Daniel Vasques

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“Cercado de Dantas por todos os lados”

Em Conversa Afiada, Daniel Dantas, Imprensa, Mídia & Poder, Paulo Henrique Amorim, 2008, 15 julho às 10:48 pm

De Daniel Vasques | Mídia & Poder

Eram 18h04min quando Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada postou: “Governo Lula tenta abafar caso Dantas”.

- Até sexta-feira o Delegado Protógenes Queiroz deve ser afastado do Caso Dantas. Dantas venceu. O Governo Lula está cercado de Dantas por todos os lados – escreveu.

Antes ainda da “grande mídia”, Bob Fernandes, do Terra Magazine, acrescentou que além do afastamento do delegado, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, “pediu férias”, no que definiu como “batalha que dividiu a PF”.

- O súbito afastamento de ambos é apenas mais um capítulo na luta encarniçada que dividiu a Polícia. O delegado geral desconhecia a essência da operação secreta e, segundo o entendimento dos que participaram da Satiagraha, Corrêa teria trabalhado contra.

Virou a manchete do portal Terra e só então, já na carona da Globo News, que interrompeu a programação para informar, ganhou a versão on-line dos jornais. Chegou ao JN, com destaque na abertura e com mais informações “ainda nesta edição” junto com a. E ao blog de Ricardo Noblat, com a “reação” de Dantas.

STF, Dantas e FHC

À tarde, antes do afastamento do delegado, Bob Fernandes trouxe com exclusividade parte da transcrição das conversas telefônicas interceptadas “legalmente” no “bojo” da Operação Satiagraha em que “Dantas cita FHC” para, em seguida, postar entrevista com o ex-presidente que definiu o caso como “batalha pelo controle do Estado“. Mas praticamente sem repercussão nos demais veículos.

Ao longo do dia em que o ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz, se calou em depoimento à Polícia Federal, o destaque foi a reunião convocada por Lula, que chamou  o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, para selar entendimento com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que definiu o afastamento do delegado como uma “coincidência”.

Amorim: Folha tinha uma matéria “sob encomenda” para Dantas

Em Conversa Afiada, Daniel Dantas, Folha de S. Paulo, Imprensa, Paulo Henrique Amorim, 2008, 15 julho às 3:24 pm

Do blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim:

- Avisa ao Daniel que tenho uma matéria de encomenda para ele, diz Andréa Michael, repórter de Folha (da Tarde *) em Brasilia.

- Tá, vou avisar, diz Guiga, Guilherme Henrique Sodré Martins, membro do triunvirato (*2) do círculo íntimo de Daniel Dantas, e amigo pessoal do governador Jacques Wagner, da Bahia.

- Aproveita e pergunta pra ele o que ele vai fazer com o dinheiro que ele vai receber da Brasil Telecom e da Telemar, diz Andréa Michael, repórter da Folha (da Tarde*)  em Brasília.

. Guiga diz a Dantas que Andrea Michael, repórter da Folha (da Tarde *) em Brasília acabou de escrever uma matéria “sob encomenda” para ele.

. E conta que ela perguntou o que ele vai fazer com o US$ 1 bilhão do cala-a-boca que a Telemar e a Brasil Telecom vão pagar a ele, com dinheiro do BNDES.

. Dantas cai na gargalhada. Ri, ri e diz:

- Diz pra ela que eu vou comprar ações da Telemar.

. E riu, riu muito …

. Como diz o Mino Carta, a degradação da imprensa  nativa ainda não chegou ao fundo do poço.

. Ainda vai descer mais.

Clique aqui para ler a íntegra do post de Paulo Henrique Amorim no seu Conversa Afiada.

Nassif: PF acusa Mainardi e Veja

Em Daniel Dantas, Diogo Mainardi, Imprensa, Luis Nassif, mídia, Veja, 2008, 15 julho às 3:15 pm

Do blog de Luis Nassif, no IG:

O relatório do delegado Protógenes Queiroz, encaminhado ao Juiz Fausto Martin de Sanctis – que serviu de base para o pedido de prisão de Daniel Dantas e outros réus – acusa diretamente as revistas IstoÉ Dinheiro e Veja e os jornalistas Leonardo Attuch, Lauro Jardim e Diogo Mainardi de colaborarem com uma organização criminosa. Mainardi é explicitamente apontado como “jornalista colaborador da organização criminosa”.

O nome do documento é “Relatório Encaminhado ao Juiz Federal Fausto Martin de Sanctis”. É o Inquérito Policial 12-0233/2008. Nele consta Procedimento Criminal Diverso no. 2007.61.81.010.20817.

