De Daniel Castro, colunista da Folha de S. Paulo:
Apesar do desempenho abaixo da média histórica no eixo Rio-São Paulo, “A Favorita” vai muito bem no Ibope no Sul. Em Porto Alegre, é fenômeno de audiência e repercussão. Tem até agora 52 pontos (é vista em 52% dos domicílios da região metropolitana), número dos sonhos de todo autor de novela.
A trama escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Ricardo Waddington também tem bom desempenho em Florianópolis (46 pontos) e Curitiba (42). Sua média nacional é de 37. Em SP e no Rio, tem 35.
A principal explicação para o sucesso de “A Favorita” no Sul é econômica _os mais ricos adoram a novela, enquanto os mais pobres estão migrando para as tramas da Record.
Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre estão e entre as cinco capitais com maior incidência de classes A e B na população. Fortaleza, a capital entre as medidas pelo Ibope com maior incidência de classes D e E, é onde “A Favorita” se sai pior: tem só 30 pontos.
Há também fatores técnicos. A Record só recentemente melhorou o sinal em Porto Alegre.Porto Alegre é tradicionalmente “noveleira”. Segundo relatou a RBS à Globo, em alguns dias chega a parar para ver as intrigas de Claudia Raia e Patricia Pillar. Grupos de discussão apontam aspectos de suposta identificação do gaúcho com a novela (a sede de vingança, a passionalidade e o provincianismo retratado na trama).