fazer com que a força da sociedade articulada apresente propostas para o Brasil.”
Por ora, o ideário do “Cansei” é um amontoado de “nãos”. Não ao caos aéreo. Não à violência. Não às balas perdidas. Não à corrupção. Não a isso. Não àquilo. As “propostas para o Brasil” ainda não foram apresentadas.
O brasileiro, como se sabe, é um ser dotado de indulgência congênita. Mas às vezes o descalabro é tão escancarado que é mesmo impossível não reagir de algum modo. O problema do “Cansei” é que o movimento parece ter escolhido a pior forma de reação: a pantomima.
Ora, o grupo não é contra Lula nem se opõe a ninguém em particular. Diz estar de saco cheio de tudo o que não presta. Logo, logo incluirá na lista o câncer e o chope quente. Arrisca-se a gastar energia com uma indignação inconseqüente. Ou a coisa se organiza ou quem olhar de longe só vai enxergar dois tipos de heróis da resistência: os bobos e os cínicos.“
Leia este artigo aqui.
Eurovisão
In Uncategorized on 2007, 15 Agosto at 5:30 amPresidentes latino-americanos
‘descobrem’ a mídia, diz jornal
Do Berliner Zeitung, pela BBC:
“Em um artigo intitulado “Os governos da América Latina descobrem a mídia”, o jornal alemão Berliner Zeitung diz na sua edição desta terça-feira ser “compreensível” que governos da região, “principalmente de esquerda”, estejam fazendo uso intensivo da mídia para criar uma “alternativa aos tradicionais formadores de opinião”.
Segundo o jornal, os meios de comunicação no continente costumam pertencer a grandes grupos privados, e quando “o dono de um jornal possui uma fábrica de cimento, dificilmente os redatores irão desvendar pecados ambientais da indústria do cimento”.
O Berliner Zeitung diz que “a influência destes grupos cresceu ainda mais com a onda de privatizações nos anos 1990, levando a uma redução da participação estatal dentro da mídia e da qualidade das reportagens”.
O jornal cita a revista Veja, “a mais importante revista de notícias do Brasil”, que “pratica um jornalismo crítico e investigativo, mas é dirigida a um público branco de classe média”.
“Entretanto a metade dos 180 milhões de brasileiros é negra e pobre e quando se lê Veja, a impressão que fica é que esses brasileiros e seus problemas não existem”.
Entre os “impérios da mídia com grande poder” no continente citados pelo jornal estão as Organizações Globo, às quais “nenhum governo no Brasil ousou enfrentar”.
Como exemplo da reação dos governos de esquerda à predominância do setor privado na mídia, o jornal cita o anúncio recente de que o presidente do Equador, Rafael Correa, pretende transformar o falido jornal Telégrafo em um jornal estatal, e de que seu colega boliviano, Evo Morales, está criando a rede estatal Pátria Nova com 30 estações de rádio para, juntamente com a estatal Illimani, concorrer com as rádios privadas no país.“
Leia esta notícia aqui.
Apoio
In Uncategorized on 2007, 15 Agosto at 5:18 amElas cansaram

Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Regina Duarte e Ana Maria Braga somaram-se ao “Cansei”, campanha idealizada pela Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e que realiza um minuto de silêncio, na sexta-feira, 17, quando completa um mês do acidente com o Airbus 3054 da TAM.
Parte da mídia define o movimento como “golpista”; para os petistas, trata-se de manobra oposicionista articulada pelo PSDB. Há três semanas, Globo e Band se negaram a veicular anúncios publicitários do movimento em seus intervalos comerciais.
Pá, pum!
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 9:46 pmBlog do Noblat, 20h33min
“Lyra tem documentos para provar que foi sócio de Renan
O usineiro João Lyra, 75 anos, tem documentos que provam que ele e o senador Renan Calheiros foram sócios na compra de um jornal e de duas emissoras de rádios em Alagoas. Na próxima quinta-feira, quando for visitado em Maceió pelo corregedor do Senado Romeu Tuma (DEM-SP), Lyra lhe entregará os documentos. E apresentará uma lista de pelo menos 10 pessoas dispostas a testemunhar que a sociedade entre ele e Renan existiu.
Ao Jornal Nacional, ontem, Lyra sugeriu que não tinha documentos. Foi só para confundir Renan.“
Blog do Noblat, 21h43min
“Lyra joga a isca, Renan morde
Nunca misturei o público com o privado nem tenho negócios e patrimônio subterrâneos. Rádios, nunca possuí, formal ou informalmente. Nem muito menos mantive sociedade secreta com qualquer pessoa. Meu mais recente detrator, depois da fácil acusação, agora, egresso do anonimato, mostra sinais de fraqueza e recuo (leia mais).
O trecho acima faz parte do discurso lido hoje pelo presidente do Senado, Renan Calheiros do PMDB. É um tremendo tiro no pé, caso se faça provado que ele manteve sim uma sociedade secreta com o usineiro João Lyra na compra de duas rádios e um jornal em Alagoas.
Renan só teve a cara-de-pau de ir à tribuna do Senado negar a sociedade porque sentiu, como ele mesmo diz, “sinais de fraqueza e recuo” da parte do seu “mais recente detrator”, o agora “egresso do anonimato” João Lyra.
Até a semana passada, Renan se negava a responder com firmeza que não tinhas rádios e jornais em nome de terceiros. Mas, hoje, um Renan convicto garantiu: “Rádios, nunca possuí, formal ou informalmente. Nem muito menos mantive sociedade secreta com qualquer pessoa”.
O Renan convicto surge um dia depois da entrevista de Lyra exibida no Jornal Nacional. O usineiro sugeriu ao repórter da Globo que não tinha como provar a sociedade que afirma ter mantido entre 1997 e 2005 com Renan. Era um belefe.
Lyra, na verdade, jogou a isca. E Renan mordeu. Como noticiou o blog, Lyra agora mudou o discurso. Diz que tem provas e testemunhas da sociedade que manteve com o presidente do Senado.
Se restar provado que Renan mentiu hoje aos seu colegas, ficará configurado a quebra de decoro, e os senadores não terão outra alternativa a não ser cassá-lo. Quer dizer, isso se estivéssemos falando de um país sério.“
Na História
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 9:18 pmHá 15 anos…
Na noite de 14 de agosto de 1992, ia ao ar o último capítulo de “Anos Rebeldes”. Ambientada no Brasil da década de 1960, a minissérie, escrita por Gilberto Braga, retratou o romance de Maria Lúcia (Malu Mader) e João Alfredo (Cassio Gabus Mendes), jovens da classe média carioca, em paralelo à trajetória de um grupo de colegas do tradicional Colégio Pedro II. Como pano de fundo, o período entre 1964, quando se instala no país o violento regime da Ditadura, até 1979, altura em que a poílítica governamental terá já influenciado definitivamente os destinos daqueles que a ousaram enfrentar.
Entre os momentos marcantes, a cena da morte de Heloisa, personagem de Cláudia Abreu. Menina rica, filha do poderoso banqueiro Fábio Brito (José Wilker), que ajudou a financiar o Golpe Militar de 1964, ela adere à guerrilha armada.
“Anos Rebeldes” marcou época ao ser exibida no período em que o país mobilizava-se no processo que culminou no impeachmant do presidente Fernando Collor de Mello. Inspirados nos ‘rebeldes’ da TV, os jovens sairam às ruas de caras pintadas em protesto contra a corrupção que assolava o páis à época.
Exibida entre 14 de julho e 14 de agosto de 1992, em 16 capítulos, às 22h30min, na Rede Globo. Com direção de Dênis Carvalho.
Fonte: Teledramaturgia
Blog do Mino
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 8:48 pmUma coisa é a crítica,
outra é o golpismo
“João Ubaldo Ribeiro, em O Estado de S.Paulo de ontem, domingo, desqualifica “essa suspeita de golpismo”. O jornal, evidentemente, exulta, dá-lhe asas o aval da autoridade, da assinatura celebrada. O escritor refere-se às investidas da mídia nativa contra o governo, e afirma: “Não tem golpismo, tem é exercício do direito de crítica”. Não pretendo responder a João Ubaldo. Sustento, apenas, que uma coisa é a crítica, e outra é o golpismo. Sim, a crítica é direito de qualquer cidadão, assim como qualquer um tem o direito de professar suas crenças, agir conforme seus princípios e manifestar suas idéias. Eu sou bastante critico do governo, embora exposto a pecha diuturna de apaniguado do presidente Lula. Pecha? Pois é. E eu, não teria direito de achar bom o que outros dizem mal? Tenho, mas estou longe de entender que o governo se sai bem. CartaCapital apoiou a candidatura Lula em 2002 e 2006 por considerá-la melhor do que outras, e não deixou de apresentar as razões da escolha. Discordamos, porém, e irredutivelmente, da política econômica do governo. Condenamos a ambigüidade governista em relação aos transgênicos e a omissão de longos meses no que diz respeito ao apagão aéreo. Lamentamos a demissão de Waldir Pires do ministério da Defesa e fustigamos a vergonhosa retirada diante das pressões da Globo no caso da classificação indicativas dos programas de tevê. E desabridamente desconfiamos da ação de alguns ministros, como Helio Costa e Nelson Jobim, sem falar de Mangabeira Unger, empregado de Daniel Dantas. E não temos duvidas quanto ao fato de que o governo deveria abandonar ao seu destino o senador Renan Calheiros. E por aí afora. Isto, porém, é crítica, procedente ou não. Golpismo é outra coisa, é a sanha de precipitar uma crise, de qualquer proporção. Do irmão Vavá ao desastre da TAM. Sem hesitações ao testar hipóteses, conforme as lições do diretor da Rede Globo, Ali Kamel. Quer dizer, o golpista arrisca-se impávido à acusação falsa, quando não omite a verdade factual. Ou mente. E isto, a se considerar o País, sua zelite (como diz João Ubaldo Ribeiro) e suas tradições, é golpismo. Sinto muito, não existe palavra mais precisa. No finalmente, não perderei muito tempo para comentar o tom usado por editorialistas e colunistas ao encararem o presidente da República. É do conhecimento até do mundo mineral que o enxergam a trafegar entre a ignorância crassa e a megalomania crônica. Digo apenas que, aqui, adentramos ao gramado da ofensa grosseira, nascida do preconceito e adubada pelo ódio de classe.“
Leia mais aqui.
Para ecerrar FHC
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 8:46 pmAgora, veja a matéria da Folha de S. Paulo (exclusivo para assinantes) publicada nesta terça-feira, 14:
PSDB busca fórmula para melhorar a comunicação
Partido conclui que divulga mal “realizações tucanas”
De Valdo Cruz, enviado especial a Belo Horizonte, e Paulo Peixoto, da Agência Folha em Belo Horizonte
“Reunida ontem num seminário em Belo Horizonte, a cúpula nacional do PSDB concluiu que o partido se comunica muito mal com a população. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a propor que o partido precisa mudar o bico do tucano, símbolo da legenda, pelo do sabiá. Motivo: cantar as realizações tucanas e, com isso, reconquistar o apoio da sociedade e voltar à Presidência.
Coube ao ex-presidente FHC fazer o discurso final e dar o tom do que o partido considera chave para recuperar o Planalto: insistir na tecla de que o governo petista falha na gestão e que os tucanos são mais capazes nessa área, mas não conseguem divulgar suas realizações.
“Vou fazer uma proposta um pouco estranha. Estava olhando o nosso tucano. Vamos mudar o bico dele e botar um de sabiá, porque o que nós precisamos é cantar os nossos feitos”, disse, arrancando aplausos.
Esse foi um enfoque de um seminário que teve como tema “Um novo modelo de gestão para o Brasil”, o segundo de uma série que os tucanos vão realizar para promover uma mudança no programa do partido.
Durante a última campanha presidencial, FHC criticou internamente no partido o fato de o então candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, não ter defendido realizações de seu governo, como a privatização do sistema Telebrás.