Foi preparado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros do Departamento da Polícia Federal

O capítulo 13 tem por título “Do papel da mídia no processo investigatório”.

Clique aqui para ler a íntegra do post de Luis Nassif.

Agentes listam 98 investidores em paraíso fiscal

Em Daniel Dantas, Imprensa, 2008, 12 julho às 10:42 pm

Relação inclui empresários, jornalistas, médicos e comerciantes que teriam dinheiro no exterior

De Fausto Macedo, Marcelo Godoy, Renato Cruz e Rodrigo Pereira, do Estadão:

A Polícia Federal relacionou 98 investidores brasileiros em um organograma da suposta quadrilha chefiada pelo banqueiro Daniel Dantas. Todos manteriam dinheiro no Opportunity Fund, nas Ilhas Virgens, notório paraíso fiscal do Caribe – sem nenhum registro no Banco Central sobre a saída do dinheiro do País.

A lista feita pelos agentes federais inclui nomes de empresários, médicos, jornalistas, executivos e comerciantes. Todos eles teriam desobedecido a duas normas legais em vigor no País. A primeira, contida no artigo 22 da Lei 7.492/86, trata de evasão de divisão; e a segunda envolve a Resolução 2.689 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que veda aos clientes brasileiros os fundos offshore em países estrangeiros, como Opportunity Fund.

Além desse fundo, outros dois teriam sido usados pelo grupo de Dantas para “apagar qualquer vestígio de irregularidades que leve à identificação de ilícitos financeiros”. Depois de Cayman, o dinheiro passava pelas Ilhas Virgens Britânicas, Irlanda e voltava ao Brasil como investimento estrangeiro. Além da lista de 98, a PF preparou outra com mais 293 nomes, ao lado dos quais há valores de que variam de 251 milhões (não se diz se dólares ou reais) a 754.

Blog do Noblat: Diálogo Exemplar

Em Blog do Noblat, Blogs, Daniel Dantas, Humor, 2008, 11 julho às 9:05 pm

Do blog de Ricardo Noblat, no site de O Globo:

Telefonei, esta manhã, para um empresário paulista, desses de sobrenome respeitável. Perguntei:

- Como o senhor está?

- Estou solto – respondeu bem-humorado.

Carta Capital: O jornalismo avestruz

Em Carta Capital, Daniel Dantas, Imprensa, 2008, 11 julho às 8:58 pm

Da revista Carta Capital desta semana, já nas bancas:

Quarta-feira 9, 20 minutos antes de 1 da tarde. O banqueiro Daniel Dantas estava preso há 24 horas, acusado de diversos crimes, entre eles o de tentativa de corromper um delegado federal. Na rádio CBN, uma das tantas emissoras da família Marinho, a onipresente Miriam Leitão continua perplexa. Diz não entender o motivo da prisão, pois as acusações tratam de “coisas do passado” (ao que um gaiato jornalista, ao saber do argumento, comentou: “Ainda bem que a Polícia Federal não prende as pessoas por assuntos futuros, crimes que ainda nem foram cometidos”.) Ao fim do comentário, conforme registra Bob Fernandes no site Terra Magazine, Miriam deixa o estúdio e o colega Carlos Alberto Sardenberg, sem perceber que o microfone continua ligado, emenda: “Ela tá esquisita, não?”

Em sua coluna do mesmo dia em O Globo, Miriam Leitão já havia oferecido aos leitores sua visão dos acontecimentos, teses que viriam a ser encampadas pelo próprio jornal nos dias posteriores. Em resumo, a colunista questionava o fato de o banqueiro ser preso enquanto envolvidos em outros escândalos, como os do chamado mensalão, estavam soltos (ao que o mesmo gaiato jornalista interporia: se nem todos que deveriam apodrecer no xilindró estão na cadeia, então seria o caso de abrir a porta das celas, por questão de isonomia). Segundo a jornalista, Dantas não cometeu crimes (apesar das condenações em cortes internacionais), mas se meteu “em diversas confusões”.

O que se viu no resto da mídia não foi muito diferente.

Clique aqui para continuar lendo a reportagem.

Daniel Dantas: “Vou contar tudo! Detonar!”

Em Bob Fernandes, Daniel Dantas, Terra Magazine, 2008, 11 julho às 8:23 pm

De Bob Fernandes, do Terra Magazine:

Os intestinos do Brasil.

Daniel Dantas está numa sala da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Seu advogado, Nélio Machado, está próximo.

Diante do banqueiro, o delegado que coordenou a operação Satiagraha, o homem que o prendeu por duas vezes em 48 horas. São 8 da noite da quinta-feira, 10 de julho.

