De Daniel Vasques | Mídia & Poder:
Primeiro na Reuters, ainda com foto errada do “si” comemorando, depois na CNN, apenas em versão Breaking News. A derrota de Hugo Chávez no referendo popular que avaliou a reforma constitucional que lhe daria direito à reeleição vitalícia se espalhou pelas agências internacionais – mas não com a velocidade que se esperava.
Das principais, a BBC foi a que mais demorou a noticiar e ainda assim na versão internacional do site. Na Inglaterra, Chávez perdeu a cena para o russo Vladimir Putin, que elegeu maioria nas eleições parlamentares de domingo.
Na Venezuela, depois de sair do ar com o anúncio da derrota chavista, a manchete do site El Observador, da RCTV, emissora que Chávez já havia tirado do ar em maio: “Traz a expressão da vontade da maioria dos venezuelanos; a Reforma Constitucional não vai”.
Na madrugada brasileira, chegou antes em O Globo ”Proposta de reforma constitucional é rejeitada na Venezuela”, seguido pelo Estadão e mais tarde na Folha. Enquanto isso, o espanhol El País já trazia “Chávez reconhece sua derrota“.
Sem dormir, Ricardo Noblat logo postou no alto de seu blog a frase de Hugo Chávez dita após admitir a derrota e que perduraria ao longo de todo o dia:
- “Minha proposta de reforma da Constituição não está morta. Está viva. E seguirá viva”.