Em sua avaliação, os tucanos precisam defender “com vigor” seus projetos, como a estabilidade da economia, que na visão da sociedade seria hoje uma conquista dos petistas: “Nós contamos pouco o que fizemos. A estabilidade foi feita pelo PSDB, com a oposição do PT”.
FHC disse que “a economia vai bem, mas o governo vai mal”. Nesse ponto ele arrancou novamente aplausos ao dizer que “nós temos de mostrar a nossa cara, porque nós somos capazes de fazer e somos melhores que os outros”.
Prosseguiu dando estocadas em Lula, sem citá-lo: “Somos melhores, e não importa que digam que somos arrogantes, porque não somos. Arrogantes é quem não sabe nada de nada e diariamente nos empurra mentira, fingindo que fazendo coisa que não está fazendo”.“
FHC, o "pessimista"
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 8:03 pmFHC: “No Brasil, tudo fracassou”
Do Conversa Afiada:
“. Reproduzimos a seguir alguns trechos da reportagem de João Moreira Salles sobre e com Fernando Henrique Cardoso, publicada na revista Piauí de agosto.
. O Conversa Afiada considera estarrecedoras algumas das declarações desse ex-presidente do Brasil.
. E encaminhou essas declarações ao presidente do PSDB, a dois candidatos do PSDB à Presidência da República (José Serra e Aécio Neves), a um ex-candidato do PSDB à Presidência (Geraldo Alckmin) e às lideranças do PSDB na Câmara e no Senado com a seguinte pergunta: o senhor concorda com essas afirmações do Presidente de Honra de seu partido, e que se diz “a única oposição” ?
Veja os melhores momentos de FHC, o Farol de Alexandria na Piauí:
“Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí. A saúde melhorou, a educação melhorou e aos poucos a infra-estrutura se acertará. Mas não vai haver nenhum espetáculo de crescimento, nada que se compare à China ou à Índia. Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo.”
“Quais são as instituições que dão coesão à sociedade ? Família, religião, partido, escola. No Brasil, tudo isso fracassou.”
“No meu governo universalizamos o acesso à escola, mas para quê ? O que se ensina ali é um desastre.”
“A única coisa que organiza o Brasil hoje é o mercado. E isso é um desastre.”
“A parada de 7 de setembro é uma palhaçada.”
“Parada militar no Brasil é pobre pra burro. Brasileiro não sabe marchar. Eles sambam … A cada bandeira de regimento a gente tinha que levantar, era um senta levanta infindável. Em setembro venta muito em Brasília e o cabelo fica ao contrário.”
“Os americanos têm os founding fathers … A França tem os ideais da Revolução. Eu disse para os homens de imaginação, para o Nizan Guanaes: olha, a imaginação do povo é igual à estrutura do mito do Lévi-Strauss, ou seja, é binária: existem o bem e o mal. Eu fui eleito Presidente da República porque fiz o bem – no caso, o real. O real já está aí, eu disse. Chega uma hora em que a força dele acaba. O que vamos oferecer no lugar ? Ninguém soube me dar essa resposta. Eu também não soube encontrá-la.”
“Essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação.”
“O problema do Brasil não é nem o esfacelamento do Estado. É algo anterior: é a falta de cultura cívica.”
“Como eu ia dizendo, é bom ser brasileiro: ninguém dá bola.”
(Ao sobrevoar Little Rock, no Arkansas, terra de Bill Clinton) “Parece o Mato Grosso …” disse com um muxoxo.
(No aeroporto, ao sair da sala de espera dos viajantes de classe “econômica” e se dirigir para a sala reservada aos da classe “executiva”) “E eu sofrendo no meio do povo à toa.”
“Não acredito que o Lula tenha práticas de enriquecimento pessoal… O que há é que ele é um pouco leniente.”
“Já o Lula é o Macunaíma, o brasileiro sem caráter, que se acomoda.”
“O que houve não foi uma ruptura epistemológica no meu projeto intelectual, mas uma ruptura ontológica do mundo… No final da década de 80, não estávamos mais enfrentando teorias, mas a realidade. Olhamos o que existia e estava tudo em pedaços. Estávamos falidos. Fomos forçados a privatizar, não havia outro jeito.”
“Sou mesmo a única oposição, mas estou me lixando para o que o Lula faz. O problema é a continuidade do que foi feito.”
“ … no Governo Sarney. Foi quando começou o loteamento dos cargos … Com o PMDB, o que se loteou foi a máquina do Estado: ministérios, hospitais, todo tipo de órgão, até o mais insignificante, tudo. O Estado desapareceu, virou patrimônio dos políticos.”
. (Num discurso no Clube de Madri, de ex-presidentes) Passa então a rechear sua fala com a “coesão mecânica” e a “coesão orgânica de Durkheim (mais tarde no táxi: “é o bê-á-bá da sociologia. Olhei em volta, vi que não tinha nenhum sociólogo e mandei ver.”).
“Fiquei cliente do Harry Walker, o mesmo agente do Clinton. Em média me oferecem 40 mil dólares (por palestra); ele fica com 20%… Em Praga, uma vez, como éramos um grupo de palestrantes, não cheguei a falar nem vinte minutos – pagaram 60 mil dólares. O Clinton chega a ganhar 150 mil.” “Em restaurantes em Buenos Aires sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então eles me adoram.”! A neta Julia, de 18 anos, balança a cabeça: “Como é que ele diz essas barbaridades …”“
O FHC da "Indústria"
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 8:02 pmAo PSDB, Lula preferiu se aliar com o atraso, acusa FHC
Do Blog do Noblat:
“A edição número 78 da revista Indústria Brasileira, editada mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria, começa a circular hoje com uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concedida aos jornalistas Paulo Silva Pinto e Iris Campos.
Algumas das coisas que disse FHC:
* Eu não sou a favor da privatização. É uma questão prática. Se nós não tivéssemos privatizado a telefonia, o Brasil não teria entrado na Era da Internet.
* Acho que o presidente Lula deveria ter tido a grandeza, depois da transição pacífica que fizemos, de dizer para nós do PSDB: “Vamos trabalhar juntos para mudar o Brasil”.
* Eu acreditava [que Lula faria o convite ao PSDB]. Mas, na verdade, Lula resolveu fazer o contrário: alianças com os setores mais atrasados do Congresso.
* Em 2001, vivemos a crise energética, essa de responsabilidade do governo. Em 2002, a crise é do Lula.
* O fato é que, em 1999, superamos a crise [depois da desvalorização do real] em quatro meses, para nossa surpresa e de todo mundo.
* (Sobre se ele achava que resolveria a crise que levou à desvalorização do real) Não, achava que estava tudo liquidado.
* Se tivesse mudado o câmbio com o Gustavo Franco, em janeiro de 1999, seria uma coisa. Sem o Gustavo, deu no que deu, porque foi feito pelo Chico Lopes. Mas o Gustavo se recusou a fazer.
* Acho que o meu governo rompeu [com a era Vargas]. Não é que acabei com a Era Vargas. O Brasil acabou com ela, se modernizou. (…) Getúlio era um homem inteligente. Se tivesse aqui, estaria ajudando o Brasil a se globalizar.
Indústria Brasileira – O presidente Lula é muito criticado pelo que fala. Mas o senhor também foi, em alguns momentos, como aquele em que chamou aposentados de vagabundos?
FHC – Eu falei que tinha aposentadorias enormes e continuava trabalhando. Houve uma versão política, como se estivesse falando de todos aposentados. O Lula não precisa deturpar, basta botar ipsis litteris o que diz. Mas ele tem capacidade de comunicação.“
FHC, o "ex"
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 7:40 pmDois em um
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reaparece este mês em duas publicações à quem concede entrevistas exclusivas: Revista da Indústria Brasileira, editada pela Confederação Nacional da Inústria, e Piauí, do Grupo Abril. Nelas, relatos sobre o Brasil, seu governo e o atual, do presidente Lula da Silva. Em cada uma delas, no entanto, vê-se dois FHCs.
O primeiro, transcrito por Ricardo Noblat, em seu blog, nesta terça-feira, mostra um Fernando Henrique um tanto quanto diplomático, mas agressivo na medida certa, como nos velhos tempos. O segundo, compilado nas Máximas e Mínimas de Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada de ontem, 13, apresenta um FHC bonachão mas pessimista, despreocupado e incompreendido até mesmo pela neta, Júlia, de 18 anos.
Leia você mesmo, nos posts acima, e tire suas próprias conclusões.
Registro
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 6:48 pmHumm… Será?

Do marqueteiro – e “cérebro” – de Gerge W. Bush, Karl Rove, que ontem, 12, deixou o governo, após dez anos de trabalhos prestados ao presidente norte-americano:
“Os democratas elegerão um candidato inviável; as pesquisas de avaliação de Bush melhorarão e o Iraque sairá da categoria de tragédia nos próximos meses. Os legados de Bush como a doutrina do ataque preventivo e a política antiterrorista estão destinados a seguir por muitas administrações mais.“
Concessões
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 5:48 pmEmissoras de Rádio e TV terão 60 dias para se recadastrar
Do Portal Imprensa:
“Em portaria publicada no Diário Oficial da União, o Ministério [das Comunicações] dá 60 dias para que emissoras de rádio e TV se recadastrem e informem dados da composição acionária e de seus diretores – a nova medida deve atingir cerca de 5 mil emissoras, entre geradoras de TV e rádios AM e FM, de ondas curtas e tropicais e pretende formar um banco de dados atualizado sobre a radiodifusão.
Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, a assessoria de imprensa do ministério negou que a medida tenha qualquer relação com as acusações em torno de Renan Calheiros e afirma que o processo de recadastramento faz parte da modernização do setor, que começou há alguns meses.“
Cuba
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 5:45 pmCaros Amigos anuncia novo colunista: Fidel Castro
Do Comunique-se:
“Por meio de uma amiga da redação da revista Caros Amigos que vive em Cuba, o contato com o presidente do país não foi difícil. Além de aceitar que os textos que escreve periodicamente nos jornais cubanos fossem publicados na revista brasileira, Fidel autorizou ser considerado colunista do veículo.
“Fidel Castro resolveu escrever. De pouco tempo para cá, passou a pôr no papel e na imprensa cubana o que chamou de Reflexões, abordando os mais variados temas. Vendo isso, resolvemos fazer uma consulta a Cuba: Caros Amigos seria autorizada a publicar um texto de Fidel mensalmente, incluindo-o entre seus colunistas? A resposta foi positiva, e eis aí uma nova estréia a comemorar”, diz o editorial da publicação do mês de agosto.
Nessa primeira coluna, Fidel fala sobre os atletas que desertaram no Pan. A Caros Amigos não quis comentar como seria o fato do presidente de um país visto como cerceador da liberdade de imprensa escrever para a revista.“
Danos Morais III
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 5:41 pmGlobo é condenada a pagar
R$ 350 mil a desembargador
Do Portal Imprensa:
“A TV Globo e a empresa Infoglobo -que publica o jornal O Globo – foram condenadas pelo Superior Tribunal de Justiça a pagar R$ 350 mil de indenização por danos morais ao desembargador Eduardo Mayr, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por veicular matérias jornalísticas que teriam “atingido a honra da família”.
Segundo a assessoria do STJ, a defesa do desembargador afirmou que as Organizações Globo, contrariadas com uma derrota sofrida em ação de indenização movida contra a Infobglobo, tentaram se vingar de Mayr, promovendo contra ele “intensa campanha de desmoralização e descrédito”.“
Leia mais aqui.
Danos Morais II
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 5:36 pmCorreio do Povo condenado a pagar R$ 76 mil em indenização
Do Portal Imprensa:
“A 18ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre condenou o jornal Correio do Povo a pagar R$ 76 mil de indenização por danos morais para José Fernando Cirne Lima Eichenberg, já falecido, representado em juízo por seus sucessores. Segundo entendimento da justiça, o nome de uma pessoa não pode ser usado em publicações que a exponham à depreciação pública, mesmo que não haja intenção difamatória.
