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NBC paga US$ 7,6 bilhões para ter Olimpíada e bate recorde

A NBC acertou novo contrato de transmissão dos Jogos Olímpicos nos Estados Unidos. Para ter o direito exclusivo no país sobre as Olimpíadas que serão realizadas entre 2021 e 2031, a NBC pagou ao COI (Comitê Olímpico Internacional) a bagatela de US$ 7,65 bilhões — algo em torno de R$ 17 bilhões.

O acordo vale para todas as plataformas: TV aberta, TV fechada, internet e celular. No período está prevista a realização de seis edições olímpicas: Jogos de Verão de 2024, 2028 e 2032,e Jogos de Inverno de 2022, 2026 e 2030. Além disso, serão organizadas outras seis edições de Jogos Olímpicos da Juventude, sendo seis de inverno e seis de verão.

“O acordo é uma grande contribuição para a estabilidade financeira a longo prazo do movimento olímpico inteiro. O COI distribui mais de 90% da receita que gera para apoiar as federações esportivas internacionais; os 204 Comitês Olímpicos Nacionais e suas equipes olímpicas; e os comitês organizadores de cada Jogos Olímpicos”, comemora o COI.

Em 2011, a NBC já havia acertado a compra de três edições olímpicas: 2014 (inverno), 2016 (verão), 2018 (inverno) e 2020 (verão). Na ocasião, pagou US$ 4,38 bilhões.

Com o novo acordo, vai completar 66 anos transmitindo os Jogos com exclusividade para os EUA, uma vez que faz isso desde Tóquio/1964. Na ocasião, fez, na Cerimônia de Abertura, a primeira transmissão em cores via satélite na história da TV. Via Estadão.

YES, WE CAN

| Daniel Vasques |

O dia em que o mundo elegeu um presidente negro

No site oficial da campanha, Obama agradece:
No site oficial da campanha, Obama agradece aos eleitores: “A mudança pode acontecer”

Washington D.C., 04 de novembro de 2008, 11p.m. horário local (2h da manhã em Brasília). Na TV, a CNN informa ao vivo para o mundo: “Breaking News: Barack Obama elected president”.

Obama venceu. 297 a 139 a favor do Democrata, projetou.

Empatou com a CBS que também projetou Obama logo em seguida e furou as concorrentes NBC, ABC e Fox News que demoraram para admitir o que todos já acreditavam. Sim, todos acreditavam.

Fora um pulo para que canais de notícias ao redor do planeta passassem a mostrar imagens de Chicago, onde mais de 500 mil pessoas (chegaria depois a um milhão) esperavam pelo discurso do primeiro homem negro a governar os Estados Unidos exatos 145 anos após o final da escravatura na América.

Em 18 minutos John McCain veio a público e reconheceu o que as projeções apontavam. Em discurso, admitiu ter telefonado a Obama e tê-lo cumprimentado pela vitória – o ato simbólico que faltava para o mundo finalmente consagrar um presidente negro como chefe em comando. O 44° presidente a governar a América.

O auge do discurso fora o reconhecimento do significado que a eleição tem para os negros afro-americanos.

– Perdi uma eleição. Essa campanha foi e permanecerá a maior honra da minha vida. Desejo a benção de Deus ao homem que foi meu adversário e será o meu presidente. Os americanos nunca desistem. Nós não nos rendemos. Nós fazemos a história – afirmou.

Sites de notícias ainda falavam em projeções quando a Folha entrou no alto da página com “Obama é eleito novo presidente dos Estados Unidos” para em seguida atualizar “Obama é eleito primeiro presidente negro dos EUA”.

Exatamente uma hora depois da primeira projeção, Obama falou:

– A mudança está chegando aos Estados Unidos. America, eu prometo a vocês: nós, como povo, vamos chegar lá. Um novo amanhecer está no horizonte. Não podemos ter Wall Street bem sucedida quando as outras streets (ruas) estão sofrendo – disse enquanto ao fundo a multidão gritava “Yes, we can” (“sim, nós podemos”).

Já era madrugada de quarta-feira quando o mundo tinha um novo presidente eleito. Seu nome era Barack Obama.