Outros dois dos presos na operação acabam de ser libertados, habeas corpus do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, concedidos ao megainvestidor Naji Nahas e ao ex-prefeito Celso Pitta.

Daniel Dantas parece exausto, rendido, mas não deixou de ser quem é. Obcecado por tudo que foca e toca, brilhante, genial, dizem mesmo os mais empedernidos adversários.

O tempo, pouco tempo, dirá o quanto há de cálculo, quanto há de desabafo no que começa a despejar sobre o delegado Protógenes Queiróz. Primeiro, a senha:

- Eu vou contar tudo! Vou detonar!

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem de Bob Fernandes.

Toda Mídia: Bombástico

Em César tralli, Daniel Dantas, JN, Toda Mídia, TV Globo, 2008, 11 julho às 8:17 pm

De Nelso de Sá, colunista da Folha de S. Paulo:

O jornalista César Tralli voltou a detalhar ontem a operação que, após intervalo de dez horas, levou o banqueiro Daniel Dantas de volta à “carceragem” da Polícia Federal.

Concentrou-se nos meios supostamente usados para resguardar o banqueiro das investigações policiais, imprensa inclusive. Nos muitos documentos reproduzidos, não faltou referência ao financiamento de um candidato a presidente, codinome “João”, entre outros políticos.

No que Fátima Bernardes apresentou como “depoimento bombástico”, o repórter relatou que “Hugo Chicaroni confirmou que tinha conhecimento de que o controlador do Opportunity é Dantas e que há dez dias pessoas ligadas ao grupo levaram à casa dele a quantia de R$ 865 mil, que deveriam ser entregues ao delegado que recebeu oferta de propina para livrar Dantas e parentes”.

Passado Recente: Um perfil do empresário Daniel Dantas

Em Daniel Dantas, Revista Piauí, 2008, 10 julho às 4:19 pm

Em junho de 2007, a Revista Piauí publicou perfil do empresário Daniel Dantas.  Leia aqui “Todos contra Daniel Dantas”, uma reportagem de Consuelo Dieguez.

Numa tarde ensolarada do começo do outono, a “Serenata no 13 em sol maior”, de Mozart, ecoava pela sala envidraçada que abriga a presidência do banco Opportunity. A ela, seguiram-se sonatas, sinfonias, concertos. O ocupante da sala, o economista Daniel Dantas, surpreendeu-se com a pergunta sobre o seu apreço por música clássica. “Como?”, reagiu, sem entender. “Ah, a música!”, disse, afinal. Com um sorriso maroto, caminhou em direção à janela, apontou um pequeno vão no teto, entre a janela e a persiana, e informou: “Descobrimos microfones aqui, estavam ouvindo as conversas e antecipando nossos movimentos”. Dantas mandou instalar um sistema de som no forro do teto do banco — o Opportunity ocupa o 28o andar de um dos maiores prédios do centro do Rio — para dificultar a gravação do que se diz ali. CONTINUA

Dantas, Nahas e Pitta presos: O tempo irreal da notícia

Em Daniel Dantas, Imprensa, mídia, Observatório da Imprensa, 2008, 10 julho às 4:00 pm

De Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa:

 
A prisão do banqueiro Daniel Dantas, do especulador Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta pode ser considerada a mais surpreendente ação da Polícia Federal em todos os tempos.

E a imprensa brasileira, embora apanhada de surpresa, teve todas as condições para realizar a mais memorável cobertura de um escândalo.

A informação apareceu inicialmente na revista eletrônica Terra Magazine, ainda antes das 7h00 da manhã de ontem.

Uma hora depois, os demais veículos começaram a despertar.

Reproduções quase literais do texto original brotaram em seqüência, mas apenas o Último Segundo citou o Terra Magazine entre suas fontes.

Os sites dos grandes jornais perderam para os veículos exclusivamente online.

O mais ágil entre os jornais foi o G1, do Grupo Globo, mas ainda assim sem acrescentar novos dados.

Durante o dia, a TV Globo exibiria imagens da operação policial, revelando ter sido convidada a acompanhar as prisões.

Ou os editores não entenderam do que se tratava, ou o Grupo Globo anda com sérios problemas de sinergia.

A reprodução pura e simples do trabalho alheio – quase sempre sem citar a fonte – revela certo vício da produção jornalística no Brasil: importa sair na frente, ou pelo menos com o menor atraso possível.

A chamada notícia em tempo real, alardeada pelos sites dos jornais, comumente não é baseada em trabalho jornalístico real.

Clique aqui para continuar lendo o texto do Observatório da Imprensa.

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