Sob o título de “Fábrica de Dinheiro”, a matéria veiculada no jornal Correio do Povo, no dia 8 de agosto de 1997, reproduzia texto do Correio Braziliense e falava a respeito da terceirização de algumas atividades do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com o juiz Régis de Oliveira Montenegro Barbosa, o conteúdo do texto teria sido elaborado com o objetivo de fazer crer que o autor estava envolvido em uma conspiração para fraudar licitação no Detran.“
Leia mais aqui.
Danos Morais I
In Uncategorized on 2007, 14 Agosto at 5:33 pmGoogle Brasil é condenado a extinguir comunidade no Orkut
Do Portal Imprensa:
“O Google Brasil foi condenado a tirar do ar uma comunidade do site de relacionamentos Orkut, por conter notícias apelativas e que denegriam a honra de uma jovem. Caso a comunidade não seja extinta, a empresa terá de pagar R$ 5 mil de multa por dia à garota.“
Leia mais aqui.
Convergência
In Uncategorized on 2007, 13 Agosto at 6:18 pmTV digital mudará maneira
de medir ibope no Brasil
De Diógenes Muniz, editor-assistente de Ilustrada da Folha Online:
“A TV digital transformará a maneira de medir audiência televisiva. O próprio faturamento publicitário das atrações sofrerá mudanças. Projeções com públicos restritos apontam quem ganhará telespectadores (séries e novelas) e quem perderá (telejornais) por conta da digitalização dos canais.
O Ibope está desenvolvendo um aparelho para descobrir não apenas a emissora sintonizada, como faz hoje, mas também o conteúdo digital que está sendo consumido seja qual for a grade de programação. Isso porque a TV digital chega com a promessa de, assim como nos EUA, oferecer autoprogramação, na qual o usuário pode escolher a hora em que verá determinado programa.
“A TV digital cria uma alternativa para o telespectador. Haverá, sim, aumentos e quedas de audiência. É natural que aconteça”, diz Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia.“
Leia mais aqui.
Dívida
In Uncategorized on 2007, 13 Agosto at 6:10 pmO que vem por aí
De Ricardo Perrone, na Folha de S. Paulo de hoje, 13:
“No ar. Contadores a serviço de vereadores do Rio estranharam a prestação de contas da prefeitura sobre o Pan, no “Diário Oficial”. Um dos motivos é o fato de o município dever dinheiro ao Co-Rio pelos direitos de transmissão de TV. São R$ 32,8 milhões.
Operação. O prefeito Cesar Maia afirma que abriu mão de receber o dinheiro da TV em favor do Co-Rio. Em troca, o comitê organizador do Pan bancou outras despesas.“
Assinante Folha, leia mais aqui.
Fernado Rodrigues
In Uncategorized on 2007, 13 Agosto at 5:53 pmAté breve
““Numa capital onde havia mais jornalistas -cerca de 1.400- do que congressistas e onde os colunistas podem ficar no poder durante décadas, enquanto os políticos vêm e vão, há um desejo compreensível de parte dos políticos de cooperar com a imprensa, lisonjeá-la e, se possível, confundir com confidências os jornalistas mais importantes ou críticos. Contudo, um dos resultados da cooperação íntima entre a imprensa e o governo é que acabam, freqüentemente, protegendo os interesses um do outro, e não os do público que supostamente representam”. Essa descrição precisa não se refere a Brasília, mas a Washington.
Está em “O Reino e Poder”, livro seminal de Gay Talese sobre a história do “New York Times”.
Estou em Brasília há 11 anos. Já há mais congressistas a quem chamo pelo prenome do que aqueles aos quais ainda me dirijo usando o tratamento correto -”senhor deputado” e “senhor senador”. Não creio defender os interesses dos políticos mais do que os do público.
Mas observo o fenômeno com inquietante freqüência na fauna local. Brasília é uma cidade pequena.
Propícia à promiscuidade. O Distrito Federal passou dos 2,1 milhões de habitantes. Mas o Plano Piloto, onde circulam os políticos e os “cognoscenti” da capital, tem menos de 500 mil pessoas. Tropeça-se em fontes por aqui.
As notícias se relativizam. Tenho a impressão de que tudo o que escrevo já escrevi antes. Pergunto-me hoje, uma década de Planalto nas costas, quanta coisa tem passado pela minha frente sem ter sido tratada com a devida atenção.
O pesadelo da acomodação provoca calafrios. Um período de “aggiornamento” é desejável. A Folha me dá esse privilégio pelos próximos 12 meses. Estarei em Harvard, nos EUA, com uma “fellowship” da Fundação Nieman. Volto antes das eleições de 2008. Até breve.“
Assinante Folha, leia aqui.
Suco de Laranjas
In Uncategorized on 2007, 11 Agosto at 9:12 pmPelo menos 1/3
do Senado tem rádios
De Leandro Mazzini, do Jornal do Brasil:
“O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, tem companhia de sobra na Casa no clube dos que são donos de rádios e TVs. Nenhum dos senadores ainda prontificou-se a criticar o suposto uso de laranjas pelo alagoano para comprar emissoras no reduto eleitoral porque o tema acaba por se tornar um potencial telhado de vidro para muitos. Pelo menos um terço dos 81 senadores é dono de emissoras, conforme levantamento feito ano passado, depois das eleições, pela Agência Repórter Social com base em dados dos tribunais regionais eleitorais e do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom).
Curiosamente, depois que a nova denúncia contra Renan surgiu, a maioria dos senadores proprietários de emissoras ou submergiu, ou fugiu do tema esta semana.“
Leia mais aqui.
Semanais
In Uncategorized on 2007, 11 Agosto at 7:17 pmRuy Castro
In Uncategorized on 2007, 11 Agosto at 7:08 pmDa Folha de S. Paulo de hoje, 11 (exclusivo para assinantes):
“Num dos maiores filmes de Billy Wilder, “A Montanha dos Sete Abutres”, de 1951, Kirk Douglas interpreta um repórter no desvio que descobre uma história capaz de fazê-lo voltar à grande imprensa.
Um homem é vítima de soterramento em uma mina no Novo México. Está vivo, mas precisa ser retirado depressa. Douglas começa a mandar matéria para seu ex-editor em Nova York e faz do caso um assunto nacional. Os outros jornais correm atrás, os cinejornais, rádios e TVs aderem e, de repente, arma-se em torno do soterrado um mafuá com roda gigante, turistas, camelôs, vendedores de souvenirs e bancas de cachorro-quente.
Douglas, que tem acesso exclusivo ao homem por um buraco na mina, quer mantê-lo soterrado -e vivo- pelo maior tempo possível. Mas calcula mal o timing e o homem morre: o circo vai embora. Jornalistas, ambulantes, turistas e oportunistas, some todo mundo.
Algo do gênero aconteceu no caso da inglesa Madeleine, de 4 anos, desaparecida num balneário de Portugal em maio último. Os repórteres, fotógrafos e câmeras britânicos chegaram logo no segundo dia, às centenas, e acamparam em frente à casa dos pais da menina, num cerco full-time. Por acaso, eu estava em Lisboa e acompanhei.
Foi um massacre. As TVs inglesas davam a história dia e noite. Até o papa entrou na roda. Uma repórter parecia a porta-voz oficial do casal, que, aliás, só falava com a imprensa britânica. Mas não havia notícias. O circo durou duas semanas, até Londres decidir que o caso esfriara e chamar seu pessoal de volta. Em minutos, a mídia inglesa evaporou-se da cena e ficou apenas a esnobada imprensa portuguesa.
Agora, graças a esta, surgiu uma notícia: Madeleine estaria morta desde o início. Voltam os ingleses e recomeçam o cerco e o circo.“
Puxão de Orelha
In Uncategorized on 2007, 11 Agosto at 6:34 pmIrritado, Lula diz que imprensa mentiu ao atribuir criticas à FHC
De Letícia Sander, da Folha de S. Paulo:
“Irritado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que quer comparar o “Lula com o Lula” e evitou citar o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na véspera, em evento na Jamaica, ele criticou a política de etanol no Brasil em governos anteriores – uma crítica indireta ao seu antecessor, que ficou 8 anos no poder.
Ontem, no Panamá, ao ser questionado sobre a declaração, reagiu. “A palavra correta é: mentiu quem disse que eu citei o nome do Fernando Henrique Cardoso ontem na entrevista. Eu citei períodos (…) Eu poderia ter pegado o Geisel, poderia ter pegado o Collor, poderia ter pegado o Itamar, poderia ter pego o Sarney”, afirmou.
“Ontem, eu contei uma história de como aconteceu a política de etanol no Brasil. Se alguém mentiu, que arque com as conseqüências da sua mentira. Não está na minha boca o nome de nenhum Presidente da República, não citei nenhum nome”, continuou, em entrevista a jornalistas, no dia de encerramento de sua visita à região.“
Leia mais aqui (exclusivo para assinantes Folha).
Josias de Souza
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 11:09 pmRenan articula abertura
de CPI contra Editora Abril
“A estratégia de transformar a Editora Abril em alvo, inaugurada por Renan Calheiros (PMDB-AL) nesta quinta-feira (9), será exacerbada nos próximos dias. O presidente do Senado informou a integrantes de sua milícia parlamentar que articula com deputados do PMDB a abertura, na Câmara, de uma CPI para investigar a venda da emissora TVA para a Telefónica.
Renan acha que será protagonista de novas reportagens de Veja, editada pela Abril. Disse a aliados ter sido informado de que uma equipe da revista encontra-se em Alagoas, escarafunchando-lhe os negócios. Ao abrir guerra contra a publicação, imagina que as novas acusações serão vistas não como peças jornalísticas, mas como frutos de uma suposta retaliação.“
Leia mais aqui.
Guinada
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 9:37 pmEm editorial, Carta Maior anuncia novo perfil
A Agência Carta Maior anunciou hoje, 10, em editorial publicado no site do grupo, a adoção de um novo perfil. “Queremos aprofundar o debate sobre o socialismo como exigência da democracia e do impedimento da ação predatória do capitalismo desgovernado em que vivemos.”, diz o texto, assinado pelo editor chefe da Agência, Flávio Aguiar, e pelo diretor presidente, Joaquim Palhares.
A agência nega que esteja para fechar, como especulou-se após crise, no início deste ano. Dos 20 jornalistas que integravam o grupo em janeiro, 18 desligaram-se da empresa este ano, oito deles apenas nesta semana. “A Carta Maior não está para fechar, nem agora nem no futuro próximo. Mas estamos assumindo um novo perfil. É uma decisão difícil, que exige ajustes e um tempo de maturação”, afirma o editorial.
Leia a íntegra da nota:
“Editorial – Carta Maior
Queremos deixar claro que a Carta Maior não está para fechar, nem agora nem no futuro próximo. Mas é verdade que estamos para assumir um novo perfil. É uma decisão sempre difícil, pois exige ajustes e um certo tempo para se passar da proposta à realização. Por isso a renovação da página, nestes dias, tornou-se mais lenta do que o habitual.
No começo do ano, durante a crise que, ela sim, quase nos levou ao fechamento, elaboramos um Decálogo de Princípios para nortear nosso trabalho, ao qual permanecemos fiéis.
Em resumo, ele situa a sobrevivência da humanidade e do planeta tal como o conhecemos, dentro de um imperativo de transformações sociais, de produção e de consumo, que exigem um debate político ampliado e urgente.
Estamos dando passos na direção de ampliar na Carta Maior o espaço deste debate de idéias e propostas para as transformações urgentes que nossas sociedades demandam no sentido de se adequarem ao reclamo de desenvolvimento sustentável, que preserve a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, amplie o seu alcance como um direito inalienável do exercício da cidadania.
Para nós, da Carta Maior, isso implica retomar a discussão do socialismo como exigência da democracia e do impedimento da ação predatória do capitalismo desgovernado em que vivemos, quanto à preservação da vida como bem comum e da liberdade como direito coletivo e até como exercício individual, exceto para os seus privilegiados. Para nós o socialismo é uma exigência da democracia e vice-versa, ao contrário do que já se apregoou no passado, com conseqüências danosas para ambos, socialismo e democracia.
Queremos aprofundar esse debate na Carta Maior, aumentando o espaço para artigos de reflexão, análise e propostas, com o modo plural e voltado para as lutas sociais da sociedade brasileira, latino-americana e de todas onde viceje a luta por justiça social e liberdade.
Haverá, portanto, mais espaço para artigos de opinião (ou opiniões) na página da Carta Maior. Continuaremos com nossos debates de temas da atualidade, inclusive com transmissão direta pela TV Carta Maior, onde couber. Continuaremos nos propondo a cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e seus correlatos e desdobramentos. Mas haverá menos reportagens e matérias de cobertura de acontecimentos imediatos.
Isso implica e decorre de um ajuste de pessoal na Carta Maior. Para garantirmos a sobrevivência da página torna-se imperioso reduzir a redação. Queremos registrar aqui os nomes desses companheiros e companheiras que deram e continuarão dando uma contribuição indelével para a democratização da comunicação no Brasil, mas que tiveram e terão de buscar sua condição de sobrevivência de outra forma. Continuarão, quando quiserem, colaborando conosco sob a forma de artigos, dentro da proposta de debate que vamos continuar impulsionando e que eles e elas, com seu trabalho diário, formularam e impulsionaram.
Esperamos, por outro lado, manter e mesmo ampliar nosso corpo de colaboradores, e continuar com a fidelidade dos nosso companheiros de caminho, leitores e leitoras, que são parte de nossa discussão de pauta através de suas sugestões, críticas e comentários. Continuamos desejando seu cadastramento para receber nosso boletim que, adequando-se ao novo ritmo, passará a ser divulgado três vezes por semana.
“Se hace camino al andar”, diz o nosso lema, no verso do poeta espanhol Antonio Machado. Mais uma vez, Carta Maior responde ao desafio de seu compromisso com a democracia da comunicação descortinando seu caminho e desafio nas lutas de nosso povo por justiça social e liberdade.
Flávio Aguiar
Editor Chefe
Joaquim Palhares
Diretor Presidente“
Porque não?
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 9:32 pmSTF impede Editora Abril de ter acesso aos autos do mensalão
“O Supremo Tribunal Federal negou, por intermédio do ministro Joaquim Barbosa, o Agravo Regimental interposto pela Editora Abril, que queria ter acesso aos autos do processo do mensalão para tirar fotocópias.
Segundo alegou o ministro, os autos permaneceram à disposição da imprensa por vários meses e, no momento, os documentos estariam em seu gabinete para a elaboração do voto, que deverá ser levado ao plenário em breve.
Contra a decisão, a editora argumentou que o procedimento para tirar fotocópias não prejudica o andamento do processo e que a lei garantiria aos advogados a obtenção de cópias de autos não sigilosos, mas o ministro reforçou que as informações teriam ficado meses à disposição no site do Supremo Tribunal Federal – excluídas as informações de conteúdo sigiloso.“
Leia mais no Portal Imprensa.
Nelson Motta
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 9:08 pmEssas pessoas, movidas por sentimentos pessoais, acabaram prestando inestimáveis serviços ao país. Sem o ódio deles, tudo continuaria como estava. É o que vale: a história não é feita de boas intenções, mas de conseqüências. Traições, humilhações, invejas, rancores, o ser humano é muito sensível a esses sentimentos. Aqui, a vingança não é um prato comido frio, mas fumegante.
Renan Calheiros, por exemplo, foi um dos artífices da vitória de Collor sobre Lula, integrou a linha de frente collorida e só rompeu com elle quando foi preterido em favor de Geraldo Bulhões para o governo de Alagoas. Até então, estava poderoso na cúpula do governo, freqüentava o círculo íntimo presidencial e nunca percebeu nada de errado com o poder de PC Farias e a ética de Collor e da República de Alagoas.
Traído, rompeu com seu líder em nome da decência e da democracia. Derrotado, denunciou a farsa collorida e, sempre um homem de esquerda, foi para a trincheira democrática do PMDB, unindo-se a Sarney e a Jader.
Como nos romances regionalistas sobre guerras entre famílias nordestinas, uma outra vingança pessoal -pela traição de Renan ao usineiro e ex-companheiro de lutas João Lyra na eleição para o governo de Alagoas- revelou que ele pagara R$ 1,3 milhão, não contabilizados, para ser sócio, oculto e ilegal, do acusador em uma rádio e um jornal.
Não por acaso, é justamente o medo da vingança de Renan que atrasa a sua expulsão do Senado.“
Observatório da Imprensa
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 4:10 amConcessões legais, mas imorais
Por Luiz Antonio Magalhães, do OI:
“Reza a sabedoria popular que bater em bêbado é covardia. Pois parece ser isto o que está ocorrendo no episódio envolvendo Renan Calheiros (PMDB-AL). Na noite de quarta-feira, no Jornal da Globo, a poderosa emissora apresentou mais uma denúncia contra o presidente do Senado: os laranjas denunciados em Veja e o filho de Calheiros e prefeito de Murici teriam sido beneficiados pela outorga de concessões de emissoras rádios em Alagoas já no período em que Renan estava sendo investigado no Conselho de Ética. Pior: ele mesmo teria assinado o decreto legislativo beneficiando seu filho.
É preciso entender que as concessões foram aprovadas de maneira absolutamente legal na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado e o nome de Renanzinho inclusive consta do contrato do Sistema Costa Dourada, um dos beneficiários das tais concessões aprovadas em julho. A assinatura de Renan no decreto é mera formalidade, ele não votou nem influenciou na aprovação da concessão, pois isto não é necessário dado o espírito de corpo presente no Senado, como se verá a seguir.
Tudo somado, não há ilegalidade alguma no processo, é assim que a coisa sempre foi feita, o que inclusive motivou uma representação do Projor, entidade responsável pela publicação deste Observatório da Imprensa, no Ministério Público Federal contra a autoconcessão de emissoras de rádio e televisão pelo Congresso Nacional.” Leia mais aqui.
Resposta
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 3:49 amPara Abril, acusações de Renan são “fruto de desespero”
Leia abaixo, a íntegra da nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira, 09, pela Editora Abril sobre a reportagem de “Veja” e as acusações do senador Renan Calheiros contra a empresa:
“A Editora Abril informa que as revelações de Veja sobre o senador Renan Calheiros foram rigorosamente apuradas e, portanto, as confirma integralmente. As aflições e problemas do senador derivam de suas condutas. Estas foram consideradas suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo Procurador-Geral da República, que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado Federal e, de outro, para o Supremo Tribunal Federal.
É fruto do desespero do senador a acusação leviana de que ainda haja alguma coisa a verificar na transação entre a TVA e a Telefônica.
A Abril reitera que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da Anatel após nove meses de tramitação e análise.“
Faz-me Rir
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 2:22 amPiadinha da Noite
Esta não é do Conversa Afiada. Não, não… Também não pertence às escritas do Paulo Henrique ou do Mino Carta. Esta eu pesquei do Sopa de Tamanco, um blog que – como você vai ver (vale a pena ver!!!) – “é pau puro”. Leia abaixo e depois dê um pulo lá! É cacetada!
“Cartilhas do pequeno tucano
- Quantos FHCs são necessários para trocar uma lâmpada?
- Para trocar, um. Para elogiar a troca, dois. E três para defender a lâmpada queimada depois da troca.“
Paulo Henrique Amorim
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 1:50 amPSDB bate com a porta
na cara da mídia
Em Máximas e Mínimas desta quinta-feira, 09, o jornalista Paulo Henrique Amorim bateu sem dó na cúpula do PSDB. Tudo porque o grupo político, comandado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se reuniu a portas fechadas em São Paulo, para discutir estratégias políticas contra o governo Lula.
Mas será que é só por causa disso??? Leia o texto abaixo e descubra. Ah, o Paulo Henrique detesta o FHC e tantos outros. Clique aqui e tente entender o porque:
-
“. O PSDB é um partido interessante: faz convenções de portas fechadas e joga para a arquibancada de porta aberta.
. O PSDB se trancou aqui em São Paulo num seminário para bolar uma estratégia para enfrentar o Presidente Lula.
. Os gurus do partido admitem que a bandeira da moralidade não colou em Lula.
. A economia navega em céu de brigadeiro (clique aqui para ler que o Bradesco acha que o PIB vai crescer 5,2% este ano).
. O Governo Lula consegue fazer a economia crescer enquanto promove a inclusão social.
. O PT quebrou a cara quando não entendeu que o Plano Real ia dar certo.
. Hoje, o PSDB quebra a cara enquanto não entende que tem aí uma nova classe “C” – “C”, de “média” – que compra casa própria, automóvel, motocicleta, põe os filhos na escola e viaja de avião para visitar os parentes no Nordeste.
. O que fazer ?
. Para discutir isso, o partido se fecha em copas.
. Por que o PSDB fechou as portas e não deixou nem a mídia conservadora (e golpista) entrar ?
. O que será que disseram lá dentro que nem essa mídia tão benevolente pôde entrar ?“
Leia aqui, porque continua.
Alfaiate
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 12:13 amDa “teoria das hipóteses”
“Do dia 7 passado, em O Globo, clama pela atenção dos observadores do singular cenário nativo um artigo de Ali Kamel, diretor da Rede Globo e autor de importantes ensaios (ou seriam aulas?) de jornalismo. É o mesmo que ignorou o acidente da Gol para divulgar, em indiscutível primeira mão no vídeo global, a foto do dinheiro do chamado dossiê antitucanos, sabiamente empilhado pelo delegado Edmilson Pereira Bruno, e entregue ao repórter Tralli. Aconteceu, como talvez alguns cidadãos de boa memória recordem, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2006. No seu artigo, Kamel ensina que somente a “grande” imprensa tem condições de praticar o jornalismo livre e independente. Por quê? Simples: por obra e graças da publicidade, abundante e variada. Outra do professor: a “grande” imprensa, no caso do acidente da TAM, “portou-se como devia”. Por não ser “pitonisa”, tampouco “adivinha”, desde “o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses”. Há, obviamente, referências à rapidez, correção, isenção e pluralismo, atributos inescapáveis da “grande” imprensa. Está claro que o dinheiro é indispensável à mídia, a bem do negócio. E isso vale para grandes e pequenos. Nem por isso, com resultados retumbantes do ponto de vista jornalístico. A mídia brasileira é medíocre, e para saber disto basta compará-la com aquela de muitos outros paises, inúmeros. Acrescento que, pela primeira vez na minha vida, sou alvejado pela teoria do “teste das hipóteses”. O que existe, em jornalismo, é a verdade factual, como sublinhava Hannah Arendt. No mais, o respeito da máxima latina, in dubio pro reo, e o banimento sumario e definitivo da mentira e da omissão. Estranhamente, todas as hipóteses levantadas pelo noticiário da “grande” imprensa estabeleciam de saída a ligação entre apagão aéreo e desastre, e tendiam a culpar o governo por um e por outro. Seria esta a isenção de que fala Kamel? Seria esta a correção? Vamos à verdade factual: não há relação entre apagão e acidente, enquanto, no que respeita ao primeiro, a omissão e a incompetência do governo são evidentes, embora haja responsabilidades dos governos anteriores, espalhadas por várias décadas. Ah, sim, vamos finalmente ao pluralismo. Os donos da mídia nativa detestam-se mutuamente, mas juntam esforços na hora em que vislumbram algum risco comum, alguma ameaça ao status quo, a surgir no horizonte, por mais remoto. Basta uma sombra vaga, um ectoplasma. E é do conhecimento até da Pedra da Gávea que o alvo hoje é Lula. Que pluralismo é este? Peculiar, digamos. Reconheço, sem maiores tormentos, ser esta “grande” mídia aquela capacitada a se permitir ignorar o acidente da Gol, divulgar fotos fornecidas sorrateiramente por um delegado de policia, testar hipóteses sobre o desastre da TAM. E assim por diante. Impávida e impune, só ela sabe como conduzir tais operações, que nada tem a ver com o jornalismo, e sim com os interesses dos titulares do privilégio e dos seus aspirantes. Às vezes me pergunto até onde vão a arrogância, a prepotência e a hipocrisia, e onde começa o QI baixo.”
Veja outros tantos mais no Blog do Mino.
Buraco Negro
In Uncategorized on 2007, 10 Agosto at 12:03 amDeu na capa da Folha:
Blog do Noblat
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 11:11 pmRosalba e Luiz Henrique
com frio na barriga

“A sessão de hoje à noite do Tribunal Superior Eleitoral pôs em xeque o mandato da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes suspendeu o julgamento que pede a cassação de Rosalba, quando o placar estava em 3 x 2 a favor dela. Se na próxima semana Menezes votar contra a senadora, o desempate ficará nas mãos do presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, que já indicou que deve cassá-la.
Rosalba apareceu na TV Tropical de seu colega de partido, senador José Agripino (RN), quase que de 3 em 3 dias, nos 5 meses que antecederam a última eleição. Foram 64 aparições, a maioria em entrevistas, numa TV que alcança 80% dos eleitores do Rio Grande do Norte. Por isso, é acusada de uso abusivo e indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral.
O recurso pela cassação de Rosalba foi apresentado pelo ex-senador Fernando Bezerra, candidato derrotado por ela na última eleição. Se Rosalba for cassada, entra ele. O relator do processo, ministro Caputo Bastos, votou contra a cassação.
(Atualização dás 21:54h – Um outro julgamento por uso indevido dos meios de comunicação acaba ser interrompido por um pedido de vista. Mas o primeiro voto, do relator José Delgado, pede a cassação do mandato do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), réu no processo. A próxima semana será quente no TSE.)“
Clique aqui para ler esta notícia.
Suco de Laranja
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 8:07 pmTuma promete reexaminar
concessões de Renan
“O corregedor geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), anunciou que irá reexaminar as concessões de emissoras de rádio aprovadas pela Casa. Tuma disse que quer investigar se o presidente da instituição, Renan Calheiros (PMDB-AL), utilizou “laranjas” na compra da emissora JR Comunicação, que funciona na cidade de Murici, em Alagoas.
A declaração do corregedor diz respeito à denúncia feita pela revista Veja desta semana e ao fato de a emissora ter tido a concessão renovada na última terça-feira (7/08). Segundo ele, o objetivo é saber se foram realmente utilizados nomes de terceiros para a compra da emissora e a origem dos recursos utilizados para sua aquisição.“
Leia mais no Portal Imprensa.
Pensata
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 7:46 pmA agenda perdida da mídia
De Mair Pena Neto, no Direto da Redação:
“Com a política econômica de Lula repetindo o tão louvado modelo de seu antecessor, o foco da mídia passou para a política propriamente dita e quem examinar os jornais dos últimos três anos deve achar que o país vive uma situação de ingovernabilidade e caos.
A agenda da mídia é a agenda da crise, com políticos oposicionistas e jornalistas se alimentando mutuamente. O governo, com seus erros, colabora imensamente para este constante mar de lama, que alimenta nos setores conservadores da sociedade a ilusão golpista, como observou José Dirceu em recente entrevista.
Apesar da recente vitória esmagadora de Lula nas eleições presidenciais, o comportamento destes setores e de seus porta-vozes parece acreditar que não existe base de apoio para sustentar o governo. O uso freqüente de expressões como déspota ou nosso guia tenta imputar a Lula a imagem de golpista ou revolucionário, ignorando, ou melhor omitindo, que foi reeleito pelo sistema democrático que seus autores tanto dizem prezar. (…)”
Leia mais aqui.
Suco de Laranja
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 6:50 pmRenan autoriza nova rádio
para empresa que seria sua
“O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assinou na terça-feira um decreto legislativo aprovando uma nova concessão de rádio para a empresa JR Comunicação. Segundo a revista “Veja”, a empresa pertence ao próprio senador, por intermédio de laranjas.
O decreto, publicado ontem no “Diário Oficial”, autoriza a União a assinar contrato de concessão de uma rádio FM, na cidade de Joaquim Gomes (Alagoas), com a JR Radiodifusão.
A Folha informa que a concessão é pelo prazo de dez anos, renováveis, e foi adquirida pela JR em licitação pública do Ministério das Comunicações –a concorrência foi aberta em 2001, e a empresa venceu com a proposta de pagamento de R$ 222.121.“
Leia mais na Folha On-Line.
Fogo Cruzado
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 6:39 pmRenan volta a atacar Grupo Abril
“Alegando o “dever de prestar esclarecimentos à nação”, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partiu para o ataque contra a revista “Veja” e a editora Abril durante sessão plenária na tarde desta quinta-feira. (…)
Em um discurso de cerca de dez minutos no plenário do Senado, Renan disse ter enviado hoje, ao Senado, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e aos gabinetes do governo e do parlamento espanhóis, documentos que explicariam o “escuso e pantanoso negócio que está sendo tocado pela revista Veja e pela empresa Abril, que publica e editora a revista, e que planeja a venda da [transmissora de televisão por sinal a cabo e por satélite] TVA com a Telefônica”.
Em nenhum momento, porém, o senador apresentou qualquer documento para servir de prova contra a editora. Apenas ao final do discurso, Renan se comprometeu a encaminhar cópia de seu discurso para o serviço de catalogação do Senado.
De acordo com Renan, a suposta negociação entre a editora Abril e a Telefônica seria estimada em cerca de R$ 1 bilhão e passaria o controle de 100% da TVA e também das operadoras Comercial Cabo (86%) e TVA Sul (97%), com sede em Curitiba, ao grupo espanhol.
Renan afirma que a transação seria irregular por, nas palavras do senador, “transferir o controle de uma empresa de comunicação a um grupo estrangeiro, e por ganância, lesar o interesse nacional”.“
Leia mais no UOL.
Justiça
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 6:12 pm
“O Ministério Público Federal instaurou uma Ação Civil Pública contra a TV Globo e a Editora Globo, acusadas de enriquecimento ilícito em razão da promoção “Jogada da Sorte”, feita durante o Campeonato Brasileiro de 2003. O sorteio era feito pelo apresentador Fausto Silva, no programa Domingão do Faustão.
De acordo com o procurador da República Luiz Fernando Gaspar Costa, que assina a ação, a campanha arrecadou 14,8 milhões decorrentes da venda de 4,9 milhões de fascículos da promoção. Segundo ele, o MPF considera que “tal evento foi promovido de maneira ilícita, por contrariar os dispositivos legais presentes na Lei 5.768/71, que trata da distribuição gratuita de prêmios“.
Leia mais no Portal Imprensa.
Plin-Plin
In Uncategorized on 2007, 9 Agosto at 5:50 pmGlobo orienta funcionários a protegerem informações
Do jornalista Daniel Castro, na Folha de S. Paulo de hoje (exclusivo para assinantes):
“A Globo acaba de editar uma nova versão de sua “Política de Segurança da Informação”, um manual de 12 páginas contra o vazamento de informações que disciplina o uso da internet, reuniões e entrevistas à imprensa. Apesar do rigor, uma cópia vazou para a Folha.
O manual classifica as informações em “confidenciais” (aquelas cujo vazamento “afeta a empresa e o negócio como um todo”), “restritas” (“vazamento afeta uma ou mais áreas”), “internas” e “públicas”.
Os funcionários são orientados a “protegerem adequadamente” as “informações faladas: em elevadores, táxis, bares e restaurantes, aviões, ligações telefônicas, banheiros, festas, dentro e fora da TV Globo, reuniões com amigos etc.”.
“Devem ser evitadas reuniões em locais públicos, como também evitar tratar de assuntos classificados como confidenciais/restritos em saguões de aeroportos, rodoviárias, dentro de transporte público, na frente de terceiros”, além de “telefones públicos”, declara. Recomenda-se o duplo envelopamento e o uso da criptografia em mensagens eletrônicas.
O manual deixa claro que a “TV Globo pode fiscalizar, a qualquer momento, sem necessidade de aviso prévio, a correta utilização dos recursos [como computadores] cedidos a usuários”. Somente profissionais citados na “Política de Comunicação com a Mídia” podem falar em nome da Globo.
Luis Nassif
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 7:53 pmA mídia perdeu; o país também
Publigado na segunda-feira, 06, em Luis Nassif On-line:“Observações a partir de uma conversa com jornalista de peso
Historicamente, sempre houve uma relação tensa nas redações, entre o chamado aquário (direção de redação) e a reportagem. Um pensa o produto, aquilo que impacta o leitor; a reportagem traz os fatos. Há uma lição que nenhum veículo pode ignorar: não se pode brigar com os fatos.
Nos anos 90, esse conflito muitas vezes foi resolvido de maneira pouco técnica: manchetes que não acompanhavam a notícia; ênfase exclusiva nas informações que se adequavam às teses do “aquário”. Mas, de qualquer forma, procurava-se preservar a notícia e não brigar com os fatos.
E havia razões de sobra para esses cuidados. Nos anos 80, a falta de sensibilidade em relação aos novos ventos estigmatizou alguns órgãos de imprensa. O mais afetado foi a Globo, acusada de não apoiar as diretas e, depois, de parcialidade na campanha de Fernando Collor (embora confesso não ter visto manipulação na edição do último debate entre Lula e Collor).
Nos anos 90, a recuperação da credibilidade se deu através de um trabalho hercúleo de Evandro Carlos de Andrade, tanto no jornal quanto na TV, passando por isenção na cobertura, pluralidade nas opiniões. Mesmo com os exageros de cobertura em episódios traumáticos, mesmo com diversas ondas de denúncia contra o governo FHC, os jornais chegaram a 2002 com a imagem relativamente preservada. Havia mau jornalismo, os críticos reconheciam, mas não havia alinhamento ideológico ou político com ninguém.
Agora, essa imagem está comprometida por dois episódios em que a soma de erros coletivos por parte da mídia atingiu proporções inéditas.” Leia o restante aqui.
Hoje teve mais:
A notícia órfã
“Ontem o Ali Kamel publicou uma coluna na página de Opinião do “Globo”, “A grande imprensa”.
Sobre a cobertura do acidente da TAM, Kamel se defende: “A grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
“Testando hipóteses” é outro nome para falta de discernimento. Em qualquer cobertura competente, enquanto o quadro não está claro montam-se cenários de investigação, análise de probabilidade, linhas de investigação. Evitam-se afirmações peremptórias, e apela-se para a criatividade para produzir manchetes de impacto sem recorrer conclusões taxativas.
De cara, se poderiam alinhavar várias possibilidades para o acidente da TAM, que seriam o ponto de partida. Toda a cobertura seguiria esse roteiro, procurando checar a probabilidade de ocorrência de cada possibilidade ou delas combinadas. A partir daí, o Sr Fato se incumbiria de descartar algumas hipóteses e reforçar outras.” Leia mais aqui.
E aí, hein?
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 7:09 pmA classe média é
papagaio de telejornal?
Diz o jornalista Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada:
“O novo sucesso do YouTube é um vídeo do cantor Max Gonzaga e Banda Marginal, que canta uma música sobre a classe média brasileira.
A música tem o título “Classe Média” e diz: “sou classe média, papagaio de telejornal”. Mais de 103 mil internautas já assistiram ao vídeo no YouTube.“
Clique aqui para assitir o vídeo e ouvir a música do Max e de sua Banda.
Ou leia a letra da música:
Dona Canô
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 6:41 pmCaetano não está nu
Capa da edição de agosto da revista Rolling Stone, Caetano Veloso não está nu como vazou na imprensa, no mês passado. O que não quer dizer que ele deixe de provocar. Em ensaio realizado pelo fotógrafo Daniel Klajmic, Caê usa batom, rímel e cílios postiços. A revista traz fotos do cantor sem camisa e com uma frase escrita no peito, com batom: “Sexo é um assunto central da minha vida”, diz, em texto assinado por Marcos Preto. Leia mais aqui.
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 5:58 pmEm uma linha, Abril responde acusações de Renan
Do Comunique-se:
“Em nota de uma linha, a Editora Abril comentou hoje as declarações do presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL): “Veja investiga, apura e denuncia tudo o que prejudica o Brasil e os brasileiros e pretende continuar fazendo isso. Grupo Abril”.
Acusado por Veja de ser ilegalmente proprietário de duas rádios em Alagoas, o presidente do Senado rebateu a reportagem com uma carta endereçada aos demais senadores. Renan desqualifica as denúncias e o Grupo Abril, afirmando que a revista quer criar um “pseudo-escândalo” para encobrir a venda da TVA a uma empresa estrangeira.“
Blog do Mino
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 3:04 pmMáximas, apenas máximas…
Fiquei alguns dias sem acessar o Blog do Mino – imperdoável, admito! Para me redimir, publico a seguir dois de seus posts da última segunda-feira, 06. O primeiro, “O trabalho correto“, traz uma análise do movimento “Cansei”, a partir de reportagem da Folha de S. Paulo; o segundo, “Mistérios“, concede ao leitor um misto de sugestão e reflexão temperada, ao melhor estilo do Mino, sobre cinema e ética.
“O trabalho correto
Baseio-me na reportagem de Laura Capriglione, na Folha de S.Paulo de ontem, domingo, belo trabalho a cumprir a observação da verdade factual, para julgar a passeata movida pelo slogan “Fora Lula”. Fenômeno penoso, náufrago da insanidade. Leio na mesma Folha que as estrelas do PT, perdem seu tempo no Congresso do partido, para malhar o movimento “Cansei”. Claro que há alguns dias ainda se justificava. A esta altura, o “Cansei” trafega entre o grotesco e o bufo. Só mesmo figuras como um certo Zottolo, da Philips nativa, ou o D’Urso da OAB paulista, permanecem impavidamente à testa de um congraçamento de pobres diabos. Acho inclusive que João Doria Junior, aquele rapaz que não ameaça o penteado gomalinoso mesmo destrói monumentos a pauladas, põe em risco a sua reputação de inexcedível promotor de eventos empresariais, um ganha-caviar que faz a sua felicidade há um bom tempo. Depois desta, os seus apaniguados habituais (explorados? vítimas?) vão pensar duas vezes antes de se reunir debaixo da sua batuta. Ao cabo, quem sabe lhe sobre a companhia de Fernando Henrique Cardoso. Permito-me, ao concluir, registrar meu apreço, sincero, pelo ombudsman da Folha, também lido ontem. Coluna corretíssima e digna. Não gosto, em principio, da idéia ombudsman, mas deste Mario Magalhães gosto mesmo.“
“Mistérios
Há mais mistérios no nosso Brasil do que possa explicar a vã filosofia da fina-flor do jornalismo nativo. Os reacionários do Brasil, em larga parte concentrados em São Paulo, e representados à perfeição pela dita grande imprensa, e pela mídia em geral, malham Lula de sol a sol. Ai vêm os resultados das pesquisas, a mais recente a da Folha de S.Paulo: o presidente da Republica continua a ter o mesmo apoio de sempre, mesmo depois do acidente de Congonhas, explorado de todos os ângulos e com todos os temperos, no estilo Montanha dos Sete Abutres. Talvez seja esta a verdadeira tragédia vivida pelos nossos perdigueiros da informação. Quem ainda não assistiu a Montanha dos Sete Abutres quem sabe devesse sair à procura, em vídeo teria de existir. É um filme antigo, com Kirk Douglas, dirigido por Billy Wilder, um grande do cinema. Tem mais de 50 anos, quase 60, mas é excelente metáfora do jornalismo sem escrúpulos. A nossa mídia pertence ao gênero, mas é cada vez menor.“
Mundo Louco
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 3:13 am…mas não é
(veja post anterior)
Agora, leia a notícia do portal Comunique-se desta terça-feira, 07:
“O Fluminense e Agência Placar publicam palavrões e ofensas por engano
Os leitores de dois portais foram surpreendidos recentemente com palavrões e termos de baixo calão no meio de textos jornalísticos. O site do jornal niteroiense O Fluminense teve comentários ofensivos aos editores publicados. Já a Agência Placar distribuiu uma nota sobre o atacante André Lima, do Botafogo, republicada por diversos sites, trocando o local da lesão de um jogador por uma palavra de baixo calão na quinta-feira (02/08).
A matéria “André Lima pode desfalcar o Botafogo contra o Paraná Clube” trazia a frase “O lateral-esquerdo Luciano Almeida (coxa esquerda), recuperado de lesão na casa do c…, está à disposição do treinador Cuca”. O texto foi republicado em sites como Yahoo, Globo Online e Extra. O Yahoo trouxe na segunda-feira (06/08) uma nota sobre o episódio.
“A gente até agora não sabe o que aconteceu. Estamos acreditando no repórter, que disse que não escreveu o erro. A hipótese que estamos trabalhando é que um hacker entrou no texto e o alterou. Assim que descobrimos, tiramos e pedimos desculpas para nossos parceiros”, explicou Sérgio Xavier, diretor de redação da Agência Placar. Ele descartou a hipótese de uma eventual brincadeira que teria sido publicada por engano. “Brincadeiras assim são sempre feitas no início do texto ou no título. Nunca no final”, explicou.
Fluminense
No site do jornal O Fluminense uma matéria sobre o zagueiro Alex tem no lide a frase “não agüentoo (sic) essa m…de estagioo (sic)” enquanto o texto “Cidade se prepara para o quarto ‘Niterói Folia’. Ingressos já estão à venda” termina com um parágrafo repleto de ofensas aos editores Marcelo Leite e Mabel Gomes.
“O caso está sendo apurado pelo pessoal de informática. Ainda não se sabe como e quem entrou”, explicou Leite. O editor garantiu que ninguém foi demitido, mas não quis entrar em detalhes sobre os procedimentos do departamento de informática do site.“
Mônica Bergamo
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 2:15 amNARCISA TAMBORINDEGUY
“Cansei do quê? De tudo?”
Em entrevista à Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo de ontem, 07 (exclusivo para assinantes), a socialite Narcisa Tamborindeguy justifica o vídeo postado no YouTube, onde ensina como jogar ovos podres pela janela do apartamento onde mora, em Copacabana.
O melhor, no entanto, está no final. Questionada se já ouviu falar do movimento “Cansei”, Narcisa é taxativa: “Não conheço. E acho que não adianta nada”.
“FOLHA – Você joga ovo pela janela?
NARCISA – Joguei quando era criança. Mas não jogo ovo para acertar pessoas.
FOLHA – No vídeo você diz que joga coisas pela janela e que se esconde quando a polícia sobe.
NARCISA – Isso foi há anos. Jogar flor pela janela pode.
FOLHA – Você está escrevendo um livro chamado “Ai, que Absurdo”?
NARCISA – É bem positivo, com muito charme. Para mostrar o absurdo do mundo.
FOLHA – Dá para viver com charme no Brasil?
NARCISA – Tem que dar. Faço yoga, isso me deixa em paz.
FOLHA – Você ouviu falar do movimento “Cansei”?
NARCISA – Cansei de quê? De tudo? Não conheço. E acho que não adianta nada. Não adianta porque eles vão ter o trabalho de se cansar para depois descansar. É só para perder tempo. Você não pode se cansar nunca, senão entrega os pontos.“
Nota do moderador: o título acima foi adaptado; não se trata, portanto, daquele publicado pelo referido jornal.
Comunique-se
In Uncategorized on 2007, 8 Agosto at 12:54 amPolícia chinesa detém correspondentes
“A polícia chinesa deteve cerca de dez jornalistas estrangeiros, por aproximadamente três horas, após uma coletiva de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), em Pequim, na segunda-feira (06/08). Na entrevista, a RSF acusou o regime comunista de não manter sua promessa de melhorar a situação da liberdade de imprensa e dos direitos humanos no país. A entidade afirma que existem aproximadamente 30 jornalistas e 50 internautas presos por criticarem o regime comunista, alguns desde a década de 80.
Os policiais chegaram no fim da coletiva quando, representantes da RSF já haviam saído. Ainda não se sabe se a polícia teve a intenção de chegar naquele momento ou se houve um atraso pela forte chuva de granizo que alagou diversas estradas na cidade. Os jornalistas foram liberados após serem identificados, mas não receberam nenhuma explicação. A RSF exige que o Comitê Olímpico Internacional (COI) investigue se a China cumpre suas promessas.“
Para ler mais, clique aqui.
Blog do Noblat
In Uncategorized on 2007, 7 Agosto at 11:50 pm“Ih, sujou!”
Hoje à tarde, enquanto Renan Calheiros, na tribuna do Senado Federal, se defendia das acusações publicadas pela revista Veja desta semana, o Blog do Noblat postava, entre outras coisas, os seguintes trechos sobre o discurso do presidente do Parlamento (entre parenteses, os comentários de Noblat):
“- Não tenho patrimônio clandestino. [...] Fui eu que pedi ao Ministério Público que investigue todas as denúncias que pesam contra mim. Tenho certeza de que teremos uma investigação isenta, democrática. Nada tenho a esconder ou a temer. É por isso que comemoro a decisão do Ministério Público de apurar tudo.
- Existe uma tentativa de partidarização de tudo isso. Meus sigilos estão todos abertos [foram abertos há pouco por decisão do Supremo Tribunal Federal].
- A mesma VEJA que vem enxovalhando a honra de várias pessoas sem comprovar suas denúncias, faz a covarde insinuação de que [ele é culpado].
(Agora Renan tenta desqualificar uma série de reportagens publicadas pela VEJA sobre o governo Lula. Por ora, Renan não entrou no mérito da recente reportagem da VEJA a respeito dele.)
- Alguns aqui ameaçam usar obstrução contra a democracia [refere-se à decisão do DEM e do PSDB de se recusarem a participar de sessões de votação no Senado sob a presidência dele]. No futuro, que assumam a responsabilidade por ter procedido assim.
(Renan retoma denúncia feita ontem – de que a Editora Abril, que publica a revista VEJA, está violando a lei ao vender ao capital esrangeiro parte de sua sociedade em uma emissora de televisão a cabo.)
- Isso, sim, é um escândalo que o Senado deveria investigar e que eu encaminharei à Justiça para que seja investigado.
Renan concluiu seu discurso dizendo que não largará a presidência do Senado.
(Ih, sujou. Depois de ouvir de José Agripino Maia (RN) que o DEM e o PSDB irão obstruir as votações presididas por ele, Renan sugeriu que Agripino tem concessões [de rádio e de televisão] e débitos [com bancos estatais]. E afirmou que ele talvez não resistisse a uma investigação como ele, Renan, resiste.
Agripino cobrou que Renan revelasse o que quis dizer com “concessões” e “débitos”. Renan desconversou.)“
Fazendo Media
In Uncategorized on 2007, 7 Agosto at 11:13 pmEm disputa, o controle da mídia
No Proto Blog, do Fazendo Media, Marcelo Salles afirma que “A disputa é pelo controle da mídia”. A seguir, reproduzo trecho. Para ler a íntegra, clique no link no início do parágrafo. O post é do dia 05 de agosto.
Diz o Salles:
“No dia 16 de junho registrei aqui no blog:
A TV Globo bate, a revista Época bate, o jornal O Globo bate, a CBN bate. Ou seja, as Organizações Globo parecem ter sido contrariadas por alguma decisão de Renan Calheiros, o presidente do Senado Federal. Sempre tiveram uma relação profícua, mas agora a coisa desandou. Não, não estou dizendo que Renan seja um santo. Nem mesmo estou dizendo que suas relações com lobistas devem ser esquecidas. Minha questão é de outra ordem: por que só agora isso veio à tona? Ou alguém acha que só agora foram descobertas as relações de Renan com Mônica e desses com o lobista? Teria alguma coisa a ver com o período de renovações de concessões de radiodifusão? Pergunta-se aos caríssimos leitores: qual será o pomo da discórdia?
No dia seguinte, a coluna Toda Mídia, da Folha de S. Paulo, registrou meu comentário. Neste final de semana chega às bancas a revista Veja com Renan Calheiros na capa, sentado sobre uma laranja de onde saem uma cédula de 100 dólares e outra de 100 reais. Sobre seu ombro, um microfone. Título: “Mais laranjas de Renan – Como o senador se tornou o dono oculto de duas rádios em Alagoas. Ele pagou 1,3 milhão em dinheiro vivo”.
Lá dentro, na página 63: “A sociedade secreta de Renan Calheiros e João Lyra era ambiciosa. Usando a influência política que tinha no governo federal, Renan planejou montar uma rede de emissoras espalhadas por Alagoas a partir das outorgas de concessões públicas que suas relações conseguiriam garimpar em Brasília”. Uma das empresas, segundo Veja, seria a Rádio Coreeio, cujo logotipo aparece, numa foto da reportagem, colado no logotipo da CBN, que pertence às Organizações Globo – fato solenemente omitido pela reportagem.
Não creio na revista Veja, assim como não acredito que a relação de Renan Calheiros com grupos de comunicação só agora tenha se tornado novidade para o reportariado de Brasília. Até porque, como vem denunciando sistematicamente o professor Venício Lima, há dezenas (ou centenas) de políticos em situação similar. Mas eis que depois de bater durante meses no senador Renan Calheiros a Veja – com imediato apoio do Jornal Nacional deste sábado – resolve esclarecer que o incômodo são as empresas de comunicação. Sim, sim… Empresas de comunicação costumam ser usadas para vencer eleições, pressionar governos e influenciar em quase tudo nessa vida, desde negociatas contra o patrimônio público até a sexualidade das virgens.“
Panela Velha
In Uncategorized on 2007, 7 Agosto at 9:21 pm“Denúncias” de Renan são veiculadas há um ano pela Band
As denúncias da Band surgiram após a revista Veja publicar, em outubro do ano passado, reportagem de capa em que questiona o acordo de compra de conteúdo da PlayTV, entre a Rede 21, do Grupo Bandeirantes, e a GameCorp, que tem entre seus sócios Fábio Luiz, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta noite, mais uma vez, a Band deu destaque ao assunto. Em reportagem do “Jornal da Band“, a emissora exibiu trecho do discurso de Renan Calheiros na tribuna do Senado, em que o parlamentar questiona os interesses do Grupo Abril.
Em ampla reportagem sobre a decisão do STF de autorizar investigação contra o parlamentar, o “Jornal Nacional” apenas citou a nota, divulgada pela assessoria de Renan, em que ele afirma ser inocente e põe em dúvida os propósitos da revista Veja, por ter publicado a denúncia.
Relações Perigosas
In Uncategorized on 2007, 7 Agosto at 8:50 pmVeja acusa Renan
e Renan acusa Veja
“Sobre a denúncia publicada na edição de Veja deste final de semana, de que teria se utilizado de “laranjas” para comprar duas emissoras de rádio e um jornal diário em Alagoas, Renan negou que seja verdadeira e informou que abrirá processo penal e cível contra a revista. Ele criticou aquele veículo de comunicação por ter publicado a acusação sem apresentar provas, baseada em “um relato inverídico e rancoroso de um desafeto”, o empresário João Lyra.
Renan disse que nos últimos anos a revista Veja vem publicando em suas páginas várias acusações sem provas. Ele citou como exemplos os casos de que dólares cubanos teriam sido transportados em caixas de uísque para financiar campanhas políticas no Brasil, um suposto envolvimento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o “sujeito oculto” da suposta organização criminosa que teria executado o “mensalão”.
A Editora Abril, que publica a revista Veja foi acusada por Renan Calheiros de tentar protagonizar um negócio fraudulento de cerca de R$ 1 bilhão. Segundo o senador, a Abril, à margem da lei, está negociando com a espanhola Telefônica a venda da operadora de TV por assinatura, a TVA. Segundo Renan, tal transação é uma fraude e fere o interesse nacional já que a legislação em vigor exige que um grupo nacional detenha o controle acionário de TV por assinatura.“
Leia a íntegra do texto do repórter Roberto Homem na Agência Senado.
Leia carta de Renan distribuída à senadores e publicada no portal Comunique-se.
Mais do Mesmo
In Uncategorized on 2007, 7 Agosto at 7:55 pmSobre o filho de FHC (aquele!)…
““Eu acho que o eleitor brasileiro tem o direito de saber que pessoas diferentes recebem
tratamentos diferentes pelos jornais”, disse ontem a este site o jornalista José Arbex Jr., um dos autores da reportagem da revista Caros Amigos que, há sete anos, foi a primeira a revelar publicamente que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um filho com a jornalista da TV Globo Miriam Dutra.
“Esse é o ponto. Ou você uniformiza o tratamento para pessoas que são objeto de interesse da mídia ou você comete arbitrariedade. A polêmica é: porque o Fernando Henrique pode ter um filho fora do casamento e isso não sai na mídia e o Maluf, o Roberto Carlos, o Pelé não. Eu não coloco em questão o direito de ter filho fora do casamento”, disse Arbex.
Arbex, solteiro, não tem filho nem dentro nem fora do casamento.“
O texto acima é parte integrante da entrevista concedida pelo jornalista José Arbex Jr. (o da reportagem sobre o filho do FHC na Caros Amigos) ao site-blog do também jornalista Luis Carlos Azenha. Foi postada em 17 de julho, mas como eu não conhecia o site-blog do Azenha (curioso, ele está locado na Globo.com mas nunca foi divulgado!!!), reproduzo apenas agora. Não à toa, fala do que não pode sair na Mídia. É bem legal, vale a pena dar uma olhada.
Clique aqui para ler a íntegra da entrevista que o Arbex concedeu ao Azenha; e clique logo a seguir para ler a reportagem da Caros Amigos sobre o filho do FHC.
Josias de Souza
In Uncategorized on 2007, 6 Agosto at 6:29 pmBrasil reúne 5º maior
número de leitores de blog
“Pesquisa realizada pela agência McCann revela que o Brasil já congrega o quinto maior grupo de leitores de blogs do planeta, com 5,9 milhões de pessoas. Realizaram-se 10 mil entrevistas em 21 países. Representam, em termos estatísticos, 75% dos 532 milhões de usuários de internet no mundo. Deu-se entre o final de 2006 e o início de 2007. A quinta colocação no ranking dá ao Brasil um número de leitores de blog 10% acima da média mundial.
Considerando-se apenas o ranking dos países com o maior número de blogueiros, estimado em 170 milhões de internautas, o Brasil ocupa a terceira posição (5% acima da média mundial, em número absoluto sobre a população com acesso à web). Os dados ajudam o repórter a entender o inusitado deste próprio recanto virtual. Por exemplo: em 20 de julho, dia em que foi noticiado aqui o episódio do top-top-top, a audiência do blog alcançou a marca de impressionantes 333.326 visitantes únicos, numa conta em que cada máquina é computada apenas uma vez. É mais do que a tiragem dos maiores jornais do país, tomados individualmente. Um espanto.“
Leia mais aqui.
Nelson de Sá
In Uncategorized on 2007, 6 Agosto at 5:09 pmRelações Milhonárias
Abaixo, duas notas extraídas da coluna “Toda Mídia”, de Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo de hoje, 06 (exclusivo para assinantes). Primeiro, o apoio de Athina Onassis ao movimento “Cansei”, que nega ser político; Depois, o enfoque jornalístico de dois diferentes veículos (o internacional Wall Street Journal e a brasileira Época) sobre o homem mais rico do mundo, Carlos Slim. Segue:
“COM ONASSIS

Mônica Bergamo deu que Athina Onassis estudava “uma forma de aderir ao Cansei”; dois dias depois, FHC aparece em sites pelo mundo sorrindo com a “herdeira”, via Reuters.
O MAIS RICO
Na capa do “Wall Street Journal” sobre “o homem mais rico do mundo”, “Slim faz seus bilhões à velha maneira: monopólios”. Na primeira frase do texto, “Slim é o Senhor Monopólio do México”. Já na revista “Época”, da Globo, associada de Slim na Net, lá pelo meio do texto, o registro de que, “tanto Bill Gates [o mais rico anterior] quanto Carlos Slim enfrentam competidores, mas ambos têm conseguido manter níveis elevados de controle de seus mercados”.
Em quadro no “WSJ”, as diretrizes de Slim, tipo “negar acesso a sua rede”, “dumping” etc. Em quadro na revista, as “regras de ouro do bilionário”, oficiais, tipo “otimismo sempre rende frutos”, “manter austeridade fortalece” etc.“
Renan in Veja
In Uncategorized on 2007, 6 Agosto at 1:30 amImprensa & laranjas…
A revista Veja desta semana traz reportagem de capa em que afirma que o presidente do Senado, Renan Calheiros, usou laranjas e pagou R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, sendo parte em dólares, para virar sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas. A reportagem é de Alexandre Oltramari:
“O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, é um homem milionário. Dono de fazendas, casa na praia, apartamento, carros de luxo e os valorizados bois de Murici, seu patrimônio oficial é estimado em cerca de 10 milhões de reais. Descobriu-se agora que a fortuna do senador é ainda maior. Além de pecuarista, Renan é um empresário emergente do ramo das comunicações.
Ele é dono de duas emissoras de rádio em Alagoas que valem cerca de 2,5 milhões de reais e, até dois anos atrás, foi sócio de um jornal diário cujo valor é de 3 milhões. Pouca gente em Alagoas conhece essas atividades do senador. E por uma razão elementar: os negócios de Renan são clandestinos, irregulares, forjados de modo a manter o anonimato dos envolvidos.
Para que isso fosse possível, a compra das emissoras de rádio e do jornal foi colocada em nome de laranjas, formalizada por meio de contratos de gaveta e paga com dinheiro vivo – às vezes em dólares, às vezes em reais. Tudo feito à margem da lei, com recursos de origem desconhecida, a participação de funcionários do Senado e, principalmente, visando a garantir que a identidade do verdadeiro dono, o senador Renan Calheiros, ficasse encoberta.
VEJA teve acesso a documentos que mostram como o senador criou uma empresa de comunicação, incorporou emissoras de rádio e escondeu tudo isso da Receita Federal, da Justiça Eleitoral e do Congresso Nacional“.
Para ler a íntegra da reportagem clique aqui.
Blog do Noblat
In Uncategorized on 2007, 6 Agosto at 1:18 amPostado na sexta-feira, 03:
““Talvez fosse o caso da mídia brasileira repensar o seu papel, aprender a conviver numa democracia com liberdades individuais, direito à informação com imparcialidade, pluralismo e isenção. Inversamente, quanto mais atacam o PT, mais o partido se consolida no cenário político nacional.” (Trecho de artigo de Paulo Ferreira, secretário nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores (PT), publicado, hoje, em O Globo. Leia aqui).
“Quando o jornalismo passa a ser enxergado pelas lunetas da militância política, ele se transforma num objeto distante, incompreensível, num OVNI, e sempre em estado de constante conspiração”. (Trecho de artigo do jornalista Aluizio Maranhão publicado, hoje, em O Globo. Leia aqui)“
Para ler o Blog do Noblat, clique aqui.
Omelete
In Uncategorized on 2007, 4 Agosto at 9:18 pmGlobo veta Extra, do Infoglobo
Leia mais no Comunique-se. Para assistir “Ovos 2“, com os socialaites Narcisa Tamborindeguy e Bruno Chateaubriand, e o diretor Boninho, clique aqui.
Blog do Mino
In Uncategorized on 2007, 4 Agosto at 8:48 pmJobim, “um erro político”

Leia mais aqui.
Semanais
In Uncategorized on 2007, 4 Agosto at 6:09 pmDe Lula, para Lula
In Uncategorized on 2007, 4 Agosto at 5:29 pmGlobo: “Até quando Presidente?”
O “Jornal da Globo” de ontem, 03, cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma resolução para o que a emissora chama de “colapso do sistema aéreo brasileiro”.
O telejornal utilizou trechos do artigo “A morte anunciada do transporte aéreo”, publicado no jornal Gazeta Mercantil, de 07 de janeiro de 2002, em que Lula defende a criação da Anac e diz que as empresas aéreas brasileiras estão perdendo capacidade competitiva. No final, utilizando referência de Lula ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, pergunta: “até quando senhor presidente?”
A reportagem, do jornalista Carlos Dellanoy, foi ao ar um dia após o presidente Lula, em reunião com líderes dos partidos governistas, afirmar que assumiu a presidência em 2003 quando não se sabia o tamanho do problema no setor aéreo.
“Nesse texto, ele [Lula] não se refere à segurança dos vôos ou à filas nos aeroportos, mas diz que a crise da aviação brasileira que vem se arrastando há muitos anos atinge o estado terminal sem que se vislumbre uma solução no horizonte”, afirmou o repórter. “Lula se pergunta: o que é preciso para que nosso país tenha um transporte aéreo eficiente e para que as empresas voltem a operar com lucro? Para que voltem a ocupar o terreno cedido para as empresas estrangeiras?”.
—
Ao anunciar a reportagem, o apresentador William Waack afirmou que “uma voz previa em 2002 que o sistema aéreo brasileiro entraria em colapso”. “Era a voz de Lula”, disse.
Na mesma edição, a apresentadora Christiane Pelajo afirma que “das informações das caixas-pretas do avião acidentado, a Airbus tirou uma conclusão: no avião que ela fabrica, tudo estava funcionando conforme os manuais.”
Blog do Mino
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 11:22 pmRespostas
“Caixa preta
Respondo aos internautas que comentaram meu post sobre informações contidas na caixa preta do Airbus da TAM. O fato de que o acidente se deva a um erro humano e à falha do equipamento não diminui as responsabilidades relativas ao apagão aéreo e à inadequação do aeroporto de Congonhas às necessidades da aviação contemporânea. Temos aí o lobby criminoso das companhias aéreas (que, aliás, já recomeça, ao pretender que, ao programar novas rotas, o governo intervém no mercado). Temos a prepotência da Infraero, a arrogância da Aeronáutica, a incompetência da Anac. E temos a omissão do governo, quando não a vista grossa. Creio que alguns dos meus comentaristas não leiam CartaCapital, caso contrário saberiam que a revista não tem poupado críticas a Lula e seus ministros. Ocorre que nos empenhamos em praticar o verdadeiro jornalismo, baseado, em primeiro lugar, na verdade factual. Que eu saiba, ninguém se queixava, até três semanas atrás, nem graúdo, nem miúdo, quanto à localização do aeroporto, embora protestasse, com razão, contra o apagão, contra os atrasos constantes e insuportáveis. Os defeitos de Congonhas só passaram a ser apontados depois do acidente, o qual, nas circunstâncias, ocorreria de qualquer maneira. Tal é a verdade factual, assim como o são as chuvas torrenciais que desabaram sobre São Paulo.“
Para continuar lendo, clique aqui.
Mídia
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 9:55 pmMarcelo Parada deixa a Band
Segue comunicado da emissora:
“Após 4 anos de importante atuação na vice-presidência da Band, informamos que, a pedido dele, Marcelo Parada deixa suas funções no Grupo Bandeirantes de Comunicação. A saída efetiva acontece no dia 14 de agosto e todas as diretorias que se reportavam a ele, passam a responder ao vice-presidente executivo, Walter Vieira Ceneviva. A Band deseja sucesso a Marcelo Parada, e espera vê-lo de volta em outros projetos do grupo.“
As informações são da Folha On-Line.
Carta Maior
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 6:40 pmRanhuras e rachaduras
na pista da mídia
“Apesar de todos os indícios apontarem para problemas técnicos no airbus da TAM como as causas principais da tragédia de Congonhas, talvez aliados a alguma manobra infeliz por parte dos pilotos, prossegue intensa campanha contra o governo Lula em torno do acidente. Há sempre o “mas…” de prontidão. É verdade que o airbus tinha problemas, é verdade que Congonhas é um erro acumulado por vários governos, mas… a culpa é do governo Lula e ponto acabou.
É verdade que é verdade que nos últimos dias houve um estardalhaço em manchetes culpando os pilotos, que teriam feito manobras inadequadas na cabine do vôo 3054, o que inocentaria a companhia aérea e a construtora do avião. Mas assim mesmo fica cada vez mais claro que as condições de vôo e as de pouso do airbus em pista molhada eram inadequadas, que os problemas vinham de dias e também que há problemas sérios de manutenção porque as companhias aéreas praticamente só têm hangares de conserto em S. Paulo, e justamente em Congonhas. Além disso fica claro que eleger esse aeroporto como ponto principal de conexão foi um erro estratégico. Se erro houve por parte do governo Lula foi o de sempre, isto é, o de agir “quae sera tamen”, isto é, o de agir sim, mas tardiamente, sob a coação dos fatos e sob a coação, a que não responde de modo adequado, da grande mídia interessada em derruba-lo, alguns nela eleitoralmente, outros nem tanto, exigindo quase a deposição manu militari ou manu populari do governo impopular – para ela, grande mídia.“
Do site da Agência Carta Maior. Leia a íntegra aqui.
Paulo Henrique Amorim
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 5:38 pmA fúria da mídia:
“Você não vende a classe”
“. Perguntei ao amigo Mauro Santayana – um dos melhores jornalistas do Brasil – como ele explicava a fúria da mídia conservadora (e golpista) contra o Presidente Lula.
. Santayana trabalhou com o Presidente Tancredo Neves e é responsável por alguns dos melhores discursos da carreira de Tancredo.
. Santayana disse que Tancredo explicaria assim: “Você vende a mãe, mas não vende a classe. E se vender a classe é porque já vendeu a mãe.”“
E o melhor ainda está por vir. Leia mais, clique aqui.
Internacional
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 5:10 pmRepórteres Sem Fronteiras
faz apelo a Lula e ao PT

Reprodução da carta enviada ao presidente Lula pela ONG Repórteres Sem Fronteiras e publicada hoje, 02, no site da entidade.
“Exmºs Srs. Luís Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil, e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores
Repórteres Sem Fronteiras manifesta sua preocupação sobre as conseqüências da decisão adotada no dia 31 de julho pela Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), convocando detentores de mandatos públicos à mobilização contra uma “grande ofensiva da direita aliada a certos setores da mídia contra o PT e o governo do presidente Lula”, fundador do partido. Gléber Naine, responsável pela comunicação do PT, destacou o canal de televisão privado TV Globo e os diários Correio Braziliense, O Estado de São Paulo, O Globo e Folha de São Paulo como veículos que “nunca fizeram antes oposição a um governo como o fazem agora”.
Esta decisão nos parece inoportuna e sem fundamento. De um lado, se é verdade que a mídia privada do país não poupou críticas ao presidente Lula e seu governo quando de sua chegada ao poder, a relação entre o governo federal e a imprensa evoluiu de forma favorável desde então. Por outro lado, os veículos citados não deixaram de criticar representantes dos partidos de oposição citados em casos de corrupção, abuso de poder e fraude.
É nosso dever lembrar, contudo, que a revelação, às vésperas das eleições de outubro de 2006, de um escândalo envolvendo membros do PT – que tentaram comprar um falso dossiê contendo acusações contra candidatos de oposição – provocou a reação de militantes do partido contra a imprensa. Na ocasião, os demais partidos representados no Congresso que tomaram parte nessas manifestações também tiveram parte na responsabilidade pelas agressões dirigidas contra a mídia, para as quais não servem de justificativa as alianças políticas vigentes.
A resolução que o PT acaba de aprovar ocorre poucos dias após a ampla cobertura pela mídia das manifestações que se seguiram após a catástrofe aérea no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 17 de julho, e as vaias dirigidas ao presidente Lula por ocasião da abertura dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro. Tais manifestações devem ser vistas como uma crítica sistemática às autoridades de Brasília? Deveria a imprensa se calar diante desses eventos, deixando-os passar de forma despercebida? É possível responsabilizar a mídia pela insatisfação provocada pela emoção coletiva decorrente da tragédia de Congonhas?
Repórteres Sem Fronteiras vem por meio desta chamar as autoridades de governo ao bom senso. A decisão do PT não nos parece em acordo com um partido democrático. Ela não pode senão alimentar o rancor, e deve ser reconsiderada.
À espera de que nossas considerações sejam ouvidas, queira, Exmº Sr. presidente, receber os nossos votos da mais alta estima e consideração.
Robert Ménard
Secretário Geral“
Post relacionado:
Portal Imprensa: PT convoca militantes a enfrentar “ofensiva da mídia e da direita contra o governo”
Luis Nassif
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 4:19 pmImprensa faz barulho
por crise errada
“No meu livro “O Jornalismo dos anos 90″ relato quase duas dezenas de casos de cobertura da mídia em que o “efeito manada” produziu erros gigantescos. Aparentemente, não se aprende.
A mais nova reedição do caso “Escola Base” está na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, que vitimou mais de duzentas pessoas; o “japonês” do acidente aéreo foi um morto que não podia se defender: o piloto.
Com o choque inicial, logo após o acidente passou-se a uma busca frenética por culpados. Em um primeiro momento concentrou-se no governo, na pista de Congonhas, na falta de ranhuras no asfalto.
Deixou-se de lado o jornalismo para se ficar numa ladainha única, em que nenhuma outra hipótese era investigada. E essa algaravia escondeu outras interpretações comentadas por especialistas, mas que não chegavam às páginas dos jornais.“
Leia a íntegra do texto em Luis Nassif On-line.
Blog
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 3:49 pmCansadinhos e Cansadões
Nelson de Sá
In Uncategorized on 2007, 2 Agosto at 3:41 pmO diálogo e o teatro
“Do blog de Helena Chagas no iG, ela que é do SBT:
- Ao vivo, as primeiras duas horas da sessão da CPI foram uma lição de como funcionam políticos nestes tempos midiáticos. A maior preocupação era com o vazamento dos diálogos na Folha. “Quem vazou, quem desmoralizou a comissão, não fomos nós”… até chegar ao básico, “o que temos?”. Ninguém sabia.
Um brigadeiro informou que, para ouvir o diálogo, era preciso um software que eles não tinham. Tinham só o texto em inglês -e lá foi Luciana Genro. Ela não se limitou a traduzir. Interpretou, “oh, meu Deus, oh”.
Para os “atores”, no dizer da blogueira, o interesse era “ficar bem diante das câmeras”. E ter outra versão, para Fátima Bernardes dizer, depois, “os deputados acreditam que houve falha mecânica”. Na verdade, os deputados ouvidos pela Globo News diziam que era falha do piloto ou do avião. Como citou antes o “furo cuidadoso”, segundo Chagas, de Fernando Rodrigues.
O TERROR
A dramaticidade do diálogo, ainda que impresso, ocupou os sites de busca de notícias sobre Brasil, como

































